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Tutorial de iluminação combinada de flash portátil

Fernando Bagnola nos mostra como trabalhar com iluminação combinada e photogel CTO 1/2, com cabeças de estúdio para beauty/fashion

Olá, amigos fotodgnianos!

Há algum tempo, ao escrever certo post no Facebook, pus alguns links das minhas parcerias com o Diogo Guerreiro e bateu aquela saudade de vocês! ☺ Daí fiz uma versão melhorada especial pra este momento, porque acho que é importante poder passar essas informações aqui também pros meus amigos.

iluminação combinada 01

No véspera de minha postagem, fui visitar um amigo e vi na rua um cartaz publicitário com uma luz clássica criada nos anos 50, e que ainda hoje é utilizada pelas grandes marcas e que tem algumas características que ensino aos meus alunos nos workshops ou nos meus cursos one to one por videoconferência, onde fazemos uma releitura da montagem e dos equipamentos originais daquela época aplicando às facilidades da tecnologia de hoje em dia.

iluminação combinada 02   iluminação combinada 03

Essa foto me fez lembrar uma luz que montei para a Valentina Soares — boa menina, gente fina, bailarina — há quase um ano, 01/05/2013… enquanto todos curtiam o feriadão do Dia do Trabalho, a gente trabalhava forte!

Embora as luzes pareçam iguais, ou, no mínimo, muito parecidas, há aqui um ajuste que faz com que sejam completamente diferentes:

1) Enquanto a primeira tem iluminação frontal que traz altas luzes (brilhos) na testa e queixo, eu já prefiro deixar essas áreas com meios tons para tornar o efeito geral menos chapado;

2) Enquanto que na publicidade as luzes laterais (softboxes) criam recortes marcados, eu já prefiro criar um gradiente entre altas luzes e sombras usando a lateral da softbox e não a zona central (como 99% dos fotógrafos fazem), e vou explicar porque faço assim:

 

Imagine que você é a luz do flash e está ali encaixado na softbox, OK? Quando a lâmpada dispara uma parte segue em frente e outra percorre o interior da softbox antes de chegar ao destino (modelo, nesse caso).

Essa luz que supostamente não vale nada, é, muito pelo contrário, a mais bonita, adequada e controlável através da angulação escolhida em relação ao fundo (como podem reparar na posição no diagrama).

Há aqui duas vantagens principais:

A luz das softboxes fazem dois papéis ao funcionarem como iluminação do fundo e, ao mesmo tempo, criarem recortes laterais que são aquele famoso x da fórmula x>x2>x4 que todos os meus alunos conhecem e utilizam na hora de “pensar na luz” e não ser só daqueles fotógrafos que “ligam a luz”, apontam pra modelo, fazem a medição com flashmeter (alguns nem isso fazem e vão no olhômetro).

No caso desta foto da Valentina, vou dar uma dica daquelas tipo “hoje eu acordei bonzinho”:

Usei uma outra técnica que inventei quando morava ainda em São Paulo num dos ensaios com a minha querida Ana Paula Arósio porque tinha que fazer algo diferente do que já tinha sido feito aqui com ela e com os maravilhosos fotógrafos que haviam trabalhado com ela antes de mim, que tava ali só começando na estrada (e lá se vão 30 anos de caminhada feliz).

Ana Paula Arósio, em clique com iluminação combinada - (c) Fernando Bagnola

A próxima foto mostra um detalhe de como você deve montar a luz principal (no caso o x2) para conseguir o mesmo efeito numa variação onde aqui na foto da Valentina eu optei pelo beauty dish com flash portátil para poder controlar milimetricamente a potência relativa com o hot spot do snoot, assim como em que zona do sistema eu queria colocar as sombras gerais (no meu caso, uma zona acima da publicidade).

iluminação combinada 05

A direção da luz tem inspiração no estilo clássico da “iluminação butterfly” dos anos 50, porém, cria diferenças sutis no direcionamento de cada luz e o efeito pretendido como fundo mais claro conseguido pela angulação conforme o esquema que fiz para vcs conseguirem visualizar melhor.

Adoro estar atento à catch light (reflexo nos olhos que dão vida ao olhar). Porém, não gosto nada de fotografias com muitos brilhos nos olhos porque isso acaba por fazer o efeito contrário, “matando” o olhar.

Vejo alguns colegas que colocam o estúdio inteiro “dentro” dos olhos das suas modelos e criam brilhos nas zonas altas do sistema inclusive na área branca dos olhos, e isso mata mesmo a força do olhar.

Os reflexos nos olhos devem estar encaixados na parte colorida e é sempre