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Como usar os 5 sentidos na sua viagem

- Última Atualização a: 28/12/2015

Cabeça baixa, celular em mãos, passos apressados… não, você não está presenciando uma cena de um cidadão atrasado para o trabalho. São turistas com a necessidade constante de registrar imagens e postá-las em redes sociais, para depois de muito andar, deitarem na cama do hotel exaustos e continuarem a frenética mania de estar atentos a sede de conexão.

A internet é maravilhosa! É ótimo ter o poder de se conectar com pessoas que amamos e estão distantes.

Se estiver viajando, a internet é uma santa ajuda: auxilia na pesquisa, compra de tickets e reservas (caso não tenha lido meu post sobre planejamento de viagens), você pode registrar grandes momentos e já mostrá-los aos amigos que estão entediados no escritório , os mapas e apps online o ajudam a se localizar melhor, os tradutores online também são grandes ajudadores e barreiras de linguagem tornam se um pouco menores quando se precisa perguntar o básico em árabe, por exemplo.

Mas sim, o grande problema da internet é que tornou-se uma mania a necessidade de “checar informações”sempre.

Segundo Larry Rosen, professor da Universidade Estadual da Califórnia e pesquisador da chamada “psicologia da tecnologia”,  a capacidade média de concentração dos participantes de suas pesquisas é de apenas 3 a 5 minutos. Depois disso, eles se distraem, sem conseguir terminar suas atividades.

Dessa forma, o que estamos perdendo ao ficar totalmente conectados a internet em nossas viagens ou na vida cotidiana?

Comece a treinar o uso do celular somente quando isso é realmente necessário e para isso não precisará de nada tecnológico, apenas do uso dos seus 5 sentidos!

Visão

Procure o novo no que parece óbvio ou comum, simplesmente observe rotinas e costumes, cores, formas e detalhes que o farão lembrar de bons momentos.

New York- Central Park - Gisele Oliveira- All rights reserved
New York- Central Park – Gisele Oliveira- All rights reserved

Paladar

Paladar

Experimente comidas típicas (doces, salgados ou esquisitos como espetinho de largatixa servido na China… :-)

Lembre-se que experimentar um alimento diferente é um risco e você precisará tirar de sua memória os alimentos que tem como referência para não compará-los.

Pretzel e Nozes
Pretzel e Nozes vendidos nas ruas de New York- Gisele de Oliveira- All rights reserved

Olfato

Lembra do cheiro de lápis novo no primeiro dia de aula?

Alguns cheiros tem o poder de nos transportar para outros lugares e épocas.

Respire fundo e descubra odores novos, pode ser de alimentos, temperos, lugares, perfumes, etc.

Rio de Janeiro- Praia Vermelha-Gisele de Oliveira-All rights reserved
Rio de Janeiro- Praia Vermelha-Gisele de Oliveira-All rights reserved

Tato

New York- Flushing- Gisele de Oliveira-All rights reserved
New York- Flushing- Gisele de Oliveira-All rights reserved

Ouse…

Os indianos alimentam se com as mãos e em lojas de antiguidades é impossível não se sentir tentado a tocar objetos com detalhes dferentes…

Sinta as texturas diferenciadas e sem preconceitos.

Tecidos, paredes, alimentos, cabelos, o rosto do Brad Pitt o braço do segurança dele….. ;P

Vá a feiras de rua toque, cheire e sinta.

Audição

New york-Times Square-Gisele de Oliveira -All rights reserved
New york-Times Square-Gisele de Oliveira -All rights reserved

O que faz a história de um lugar são pessoas.

Mesmo numa casa abandonada, há a curiosidade de se saber qual a vida que ela teve quando pessoas moravam ali.

Conheça no mínimo uma pessoa nativa e descubra a história dela.

Você ficará surpreso com a riqueza de experiências que levará para casa.

Se não falar o idioma local, ouça músicas de cantores nativos, sotaques dos falantes em restaurantes ou ruas, barulhos….

Qual seria o som que define este lugar?

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Desconecte-se da internet e conecte-se ao mundo da sua viagem.

Você não precisará de um ano no local para entender a essência dele ;-)

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Gisele de Oliveira

Gisele de Oliveira é jornalista e fotógrafa especializada em Street Photograph pela ICP-New York. Ama pessoas, natureza, música, livros e fotografia como forma de expressão da alma.

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