fbpx

Ricca Marques: paixão por escrever com a luz desde sempre

Desde que se conhece por gente é apaixonado por fotografia. Começou com amadoras e por horas fotografava o que aparecia: festas, aniversários, churrascos, encontros de família e amigos, por um único e simples motivo: paixão.

Ele nasceu em uma megalópole brasileira, aquela onde os registros de engarrafamentos batem qualquer lugar do país: São Paulo. Mais tarde foi para Jundiaí, interior do estado de São Paulo. Adora fotografar pessoas em situações reais ou produzidas. “Não importa se está vivendo de verdade aquele momento ou interpretando… é o que eu gosto de fazer. O expectador tem que sentir que está interagindo com a cena, precisa refletir sobre aquilo que está enxergando”, conta e emenda: “Vejo minha fotografia como cenas de filmes congeladas, a pessoa que está observando tem que se envolver com aquele momento, tem que ter ação, reação, contraste, movimento”.

Falamos de Ricardo Marques (ou Ricca Marques), fotógrafo de Publicidade e Moda e que tem a formação inicial de Design Gráfico. Segundo ele, o amor pela fotografia aconteceu por causa dessa outra profissão. “Já atuo na área há 10 anos e ao viver uma experiência no departamento de marketing da Federação Paulista das Uniodontos (onde era responsável pela área de criação) me identifiquei muito com a fotografia profissional por acompanhar e coordenar as produções publicitárias da empresa”, lembra.

Como iniciou a carreira como Design precocemente, a fotografia era a oportunidade de fazer algo realmente novo, que pudesse ir além dos seus limites. “Nessa mesma época tive contato com diversos fotógrafos experientes e a amizade permaneceu”, revela. Marques ainda lembra que foi atrás de alguns fotógrafos, logo após ter adquirido a primeira câmera que para ele era profissional: uma Nikon D40. “Meu maior desejo era aprender a fotografar de verdade e tive um feedback positivo. Como sempre atuei na área de publicidade e fazia muitos ‘freelas’ de design, os trabalhos foram surgindo de forma gradativa. E aí não parei mais”, conta.

Tanto não parou que hoje tem a Ousy. “É engraçado falar do nome Ousy. O nome surgiu quando eu e alguns amigos criamos um site de coberturas de balada, um bom tempo atrás! O site foi feito, mas o projeto ficou engavetado porque tínhamos outras prioridades profissionais.”, conta. Mas o fato é que desde o primeiro trabalho como designer gráfico, surgiram muitos freelas, porém não tinha tempo para atender todos e compartilhava os trabalhos com os amigos. “Surgiu daí a necessidade de criar um nome para identificar nosso trabalho, já que ficaria difícil ter uma identidade se cada um assinasse seus trabalhos, então o nome Ousy foi o aprovado pela turma e o adotamos para identificar um núcleo de trabalho. Na época da Uniodontos não paravam os trabalhos por fora, permitindo que eu largasse o emprego fixo. O projeto Ousy, então, se transformou na minha própria empresa”, relembra.

O primeiro trabalho foi, segundo as palavras do próprio fotógrafo, “Impactante e decisivo nas minhas escolhas na Fotografia e se refletiu no meu segmento de atuação. No começo, sem portfólio e ainda aprendendo o tempo todo, é muito difícil surgir trabalhos.”. Então veio a idéia: começou a convidar amigas modelos para fazer seus novos materiais na base de troca. Mas nem por isso deixava de realizar os ensaios com profissionalismo. Corria atrás de tudo: “equipe, locação, produção de moda, etc..“, lembra. Deu “sorte”: com esse portfólio inicial foi chamado para fazer um editorial de moda para o TCC de uma turma de formandos do curso Moda, na faculdade Anhembi Morumbi. “Com o apoio da turma consegui produzir um trabalho totalmente diferenciado do que vinha fazendo. A turma cuidou de toda produção com embasamento técnico e auxílio dos professores da faculdade. Muitos deles atuam no mercado da moda e são profissionais respeitados. Conseguimos um resultado satisfatório que se refletiu na nota do TCC”, conta.

A profissão de Designer e os desafios na fotografia

Lógico que fato de ser Designer ajudou e ajuda muito ainda. “No começo costumava dizer que era muito mais designer do que fotógrafo, já que com a falta de experiência, muitos ‘erros’ são cometidos. Erros que se fizeram fundamentais para eu melhorar a qualidade do meu trabalho”, conta e segue em frente: “De qualquer forma acredito que a pós-produção digital é imprescindível para o fotógrafo atual. Antes mesmo de fotografar profissionalmente, já fazia freelances de tratamento de imagens, onde os fotógrafos enviavam seus arquivos no formato RAW, então já tinha habilidade com Lightroom, Câmera Raw e todas as compensações digitais que eram necessárias”. Outro fator que ajudou muito, segundo ele, foi a familiarização com os termos técnicos, como balanços de branco, temperatura, exposição, preenchimento e por aí em diante porque quando os amigos fotógrafos comentavam o trabalho e sugeriam mudanças, ele já sabia do que eles estavam falando.

Ricca fala que o trabalho mais difícil que para ele é sempre o último. “Recentemente fiz um catálogo de moda que foi importante para mim. No dia da produção tivemos um problema com a locação e nos vimos obrigados a repensar todo o briefing em pouquíssimo tempo. Dentro desse panorama de fácil e difícil, um fotógrafo e uma equipe de produção têm maior controle da situação dentro de um estúdio’, acredita. Mas o fotógrafo ressalta que cada trabalho propõe novos desafios, que o bom trabalho acontece naturalmente se estivermos totalmente focados e, acima de tudo, entrosados com a equipe inteira.

Se é purista na fotografia? “Nem tem como ser purista, sou designer, né? Porém tenho sempre tentado apresentar cada vez mais naturalidade nas minhas edições, preservando as características naturais do modelo ou do objeto fotografado”, descreve.

A rede e as inspirações

Marques é um fotógrafo antenado nas novidades da rede. Ele vê de maneira positiva a troca de informações: “Além de aprender muito sobre fotografia, conheci profissionais maravilhosos, além de ter feito muitas amizades. Minha busca na rede está relacionada a esclarecer dúvidas sobre equipamentos e técnicas e observar o trabalho dos profissionais que admiro”.

Para esse profissional, ligado à publicidade e à moda, o estreitamento dessa relação através do twitter, por exemplo, pode fazer chegar diretamente na fonte e descobr