Fotografia Profissional: As inúmeras áreas do conhecimento 4/5 (1)

Olá amigos do Fotografia-DG, como vocês estão? Fotografando muito?

Eu, felizmente, tenho fotografado bastante. Isso significa que, além de treinar as técnicas fotográficas, estou treinando minhas relações interpessoais (com os clientes) e minhas habilidades empreendedoras.

Já pararam para pensar nisso? Na quantidade enorme de outras atividades que circundam a fotografia? Eu só fui descobrir tudo isso quando comecei a trabalhar. Antes da fotografia profissional, era só festa.

A gente descobre na marra, que temos que aprender sobre outras áreas. E com isso, os errinhos de trajeto são inevitáveis. O importante é aprender com eles.

Vivendo e aprendendo, não tem jeito. Cada erro que cometo, penso como uma oportunidade para crescer. “Na próxima, já sei como fazer.” Se alguém tivesse feito uma listinha assim como essa, minha vida seria bem mais fácil. Vamos abordar alguns assuntos que aprendi ao longo do tempo:

Área do conhecimento: Advocacia

Bom e velho contrato na mão: Amigos, amigos, negócios à parte. Não custa ser repetitiva. Façam um contrato em 100% dos trabalhos. Recentemente, mesmo sempre comentando com vocês o quanto o contrato é importante, caí na besteira de não oficializar trabalho com pessoas da minha família. Sem entrar em detalhes: dancei. É por isso que não canso de repetir o quanto esse dito cujo é importante.

Vou deixar a disposição de vocês, no final do post, um link para download de um modelo de contrato. Não é o que eu uso. Esse foi o professor de um curso de Fotografia de Eventos que fiz, que me mandou. Acho que pode ajudar algumas pessoas.

O que é importante ressaltar, é que o contrato é algo bom para ambas as partes. Não é para o fotógrafo se beneficiar de nada, ele apenas protege o seu trabalho e também protege o seu cliente.

Fotografia de Gianluca Fabrizio

Área do conhecimento: Administração

Barganha: Quem é muito bonzinho (como eu, cof cof), acaba sofrendo com clientes barganhadores. Com o tempo, depois de perder muito dinheiro (isso mesmo!), você acaba aprendendo a lidar e a negociar sem que nenhuma das partes saia perdendo.Por exemplo, há não muito tempo atrás, eu caía na besteira de abaixar meus preços, caso isso garantisse que determinado cliente fechasse negócio comigo. Eles vinham com aquela conversa de “fulano faz mais barato” e eu, bem no estilo Casas Bahia, cobria o preço da suposta concorrência.

A dica é: Primeiro, não cair nessa. Segundo, oferecer opções para o seu cliente.

Se ele acha que não pode pagar este valor de uma só vez, facilite o pagamento. Evite dar descontos.

Caso seja inevitável, nunca combine desconto com pagamento facilitado. É um ou outro.

Outra coisa é acreditar no seu próprio trabalho. Quanto você acha que ele vale? Você deve mostrar para o seu cliente que seu trabalho vale aquilo que você está cobrando. Se ficar baixando o preço, é como se nem você acreditasse nisso.

Seguro de equipamentos fotográficos: Faça o que eu digo, não faça o que eu faço. Sou mais uma dessas pessoas desligadas que até agora não providenciou um bom seguro para seus equipamentos. Nunca passei por nenhuma situação que tivesse que acionar o seguro (felizmente), mas eu não deveria esperar primeiro quebrar a cara, para depois correr atrás disso.

Nunca tive uma câmera ou lente roubada, mas talvez seja porque nunca expus muito meu equipamento. Isso quer dizer que, se eu tivesse feito o seguro, talvez eu tivesse bem mais fotos legais, uma vez que não teria medo de carregar as tralhas para determinados lugares.

Área do conhecimento: Publicidade/Marketing

Divulgação do material: Essa entra naquela outra discussão do “quem não é visto, não é lembrado”, do meu ultimo artigo. Todo mundo diz que devemos divulgar nosso trabalho, mas ninguém diz como isso deve ser feito.

A bem da verdade, se bem administrada, sua divulgação via internet faz grande parte do trabalho. Por isso que julgo importante investir em um site personalizadíssimo e ‘atacar’ [com parcimônia] as redes sociais.

É interessante deixar tudo acessível ao cliente. Seu telefone para contato, e-mail, endereço do seu estúdio – se for o caso – podem estar facilmente visíveis no seu perfil do linkedin, por exemplo. Ninguém quer ter trabalho de sair vasculhando por aí, até achar seu telefone escondido em um cantinho do seu site.

Algumas fotos disponibilizadas em álbuns do orkut ou facebook podem facilitar o acesso do cliente ao seu material.

Vale lembrar também, que você é a cara do seu negócio, então estar bem apresentável tanto na itnernet (por exemplo, postar fotos bêbado no seu facebook não é uma boa ideia), como pessoalmente, pode fazer a diferença.

Ufa, só nessas partes ultra-básicas da vida do fotógrafo, já vimos algumas áreas diferentes do conhecimento. Tenho certeza que deixei passar algumas. Que outras áreas vocês lembram ou já presenciaram? Quero ver os ‘testemunhos’ aí nos comentários hehe.

Um abração e até a próxima.

OBS: Acharam que eu esqueceria do link para download do contrato, né? Podem baixar aqui!

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Huaine Nunes

Vinda de uma família de fotógrafos, a fotógrafa Huaíne Nunes já nasceu em meio às câmeras fotográficas. Em 1999 ganhou sua primeira câmera de visor direto, tinha apenas 10 anos de idade. Com 16 anos começou a se interessar pelas técnicas, sempre tendo seu pai como principal instrutor. Com 19 comprou sua primeira reflex digital e agora, aos 21 atua como fotógrafa infantil. Perfeccionista e dedicada, é aficionada por livros de técnicas fotográficas e está sempre procurando aperfeiçoar-se. É formada em Design de Moda e ainda persiste em aprender a fotografar o mundo fashion. Mantêm também um blog com dicas para fotografia de bebês e crianças, que tem trazido um aprendizado constante.

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