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Entrevista a Misha Voguel

Misha Voguel nome artístico de Michel Assis, atualmente com 34 anos é natural de Salvador BA no momento reside em São Paulo capital, começou a fotografar em 2010 no estilo Street Photography, em 2012 intensificou a fotografar em decorrência do nascimento de seu filho e nesta época era gerente em uma metalúrgica, em 2014 iniciou na fotografia como profissão, um ano depois passou a identificar com retratos de crianças e a dedicar a uso de lentes manuais, como a Petzval 1840, se especializou nela e já fotografou mais de 400 crianças.

Atualmente fotografa todo final de semana e conta com um fluxo em média de 40 crianças por mês, em retratos comerciais e ensaios. Já colaborou com revistas digitais como a Revista Mambro de Barcelna, possui fotografias publicadas no site da galeria da Vogue Itália.

Seu trabalho mescla elementos artísticos, conceituais com fragmentos de moda e de uma infância sorridente, assim como elementos retroativos.

1 – Por que fotografar?

A fotografia foi um meio do qual eu pudesse expressar todos meus sentimentos e meus sonhos não realizados quando era criança em forma de retratos. Antes eu desenhava e escrevia poesias e sabia que algo me faltava. Ao fotografar percebia que isso me completava.

2 – Na sua carreira de fotografo quais os principais fatores você mais defende e segue?

Acredito que a realidade pode ser moldada o tempo todo, mas eu continuo defendendo a originalidade na fotografia. É preciso trabalhar a composição antes de tirar uma foto, ter um olhar mais clinico, mais apurado. Planejar antes de executar um bom retrato. E acredito na convivência pacifica entre os profissionais, e a arte é como um gosto peculiar. Respeito acima de tudo.

3 – Como você enxerga a atual situação da fotografia brasileira?

A cultura Brasileira é mista, é bastante diversificada, mas falta incentivo, muitas vezes ao artista e ou a qualquer outra profissão. O amadurecimento de ideias a respeito da própria valorização da cultura. Ainda carece muito de informação.

4 – Percebo no seu trabalho uma espécie de nostalgia, principalmente em apresentar uma infância ideal que todos querem viver, sem pieguices. Conte mais sobre este processo.

Imagino meus futuros retratos com base nos meus sonhos antigos… então procuro transcender toda minha esperança de outrora nas crianças do amanhã. Pesquiso sobre lentes antigas, texturas, me perco nas pinturas impressionistas.

5 – Já li duas matérias sobre o uso da lente Petzval 85 Art, deixo aqui em aberto para comentar o que quiser sobre ela.

Conheci a lente Petzval através de um projeto da Lomography, Kickstarter. Ainda não haviam lançado oficialmente a lente, mas já haviam registrado imagens com ela. Eu sou uma pessoa ansiosa, então acabo sonhando com tudo que anseio (risos) sonhei dias seguidos com ela, e na possibilidade de tornar os retratos com estética onírica (em forma de sonho). Foi aí que comprei minha cópia e comecei a testar até obter o melhor dela. Ela moldou minha visão sobre tudo, e assim recriei meu estilo. Imaginar que uma lente de 1840 ainda pudesse tornar tudo tão atemporal. Tornei-me um especialista da lente segundo a Lomography. Concedi entrevistas fora do País e aqui no Brasil, e hoje auxílio meus colegas do exterior sobre a melhor maneira de utilizar a lente. A minha paixão pela lente me fez ser uma referência (Petzval 85.)

6 – Vejo uma harmonia na sua produção e pós-produção de suas fotos. Fale um pouco sobre estes processos.

Antes do fazer um retrato imagino como gostaria de compor ele. Penso em cada detalhe. E qual equipamento irei utilizar. Confesso que uso a Petzval 80% dos meus ensaios. Escolho um local, os trajes, acessórios e os arranjos com os cabelos. Cada detalhe é importante. Depois de feito, é selecionado minuciosamente o retrato que irá compor aquele ensaio, com as cores já definidas, mergulho neste “mundo dos sonhos”.

 7 – Quais suas maiores influências?

Alessio Albi, Irina Dzhul, Annie Mitova, Irina Mattioli, Alexandra Bochkareva, Katerina Plotnikova, Emily Soto,e Anka Zhuravleva

8 – Deixe aqui sua Dica de Ouro para os leitores.

Minha dica é: Seus sonhos são como o ouro. Para encontrá-los irão percorrer um caminho imenso, passando do coração até o âmago. Não desistam nunca, sempre haverá uma porta, uma janela, um feixe de luz. Siga o coração. Seu sonho se tornará realidade.

Mateus André

Mateus André faz da fotografia sua arte e profissão, é também formado em Letras pela Universidade Federal de Goiás e atualmente mora em Catalão/GO.

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