Do que um fotógrafo é composto

Muitos ainda acham que basta ter uma câmera para se tornar um fotógrafo profissional. Não dá para resumir a fotografia ao equipamento, tem que  ter o equilíbrio entre a razão e a emoção. Alguns escolhem a máquina pela robustez e a exibem no pescoço como se atribuísse status, importância função… e isso bastasse. Quanto maior a objetiva, mais equipada a máquina, com flash, filtros, etc., mais elevado fica o ser, é quase que uma massagem no ego do indíviduo que mal sabe para que serve tanto botão e acessório. 

Alguns começam errado mas sem intenção, não há nenhuma regra que estabeleça os parâmetros para se tornar um (bom) fotógrafo. A receita não vem pronta, não segue um padrão. Enquanto em algumas carreiras é imprescindível cursar, conhecer, dominar e consequentemente obter um diploma para poder exercer a atividade, na fotografia não há esse filtro. O próprio curso de graduação em fotografia é recente no mercado profissionalizante. 

 

Hora de sair do automático!

Independente do que o motivou a começar, saiba como prosseguir e admirar ainda mais o universo fotográfico sem ser apenas mais um indivíduo com uma máquina no pescoço.

O primeiro passo é dominar a técnica: pode ser lendo, fazendo cursos, explorando fóruns, conversando com profissionais. Explore a linguagem fotográfica, os termos atribuídos e fundamentais: ISO, sensibilidade, abertura, exposição, velocidade, diafragma, obturador, disparador, distância focal, objetiva, resolução, qualidade, pixel, entre muitos outros. 

Depois de estudar essa parte eu aconselho um contato com uma câmera analógica e se possível com filme em preto-e-branco. Creio que seja a melhor forma de botar em prática o conhecimento e ainda criar aquela deliciosa expectativa do registro pós revelação. Com isso você conhecerá a base da fotografia além de formar noções de composição, perspectiva e então poderá escolher adequadamente a tão esperada câmera digital com lente intercambiável, classificada como DSLR

Câmeras em mãos, e agora, o que fazer? Simples, pegar o manual e por mais chato que seja, LER! Para a atividade não ficar entediante tente ir vinculando tudo que absorveu anteriormente com testes nas funções da máquina. Fotografe, compare os resultados, entenda o registro, tente detectar falhas, compartilhar com profissionais e analisar as críticas sobretudo tentando visualizar uma adequação e também os elogios, procurando sempre “evoluir” e ter o próprio senso. 

Quando esses dois itens: estudo da técnica e conhecimento da máquina estiverem em harmonia é hora de partir para o desenvolvimento da sua identidade fotográfica. Mais uma vez é hora de investigar as áreas que mais te agradam: fotojornalismo, social, moda, publicidade, documental, e acredite, o mercado já está tão subdividido que as vezes surge uma dúvida entre mais de uma categoria.
Escolhido, parte-se então para um mergulho em uma linguagem fotográfica mais direcionada: autores, trabalhos, dicas… sempre absorvendo o necessário para desenvolver a sua própria identidade, afinal, de cópias já estamos saturados! Inove, ouse, crie uma nova categoria, solte a criatividade. 

Trabalhar como assistente de fotógrafo é bem interessante para os que não se sentem totalmente preparados para seguir adiante, nada melhor do que a vivência para abrir caminhos, clarear as ideias. 

Durante essas etapas o fantasma da edição te assombrará, e então você precisará pesquisar sobre os principais programas e ferramentas para aprimorar a imagem. O que não significa que toda fotografia deve ser alterada digitalmente, mas a tecnologia já é capaz de resolver muita coisa. A internet está repleta de tutoriais, e certamente você descobrirá diversas opções ao visitar alguns deles. 

A principal dúvida talvez seja “quando posso me considerar um fotógrafo profissional?”. Na minha concepção, quando você for eficientemente capaz de visualizar, entender e repassar o sentido da luz nos seus registros. Manter no mesmo nível estudo, intuição, observação, reflexão, simbolismo e ideias que encaminham conceitos diretamente relacionados ao conjunto de técnicas fotográficas. 

Procure sempre usar o cérebro antes da máquina e boas fotos! J

Mariana Simon | @marianasimon

www.flickr.com/paperday
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Mariana Simon

Fotógrafa de shows e admiradora da fotografia nas mais diversas formas, inclusive as que mantém a naturalidade. Graduada em Publicidade e Propaganda, assídua leitora e curiosa, extremamente viciada no mundo fotográfico.

http://www.twitter.com/marianasimon
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