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Entrevista a Alexandre Borges

Autodidata, Alexandre Borges, de 30 anos, é graduado em Artes Gráficas e seu interesse pela fotografia se deu quando Beatriz, a mais velha de seus três filhos nasceu. “Eu queria registrar bem esse momento então comprei uma máquina ‘legalzinha’ e comecei a estudar sobre o assunto. Fiquei tão fascinado pela fotografia e pelas possibilidades que investi num equipamento melhor, estudei mais e não conseguia pensar em outra coisa… acho que isso acontece com todos os fotógrafos, né?”

Acompanhe nas linhas a seguir um bate papo sobre o trabalho deste reconhecido profissional, que é considerado um dos melhores fotógrafos do mundo. Com vocês Alexandre Borges!

Fotografia DG: O que representa a fotografia para você?

Alexandre Borges: Antigamente era meu hobbie, mas o hobbie virou job… O que era diversão hoje é responsabilidade. A fotografia é a maneira que me expresso e conto minha história. Faço fotos que não precisam de legendas.

Fotografia DG: Como é para o homem, Alexandre Borges, estar entre os melhores fotógrafos do mundo?

Alexandre Borges: É o sonho de qualquer pessoa ter o trabalho reconhecido, independente de qual seja o trabalho. Isso nos motiva. Eu sempre busquei fazer o melhor que podia em todas as áreas que trabalhei e vai ser sempre assim. Eu sou feliz e grato por estar entre os melhores, mas meu objetivo sempre será ser o melhor fotógrafo para aqueles que me contratam. Meus clientes são mais importantes que os concursos.

Fotografia DG: Seu trabalho foi reconhecido através de fotos premiadas, como chegou a este reconhecimento?

Alexandre Borges: Em 2009 fui aceito pela International Society of Professional Wedding Photographers – ISPWP, que é uma das principais associações de fotógrafos de casamento do mundo. Como membro da associação eu podia participar dos concursos e concorrer com fotógrafos do mundo todo. Tive muitas fotos premiadas desde essa época, inclusive, em um dos concursos de 2010, fiquei em 3º lugar no ranking geral com cinco fotografias premiadas. Esta prospecção me colocou entre os melhores fotógrafos do mundo e que eu tanto admiro.

Fotografia DG: Qual o diferencial em ser premiado?

Alexandre Borges: Além de trazer o reconhecimento internacional, passei a ser mais conhecido no mercado e recebi diversos convites para palestras e cursos sobre fotografia de casamento, que, aliás, é outra coisa que eu gosto muito de fazer.

Fotografia DG: Comente um pouco sobre este lado de palestrante.

Alexandre Borges: Já fui palestrante na Photoimage Brasil 2011, no Wedding Brasil em 2010 e 2011 e, também, no SENAC – SP para alunos do curso técnico em processos fotográficos. No WB2010 minha palestra foi vista por 1500 fotógrafos de toda America Latina. Foi o meu maior público até hoje!

Atualmente estou fazendo um Workshop chamado “A arte de captar emoções”, com duração de um dia, teoria e prática, ministrado em minha própria casa. Os alunos, no máximo sete por classe, são geralmente fotógrafos emergentes, que já sabem fotografar e sonham em um dia viver só da fotografia. Eu me identifico muito com essa galera e gosto de compartilhar minha experiência.

Fotografia DG: Você fotografa casamentos, como começou especificamente nesta área? Era seu objetivo inicial ou aconteceu depois?

Alexandre Borges: Eu comecei devagar, fotografando festas infantis e outros eventos pequenos ou de amigos. A idéia era ganhar um extra no fim de semana e “sustentar o vício”, a famosa doença da “equipamentite”. Aos poucos eu fui conhecendo pessoas e entendendo o mercado, até que surgiram oportunidades de fotografar casamentos como assistente ou 2º fotografo. Depois de fotografar alguns casamentos e ver meu trabalho sendo elogiado e reconhecido descobri que era isso que eu queria fazer da vida.

Fotografia DG: Qual o feedback dos noivos com relação ao seu trabalho?

Alexandre Borges: Quando a gente se propõe a fazer o melhor que pode o retorno é sempre positivo. Não me lembro de ninguém me dizer que não gostou do resultado… Um dos comentários mais marcantes que eu já recebi foi de um noivo estrangeiro que não gostava de ser fotografado e nem se achava fotogênico. Quando ele viu as fotos no blog, postou o seguinte comentário: “I love my smile on the pictures!”. Esse comentário me marcou muito.

Fotografia DG: No que foca no momento das fotos?

Alexandre Borges: Enquanto estou fotografando um casamento eu tento ao máximo me concentrar só naquele evento, observar as pessoas, ficar atento ao que acontece, pra não perder nada que seja importante. Eu me desligo do mundo e tento me envolver, entrar no clima, e aí a coisa flui naturalmente.

Fotografia DG: Quais equipamentos utiliza?

Alexandre Borges: Eu uso câmeras Canon 5D mark II. Sempre ando com pelo menos duas. Minhas lentes preferidas e as que eu mais uso são a 35mm 1.4 e a 85mm 1.8. Também tenho outras lentes como a 24 1.4, 16-35 2.8 e uma TS-45 2.8, mas não uso tanto. Se eu pudesse usaria somente a 35mm pois ela é a que mais se aproxima do meu olhar. Fotos com o angulo de 35mm são poesia pra mim.

Fotografia DG: E sobre luz? Qual a luz ideal? E como você resolve quando a luz no local do casamento não ajuda?

Alexandre Borges: Eu utilizo quase sempre a luz disponível, seja natural ou artificial (decoração). Quando a luz é ruim eu tento trabalhar com luminárias de LED. Flash só em último caso.

Fotografia DG: Para quem é iniciante qual a dica do Alexandre Borges?

Alexandre Borges: Estudo, trabalho, estudo, trabalho, estudo, trabalho… Não conheço outra fórmula para o sucesso. As oportunidades só surgiram quando eu estava trabalhando, nunca quando eu estava sentado no sofá sem fazer nada.

Conheça mais sobre o trabalho de Alexandre Borge no seu site aleborges.com.br

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Roberta Tschernev

Com a comunicação na alma, Roberta Tschernev Korb é uma apaixonada pela arte de se expressar, seja por imagens ou através da escrita. Graduada em Rádio e TV, pela FAAP, ela tratou de explorar todos os segmentos da informação fazendo desde produção para filmes publicitários, documentário, TV e Rádio até escrevendo textos, poesias, roteiros, discursos e matérias . Fotógrafa amadora ela acredita que a arte é a voz do espírito. "Nenhum olhar é igual ao outro, assim como os pontos de vista são diversos, a arte de enquadrar um momento é única e pertence ao universo individual de cada um", afirma ela.

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