Fotografia de Shows: entre o domínio de luz e a paixão 5/5 (2)

Durante os últimos anos, constantemente tenho realizado trabalhos na área de Fotografia de Shows. Fotografar shows não é uma tarefa simples, talvez por isso com o tempo  tornou-se uma das minhas paixões na profissão. Por isso escolhi abordar o tema no meu primeiro artigo produzido para a Fotografia DG.

A primeira providência para se obter bons resultados, é buscar com antecedência tudo que acontecerá durante o espetáculo. Procure a assessoria e produção e se abasteça de informações para criar seu planejamento de trabalho: duração, repertório, troca de roupas ou cenário, convidados no palco, efeitos especiais, bis, características  particulares de cada artista, etc.  Dessa maneira, não será pego de surpresa com a escolha de equipamento, localização inadequada, ou qualquer falta de informação do que virá pela frente. E o melhor, terá plenas condições de realizar um trabalho completo.

O ato de fotografar show requer que o profissional tenha domínio do seu equipamento e de fotometria.  Normalmente o fotógrafo encontrará grande variação de iluminação devido aos efeitos de luz do próprio espetáculo, iluminação insuficiente, e muita movimentação no palco. Recomendo utilizar o modo de exposição e manual, já que a grande área escura em volta do motivo e a grande variação de luz muitas vezes faz com que o fotômetro da câmera tenha leituras distorcidas. O que vai assegurar resultados eficientes e constantes neste tipo de fotografia é a prática: a famosa tentativa e erro. E acredite, ao passar esse estágio já estará vivendo uma grande paixão com este tipo de trabalho.

Normalmente nesse tipo de registro, principalmente quando o show acontece em locais fechados ou a noite, não é recomendado o uso do flash.  Com isso um ponto importante é a utilização de grandes aberturas e ISO (sensibilidade de luz) altos: 800, 1600, 3200. Nos dias atuais isso não irá prejudicar o seu trabalho, já que os equipamentos estão gerando imagens cada vez mais limpas (pouco grão) quando regulados com sensibilidades altas.

Em relação a escolha de lentes, o ponto determinante é a sua localização do palco. Se seu acesso é restrito e distante do palco, é recomendo a utilização de teleobjetivas com o suporte de um monopé. Agora se você tem liberdade de se aproximar do palco recomendo uma grande angular (17-35mm) , uma lente normal (24-70mm) e uma zoom (70-200mm), sendo todas elas lentes preferencialmente claras (grandes aberturas / 2.8). Afinal, quanto maior a capacidade de o seu equipamento captar luz,  melhor.

Quanto ao já citado problema de variação de iluminação e superexposições devido aos efeitos luz decorrentes do show, a dica é utilizar uma objetiva longa com o quadro bem preenchido com o motivo principal da foto. Com isso você tira a média de fotometria para seguir adiante com as demais lentes. Mas nem sempre isso é possível devido as condições de trabalho, então eu particularmente diminuo a exposição em uma média de um até dois pontos para compensar a superexposição.

Com o tempo, aprendi a transformar a maior dificuldade de fotografar shows que é a iluminação em grande aliada: através da observação passei a criar efeitos nas fotos com as luzes instáveis e  junto a isso buscar expressões corporais do artista e momentos de emoção das apresentações.

Como referência, deixo o link com parte da minha produção de fotografia de shows, e fico à disposição para contatos:

Daqui para frente, coloque a “mão na massa”. Tente e experimente, fotografe e aprenda com os resultados. Apaixone-se!

Por Bruna Prado
Site: www.brunaprado.com.br
Blog com dicas e artigos: www.brunaprado.com.br/blog
E-mail: [email protected]
Twitter: @brunaprado

“O Fotografia DG não se responsabiliza pelas opiniões emitidas
e imagens divulgadas pelos seus Colunistas”.

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Bruna Prado

Atuou em agências de publicidade e departamentos de marketing como criativa. Em 1999, trabalhou em um dos maiores laboratórios fotográficos da América Latina, implantando os serviços de fotografia digital. Desde então aprofundou seus estudos em “registros” fotográficos. Hoje atua com produção fotográfica comercial, autoral e fotojornalismo, e tem participação em exposições, editoriais, premiações e trabalhos publicados no Brasil e no exterior. São 11 ANOS de EXPERIÊNCIA em produção e coberturas fotográficas.

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