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Alimente sua criatividade 5/5 (1)

- Última Atualização a: 13/03/2017

Você começou os ”primeiros passos” para ser um fotógrafo profissional. Fez um curso rápido de fotografia, aprendeu algumas técnicas bacanas, comprou aquele equipamento que seu orçamento permitiu, já fez alguns “trabalhinhos” por indicação de uns amigos… Isso já há um bom tempo, mas suas fotos não convenceram nem você e nem seus poucos clientes até agora.

O que está errado? O que pode estar faltando? ”Pulei“ alguma etapa?

Vamos começar por um ponto positivo nisso tudo. Você percebeu que algo não está bom, essa inquietude e esse questionamento são ótimos! A fotografia é dinâmica, não se esgota e se torna necessário um aprendizado constante. Ela exigirá sempre e cada vez mais da sua CRIATIVIDADE! E é sobre isso que quero falar.

Como você alimenta sua criatividade? Quais são suas inspirações? Qual a sua história?

Se você faz boas fotos, mas não “absorve” muito da cultura, da pintura, da dança, da música, da literatura e da história na sua vida… você será um bom imitador! Você até vai conseguir ”reproduzir” boas fotos de grandes fotógrafos! Você pode até saber muito bem a técnica, mas sua criatividade estará limitada e se esgotará com o tempo! Qual será a “sua marca” nas fotos?

Hoje temos muitos bons livros sobre fotografia, antes eram mais “raros”. Porém, o aluno de fotografia comete o erro de se “prender” somente ao estudo dela e passar a “respirar” apenas a técnica fotográfica, criando o que eu chamo de “desequilíbrio criativo”, priorizando a técnica e esquecendo da criatividade. Não mais vai a um cinema, não vai a uma exposição de arte, não lê nada de literatura/poesia, desconhece da história e da cultura mesmo de onde vive, somente escuta as musicas que gosta e não se permite outras experiências, não viaja nas férias, o “lazer” se restringe a uma saída com a câmera na mão… Você perceberá que está caindo nessa “armadilha” quando numa roda de amigos (não roda de fotógrafos) se sentir “por fora” dos assuntos.

A sua criatividade será sua “marca” impressa nas fotos, é a sua autenticidade, nela está sua vida, aquilo que aprendeu e assimilou, suas referências artísticas, suas inspirações… Alimente-se dessas outras fontes e com o tempo notará que suas fotos mudarão pra melhor.

Porém, quando falo em “absorver” não é de forma rasa e superficial. Um exemplo, se for visitar uma exposição de um pintor famoso, faça antes uma pesquisa sobre o autor, saiba quais são suas obras mais “importantes”, qual a proposta da pintura, em que período viveu o pintor, qual técnica explorou nas suas telas, enfim, informações importantes, e quando você estiver em frente às pinturas saberá apreciar com mais profundidade e acrescentar na sua fotografia. Da mesma forma quando for assistir uma peça de teatro, um filme, ler um livro, fazer uma viagem…

Se você vive longe de um grande centro como São Paulo, busque “alternativas”. Não é possível falar para “todos”, mas a internet trouxe o “universo” para próximo da gente. Alguns fotógrafos vêm para  São Paulo e não fazem um tour cultural, apenas buscam centros de consumo. Uma pena!

Ao mesmo tempo, não deixe de fotografar, pratique, pratique e pratique! Faça experiências, fotografe (se possível) todos os dias, elabore e desenvolva um projeto autoral independente dos seus trabalhos profissionais, “conheça” fotograficamente o mundo à sua volta, ou seja, fotografe a sua realidade e, mesmo quando não estiver com a câmera na mão, imagine a foto que faria naquele momento. Aprenda as “regras” da fotografia, mas quando sua criatividade desejar quebrá-la, não hesite. Essa é a parte prática da assimilação do conteúdo cultural. Aceitar a orientação e a troca de ideias com outros profissionais é importante, mas não se abata com as críticas e faça delas um “motor” para melhorar. A criatividade vai fluindo com o tempo.

Para finalizar, tenha um hobby. A fotografia não é seu hobby, é (ou será) sua profissão. Tenho amigos fotógrafos que são músicos, praticam surf, pedalam, são excelentes cozinheiros, acampam, escrevem. Isso os ajuda muito a “respirar” outros ares! Lembrem-se: seja você solteiro ou casado e com filhos, sua família não precisa “viver” sua profissão, mas a fotografia pode fazer parte como “item” agregador!

Boas inspirações, muitas fotos criativas e sucesso!

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Romero Cruz

Romero Cruz, jornalista formado pela Universidade Anhembi Morumbi-SP e fotógrafo há mais de 15 anos já “experimentou” diversas áreas da fotografia. Como o editorial, social e gastronomia além de “tocar” alguns projetos autorais. Na vida ele compartilha duas paixões, a família e a fotografia que veio como “herança” do pai também fotógrafo.

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