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Fotografia, Marketing, Velhos e Novos Mercados

Não se sabe ao certo onde ou quando foi realizada a primeira feira na História. Existam fontes, entretanto, que permitem afirmar que, em 500 a.C., já se realizava essa atividade no Médio Oriente, nomeadamente na cidade-estado Fenícia de Tiro.

Na Idade Média, com a crise do feudalismo a partir de fins do século XI, a afirmação das feiras medievais indica o momento em que ressurge o comércio na Europa, associando-se à afirmação do poder régio, à génese dos burgos e da burguesia enquanto classe social.

Desse modo, com a reabertura do Mar Mediterrâneo a partir das Cruzadas, os europeus puderam vivenciar um maior contato com o Oriente, de onde chegavam mercadorias raras e exóticas (cravo, canela, pimenta, seda, perfumes, porcelana). Registrou-se, assim, o chamado Renascimento Comercial, de vez que esses produtos começaram a ser vendidos nas feiras que surgiam nas cidades que então “renasciam”. Foram chamadas de “burgos”, em virtude de seus muros fortificados, e os habitantes de “burgueses”, termo que posteriormente se aplicaria especificamente aos comerciantes enriquecidos com a sua prática.

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Durante a realização das feiras medievais, interrompiam-se guerras; a paz era garantida para que os vendedores, dispostos lado a lado, pudessem trabalhar com segurança. Da mesma maneira, guardas vigiavam todo o perímetro do local do evento, de modo a evitar que algum desordeiro pudesse causar incómodos àqueles que por ali passavam e desejavam efetuar as suas compras..

A ocasião era aproveitada por saltimbancos e outros artistas de rua, que procuravam atrair a atenção e a generosidade da população que afluía a esses eventos, quer para comerciar, quer para simplesmente se distrair. Alguns afirmam que estas atividades artísticas eram chamarizes para garantir a presença de publico a estas feiras.

As feiras medievais instalavam-se em locais estratégicos, como povoações que se pretendiam desenvolver, ou o cruzamento de rotas comerciais. Algumas chegaram mesmo a ter abrangência internacional.

O renascimento do comércio tornou necessário o uso da moeda, prática que havia desaparecido quase que totalmente nos séculos anteriores. Nas feiras, que atraíam pessoas de vários lugares, havia uma grande variedade de moedas em circulação, o que desenvolveu os bancos e o câmbio.

As grandes expedições portuguesas, por exemplo, eram financiadas por grandes comerciantes, pois em caso de sucesso, a margem de lucro era inestimável.  Depois disso, no século VVII, nas principais metrópoles europeias, já  surgia algo rudimentar, idêntico a Bolsa de Valores, mas de menor tamanho e repercussões limitadas que financiavam o comercio, navegações e expedições comerciais. As Companhias das Índias Orientais.

Um dos personagens interessantes dessa época foi Maurício de Nassau. Conde e príncipe no Sacro Império Romano-Germânico do século XVII. Trabalhou para a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais. Era responsável por administrar o Ciclo da Cana de Açúcar, na região do Nordeste Brasileiro, conquistado pelos holandeses na terceira década do século XVII. Tal fato ocorrera pelo simples motivo da Holanda ter sido impedida pela Espanha e Portugal de comercializar em suas rotas marítimas.

Mas, porque toda essa história? Bem a maioria confunde marketing por publicidade. Embora ambos tenham estratégias, custos e metas cada um atinge propósitos distintos e bem definidos.

Os menos avisados poderiam dizer que os espetáculos circenses dos saltimbancos eram marketing. O objetivos deles, contudo era atrair o publico, diverti-los e arrecadarem algo com essa atividade, como fazem as “estátuas vivas” e outras manifestações artísticas e espontâneas  nas grandes capitais brasileiras.

Introdução ao Marketing

Marketing já é outra coisa. Imagine você em uma feira livre em dúvida, se compra esse queijo ou outro, de outra barraca. Se vais leva essa ou aquela fruta? O feirante esperto, logo pega a sua faca, corta um pedaço e nos oferece “prove”!

O fato de provar faz que  definitivamente compremos ou vamos a procura de novas opções em outras barracas. Mas, na maioria das vezes o negócio já foi fechado. Essa antiga técnica de marketing, por mais simples que seja, ultrapassa os mercados de escambo, com mais de 1.000 anos.

O ato de provar não deixa de ser um convite ao seu cliente de conhecer melhor o seu produto, aquilo que você tem a oferecer.  O mercado está sempre em busca de algo novo, que seja bom, que agregue valor que o consumir sinta orgulho em mostrar aos seus amigos. Aquilo que você gosta ou quer não pesa muito nesse universo.

Para pedir ao cliente que “prove” seu produto, você antes deve conhecer seu mercado, quais os produtos oferecidos, quem são seus concorrentes e o que ele fazem. A partir disso vamos oferecer serviços ou produtos diferenciados. O concorrente hoje em dia, não é necessariamente seu inimigo! Voltemos a feira livre. Estamos na banca de frutas, basicamente já provei de tudo e fiz uma ótima compra! De repente, bate aquela vontade inexplicável de querer provar um pêssego. E o feirante não tem pêssego. O que ele faz? Pede para você esperar um pouco, vai na barraca do vizinho, pega um pêssego, corta e pede para você provar. O feirante vizinho vai se sentir ofendido? Ele está vendendo o pêssego dele, de maneira direta ou indireta, o dinheiro do pêssego volta para ele. O primeiro feirante, caso queira, poderá cobrar um pouco a mais para manter sua margem de lucro. Ou simplesmente dá a caixa de pêssego, como “brinde” esperando que o cliente volte na próxima semana.

Vender a caixa de pêssego ou dá-la como brinde são estratégias de marketing. Se eu preciso vender já,  se o dinheiro é muito importante, vamos vender o pêssego. Mas, se quero o cliente de volta, vamos investir nele. É mais fácil contar com clientes já “fidelizados” do que com clientes que “possam cair do céu”. Em minhas aulas sempre explico aos meus alunos: “o imediatismo faz com que você ganhe uma única vez”. Estratégia, planejamento e respeito ao cliente poderá fazê-lo ganhar o resto da vida.

Marketing Político

Alguém conhece Nicolau Florença, 3 de maio de 1469 — Florença, 21 de junho de 1527)? Foi um historiador, poeta, diplomata e músico italiano do Renascimento.  É reconhecido como fundador do pensamento e da ciência política moderna, pelo fato de ter escrito sobre o Estado e o governo como realmente são e não como deveriam ser.

Nicolau Maquiavel (em italiano: Niccolò di Bernardo dei Machiavelli; Florença, 3 de maio de 1469 — Florença, 21 de junho de 1527) foi um historiador, poeta, diplomata e músico italiano do Renascimento.1 É reconhecido como fundador do pensamento e da ciência política moderna,1 pelo fato de ter escrito sobre o Estado e o governo como realmente são e não como deveriam ser. Os recentes estudos do autor e da sua obra admitem que seu pensamento foi mal interpretado historicamente.

Desde as primeiras críticas, feitas postumamente pelo cardeal inglês Reginald Pole, as opiniões, muitas vezes contraditórias, acumularam-se, de forma que o adjetivo maquiavélico, criado a partir do seu nome, significa esperteza, astúcia, aleivosia, maldade.

Mas, recentes estudos do autor e da sua obra admitem que seu pensamento foi mal interpretado historicamente. O “Príncipe” é provavelmente o livro mais conhecido de Maquiavel e foi completamente escrito em 1513 para Lourenço II de Médici, enquanto esteve na cadeia. Maquiavel viu a possibilidade de um príncipe finalmente unificar a Itália e defendê-la contra os estrangeiros.

Maquiavel, na realidade cria uma estratégia que o estadista moderno deve recorrer para se manter no poder. Para isto deverá saber como administrar os anseios do povo e da oposição. O certamente não previu, foi que sua obra se manteria atual nesses últimos 500 anos e também seria a fonte de inspiração do marketing político moderno.

No atual cenário,  utilizando as mídias eletrônicas, noticiários da Televisão, TV a Cabo, redes sociais, You Tube e outros recursos que a internet disponibiliza, consegue sensibilizar maior número de leitores, desde que saiba levar o recado correto e de forma transparente. Mesmo assim, os oponentes, na maioria das vezes não  são  éticos  nem um pouco corretos,  vão utilizar tudo que tiverem nas mãos para derrubar seus adversários.

O marketing político tem desenvolvido técnicas mais agressivas, estratégias a curto prazo, conquistar metas a qualquer custo. Considerando que tudo isto acontece a cada 4 anos de mandato, tudo bem! Mas querer aplicar estes conceitos no mercado de cada dia é destruí-lo em pouco tempo. Mas há alguns loucos que fazem isso!

Fotógrafo é como médico ou dentista. Não adianta fazer anúncios em jornais, revistas e mídias de grande alcance. A confiança e credibilidade são seus aliados. A recomendação ainda é o que impera. Um fotógrafo mediano poderá ter como público alvo, sua família, seus  amigos. Para adentrar ao mercado, você irá precisar muito mais do que isso.  Terá que crescer e crescer muito!  Sua criatividade, planos de estratégia e como se diferenciar dos demais concorrentes será seu primeiro passo. Não faça nada sem planejamento sem pesquisa e sem metas. Procure errar o mínimo possível. Há erros que não se revertem.  Conhecer as necessidades de seus clientes, orienta-los  e  adequar seus preços e serviços é um deles. Se eu, por exemplo, for fotografar um casamento, procuro me informar sobre tudo relacionado a igrejas, rituais, lojas de roupas, tendências da moda de casamento, qual o melhor chapéu, sapato, véu, etc.  Se o meu cliente tem uma confecção de roupas, vou pesquisar sobre os produtos que ele fabrica, seus concorrentes, o que há de novo do mercado. Além de fotografo, atuo como consultor especializado, sempre ofereço a mais em relação a minha concorrência, sem cobrar nada por isso. (Na realidade há um percentual embutido em meus preços). Não se esqueça de que o marketing é seu aliado, ajuda a conquistar novos amigos, novos clientes e novos mercados. Use-o com moderação e sempre ao seu favor, ok?  Saiba cuidar e não sacrifique sua galinha dos ovos de ouro!

Prof. Dr. Enio Leite

Enio Leite Alves, Prof. Dr., Nasceu em São Paulo, SP, 1953 e atua na área de Fotografia educacional, fotografia autoral, fotojornalismo, moda e publicidade.

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