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Chernobyl: o dia seguinte e 26 anos depois

Chernobyl é uma cidade Ucraniana, mas seu famoso nome carrega o peso de uma tragédia. Nesta data em 1986 a Usina Nuclear de Chernobyl foi palco do maior acidente nuclear da história.

O primeiro fotógrafo a chegar à usina algumas horas após a explosão foi Anatoliy Rasskazov. O fotógrafo relatou que a qualidade da foto foi afetada após o contato do filme com as partículas radioativas no ar.

Anatoliy Rasskazov foi o primeiro fotógrafo a chegar ao reator. Foto: Anatoliy Rasskazov

Enquanto fotografava, Rasskazov recebeu cerca de 300 Roentgen, unidade de medida de exposição de radiação. Para ter uma idéia, 500 Roentgen é fatal. O fotógrafo morreu em 2010, aos 66 anos, de câncer.

Volodymyr Repik registrou o acidente dias após Rasskazov. Mas sua foto foi a primeira imagem publicada no jornal oficial do regime soviético, o Pravda. E foi capa.

Volodymyr Repik durante sobrevoo de helicóptero sobre a Usina Nuclear. Foto: AP

Imagem de Volodymyr Repik que ilustrou a capa de o Pravda. Foto:  Volodymyr Repik

Ano após ano a mídia mundial repercute as consequências deste acidente.  Além dos trabalhadores da usina e bombeiros que morreram no acidente, a população de Chernobyl e dos arredores, denominada Zona de Exclusão, ainda sofrem com o aumento da incidência de câncer, de doenças cardiovasculares e do número de malformações fetais e mutações cromossômicas causados pela radiação disseminada pelo ar.

Por muitos anos, o fotojornalista Gerd Ludwig tem registrado a região afetada pelo desastre. Fotógrafo da National Geographic desde 1989, Ludwig viajou para Ucrânia em 1993, 2005 e 2011. O fotojornalista documentou as vítimas, a usina, escolas e casas de cidades dos arredores, como Pripyat, e aqueles que voltaram o morar na Zona de Exclusão. O resultado é um trabalho primoroso. Algumas fotos chegam a ser sutis e selvagens ao mesmo tempo.

legenda: sala de controle do reator 4. Foto: Gerd Ludwig

Na evacuação, a maior parte dos pertences da população ficou para trás.  Foto: Gerd Ludwig

Cerca de 150 mil pessoas evacuaram uma área de 30km ao redor da usina.
Essa área foi denominada Zona de Exclusão. Foto: Gerd Ludwig

Escola em Pripyat, que faz parte da Zona de Exclusão. Foto: Gerd Ludwig

Casal em sua casa que fica na Zona de Exclusão.
Apesar dos alertas de contaminação, muitos retornaram às casas Foto: Gerd Ludwig

Em 2011, o governo abriu a Chernobyl para o turismo. Foto: Gerd Ludwig

Mais sobre o fotógrafo e suas fotos aqui www.gerdludwig.com

Amanda Perobelli

Formada em jornalismo, começou a fotografar na faculdade e trabalha com fotojornalismo desde então. Trabalhou para jornais, revistas, e sites e em 2008 morou em Londres. Quando estava na terra da rainha, teve uma publicação na revista Millionaire de Toscana, Itália. Além do fotojornalismo, hoje também faz retratos.

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