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Estudo sobre iluminação (direção da luz e sombras) 4.5/5 (16)

Olá pessoal!

Meu nome é Gabriel Sestrem. Sou fotógrafo de eventos sociais em Curitiba e esse é meu primeiro artigo para o Fotografia-DG. Gostaria de falar um pouco sobre algo que, ao mesmo tempo em que é negligenciado por muitos fotógrafos, é tratado como prioridade por fotógrafos de sucesso: o uso adequado da luz.

Uma vez que o próprio significado de fotografia é “escrever com luz”, falar sobre iluminação rende infinitamente mais do que cabe em um artigo. Sendo assim, pretendo escrever sequencialmente sobre o tema. Nesse texto, em específico, gostaria de mostrar alguns conceitos iniciais e falar um pouco sobre a importância de se pensar na direção da luz que se está usando.

É importante saber que o uso consciente e criativo de luz e sombras é fundamental para ter qualidade em nossas fotos. Mas, para isso, é preciso saber qual objetivo se quer alcançar com determinada luz (ou ausência dela).

Para entender melhor, vamos falar sobre os tipos de luz que temos à disposição.

Luz Natural

A luz natural se explica por si só: é aquela que não tem nenhuma interferência artificial. A maior fonte de luz natural que temos é o sol. Outro exemplo é a luz do fogo.

No entanto, essa luz pode variar de várias maneiras. A bela luz dourada da chamada hora mágica (aproximadamente meia hora após o nascer do sol e meia hora antes do pôr do sol) é muito diferente da luz suave de um dia nublado ou da luz dura um dia de sol fortíssimo.

Luz Artificial

São luzes artificiais todas as formas de iluminação elétrica que temos à nossa disposição, desde luzes contínuas até as luzes do flash.

Luz Ambiente/Disponível

É a luz que você tem disponível em determinado ambiente quando começa a fotografar. Não é necessariamente composta somente com luz natural ou somente com luz artificial. A luz que você tem, independente de qual fonte, forma a luz ambiente, ou, caso prefira, luz disponível.

Alguns exemplos:

1) Em um parque ao ar livre, ao meio dia, por exemplo, temos uma enorme fonte de luz natural, que é o sol, nos iluminando. Aqui, temos à disposição uma gigantesca quantidade de luz natural.

2) Em uma cerimônia de casamento realizada à noite, em uma igreja lindamente iluminada, você raramente terá fontes naturais de luz a seu favor. O local será todo iluminado com luz artificial. Caso, nessa situação, você acrescente luzes de flash, então estará acrescentando mais uma luz artificial para compor sua foto.

3) A luz do sol que entra ao final da tarde em uma casa, misturada à luz ambiente de dentro da própria casa (que pode ser composta por lâmpadas fluorescentes, incandescentes ou qualquer outra fonte de luz artificial) é um exemplo de luz ambiente. Veja que nesse ambiente não temos 100% de luz natural nem 100% de luz artificial, mas sim a mescla das duas, formando assim a luz ambiente/disponível.

Direção da Luz

Considerar de onde está vindo sua(s) fonte(s) de luz é muito importante. A direção da luz é responsável por produzir as áreas de luz, mas também para definir as áreas de sombras em uma foto. Uma das várias utilizações possíveis das sombras é criar a sensação de forma e textura dos modelos/objetos fotografados. No exemplo abaixo é possível entender como a direção da luz afeta o resultado final de um trabalho.

Direção da Luz

Esquema Direção da Luz

No exemplo acima, a iluminação que mais me agrada é a da foto 1, que cria uma sensação de profundidade entre a modelo e o fundo e proporciona texturas mais definidas e agradáveis, desde o rosto e as roupas da boneca até mesmo a sutil definição da textura de grafiato na parede atrás da modelo.

Na foto 2, a direção da luz é a mesma da câmera (simulando um flash acoplado na sapata da câmera) e distribui luz por todo o rosto da nossa modelo, o que causa a sensação de foto “chapada”, sem profundidade.

Na fotografia, são os detalhes que fazem a diferença. Um olhar não treinado pode ignorar diferenças significativas nos exemplos de iluminação da boneca. Cabe ao fotógrafo entender a sutileza dos detalhes que vão fazer suas fotos se diferenciarem dos zilhões de fotografias produzidas a cada minuto.

É importante entender que nossos olhos conseguem enxergar em três dimensões (altura, largura e profundidade). No entanto, uma fotografia, uma vez que é plana, não tem o poder de reproduzir as três dimensões enxergadas pelo olho humano, mas somente duas: altura e largura. Sendo assim, uma técnica útil para criar a sensação de profundidade é o posicionamento das sombras, como demonstrado nas imagens acima.

Para fazer a iluminação acima, usei uma boneca, um flash, uma câmera e um rádioflash para fazer o disparo do flash externo à câmera. Ainda que seja uma simulação com uma boneca e um flash dedicado, o ideal é compreender que você pode usar a mesma técnica fotografando um modelo real sendo iluminado pelo sol, por exemplo. Nesse caso, como não é possível mudar o sol de lugar, mudamos o modelo, para que receba a luz da direção mais adequada.

Boas fotos e até a próxima! :-D

 

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Gabriel Sestrem

Formado em Jornalismo e pós graduado em Marketing para Negócios, atua desde 2012 com fotografia de casamentos.

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