Entrevista com Fujocka 3.33/5 (3)

O Nu Photo Conference é o primeiro congresso do Brasil voltado exclusivamente para fotografia de Nu e Sensual, sendo um marco para a fotografia nacional e internacional, já que não há registros de outro evento do gênero em nenhuma outra parte do planeta!

Estarei no congresso representando o Fotografia DG, que acontece entre os dias 19, 20 e 21 de setembro, no Teatro das Artes  Shopping Eldorado em São Paulo/SP, trazendo para vocês tudo o que acontece neste evento inédito!

E para dar uma pequena mostra do que será o congresso, vocês conferem agora uma entrevista com um dos palestrantes: Fujocka, que foi ganhador por dois anos consecutivos do prêmio “O Melhor da Fotografia” na categoria tratamento de imagem (2008 e 2009), sendo um dos profissionais mais renomados na pós produção fotográfica do Brasil, atendendo os principais fotógrafos e agências de design e publicidade do país. Em 2010 recebeu o prêmio “Esso de Jornalismo” juntamente com a equipe da Editora Trip, na categoria criação gráfica. Seu trabalho pode ser conhecido através do site www.fujocka.com.br

Fotografia DG: Como começou sua carreira com pós-tratamento? Você atuou em alguma outra área antes de optar pela edição de imagens?

Fujocka: Eu comecei na pós-produção fazem 15 anos, antes disso trabalhei como fotojornalista no extinto Notícias Populares, tive um laboratório de fineart print P&B chamado Oficina de Fotografia e trabalhei como diretor de arte em uma agência de design.

Fotografia DG: Existe liberdade para o pós-tratamento ou se está sempre preso à um briefing do cliente? Qual a sua inspiração quando tem essa possibilidade de criar livremente?

Fujocka: Na maioria dos casos já existe um briefing a ser seguido, geralmente o cliente ou o fotógrafo já têm uma ideia do que esperam da imagem final. Mas temos também os casos onde o cliente quer uma leitura pessoal nossa sobre a imagem, daí o trabalho fica bem mais interessante de ser feito. Quando isso acontece geralmente pego todas as referências que o cliente tem e tento entender o espírito da campanha. Assim posso me envolver mais e conseguir buscar um resultado que surpreenda meu cliente. Temos que sempre estar atentos a tudo que acontece, tanto em revistas, livros e internet, só assim conseguiremos oferecer algo que possa fazer a diferença.

Fotografia DG: Se fala muito hoje em dia sobre os erros grotescos de pós-tratamento e algumas verdadeiras “aberrações” que são produzidas inclusive em publicações famosas. Qual o limite para o pós-tratamento em um ensaio de nu, por exemplo?

Fujocka: Muitas vezes cometemos erros por pressa ou pela falta de atenção, ninguém quer virar celebridade por ter cometido um erro. Temos que ficar muito atentos para isso não acontecer. Às vezes um cliente quer uma imagem muito retocada, cheio de acertos e retoques no corpo da modelo, mas temos que saber ser críticos de nós mesmos, se está percebendo que o caminho está indo para o lado errado, temos a obrigação de mostrar ao cliente que existe o momento certo de parar. Na minha opinião não existe este diálogo entre as partes. O cliente pede e o responsável pelo retoque executa, sem questionar se ficou natural ou não, daí aparecem as aberrações.

Fotografia DG: Com o avanço da tecnologia dos equipamentos fotográficos e dos softwares de edição, bem como com a convergência entre fotografia e vídeo, é possível termos uma previsão do que, ou como, será a fotografia digital no futuro?

Fujocka: Acho que a fotografia vai chegar num ponto onde vamos fazer um filme linear e depois escolheremos a melhor pose ou melhor momento em um software de edição. Já fiz isso mais de uma vez em trabalhos profissionais e a qualidade da imagem ficou muito boa. Com a evolução dos equipamentos o fotógrafo não vai mais perder um click. Acredito também na integração do 3D com a fotografia. Ainda estamos no começo de tudo isso, mas em breve o 3D vai ser uma ferramenta muito mais acessível do que é hoje, possibilitando a criação de um universo infinito de objetos e cenas que poderão ser integradas à fotografia. No cinema isso já acontece. Não acredito que uma coisa vai ser concorrente da outra, mas sim aliadas na hora de executar um projeto.

Fotografia DG: Fale um pouco sobre a sua palestra no Nu Photo Conference.

Fujocka: Hoje em dia, por mais perfeita que seja uma mulher, sempre achamos detalhes que podem ser trabalhados para que a beleza feminina fique impecável. Para isso, existem ferramentas que podem resolver vários pontos indesejáveis de uma imagem, mas temos sempre que ter como objetivo manter a naturalidade da foto. Por isso, um dos principais pontos é avaliar até onde deve ir o retoque, e saber enxergar a hora que devemos parar. Nesta apresentação iremos ver como usar as “curvas de cor” para tirar manchas da pele mantendo a textura. Modelar cintura, seios e pernas mantendo a sensualidade sem exageros. Veremos também o que é importante apagar e o que é importante manter numa fotografia de nu para não cairmos na vulgaridade.

Nos vemos lá no congresso, um abraço!

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Diogo Ramos

Diogo Ramos, 26 anos, é fotografo e advogado, especialista em Direito de Imagem e Autoral. Desde criança esteve envolvido com a fotografia, vendo os trabalhos da coleção de seu pai. O interesse em fotografar surgiu somente após concluir a faculdade de direito, há dois anos atrás, quando realizou uma pesquisa sobre o Direito a Imagem e a Liberdade de Imprensa. A paixão pela fotografia foi tamanha que hoje se sente mais fotógrafo do que advogado, e exerce ambas as profissões conjuntamente.

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