Home » Artigos » Dicas » Imagem RAW – Vantagens e desvantagens de fotografar em RAW

Imagem RAW – Vantagens e desvantagens de fotografar em RAW 5/5 (3)

O ficheiro RAW é um dos que cria mais controvérsia e confusão na fotografia. Há quem diga que é uma perda de tempo fotografar em RAW, mas outros afirmam e fazem grandes elogios às vantagens deste ficheiro.

RAW não é um formato único, cada fabricante de máquinas fotográficas tem o seu próprio formato e cada um utiliza os seus métodos particulares. Para dar um exemplo, as câmaras Canon gravam o ficheiro RAW na extensão .crw ou .cr2, enquanto que a Nikon utiliza a extensão .nef ou .nrw.

Vantagens

O formato RAW da fotografia digital é equivalente a um filme negativo na fotografia analógica, este captura a imagem sem modificação e faz uma representação sequencial dos pixéis.

A sua grande capacidade de obter melhor definição, flexibilidade e maior número de tons, quase que nos obriga a programar a nossa câmara para gravar ficheiros em RAW.

Algumas máquinas fotográficas armazenam dados RAW com melhor detalhe que o vulgar ficheiro RGB, ou seja, com 30 ou mais bits, em vez de 24. Isto permite mais espaço para a manipulação.

Desvantagens

Os ficheiros são maiores do que os seus equivalentes JPEG da mais alta qualidade e em algumas câmaras a gravação do ficheiro RAW pode tornar-se lenta. Este ficheiro consome mais tempo na pós produção, pois exige conversão manual.

Converter

Para poder tirar o máximo partido do ficheiro RAW, tem de o converter num ficheiro de imagem padrão, como o TIFF ou JPEG. Existem vários programas de conversão e todos eles apresentam performances diferentes, não só na qualidade como também na velocidade e facilidade de uso. O Adobe Camera RAW, Apple Aperture, DXO Optics Pro, Phase One Capture One e o Adobe Lightroom são óptimos programas, mas no geral quanto mais caro for melhor será a qualidade de imagem.

Guardar

O ficheiro original RAW nunca deve ser alterado durante a sua edição e quando o guardar faça-o num novo ficheiro, para que mais tarde quando quiser fazer uma nova modificação tenha o ficheiro RAW original e sem modificações.

Agora que leu, avalie o artigo e deixe um comentário mais abaixo:

Diogo Guerreiro

Diogo Guerreiro é o fundador do Fotografia-DG e tem como objetivo a divulgação prática e profunda de técnicas, dicas e recomendações de novas tendências da área do mercado.

3 Comentários

Clique aqui para comentar

  • Boas Diogo eu aqui cometi um erro

    "Para TIFF já posso usar 16 Bits e ProPhoto, mas a não ser que converta o RAW para um Smart Object, perco a hipótese de voltar a editar o ficheiro tirando todo o partido do formato RAW."

    Deve-se ler

    "Para TIFF já posso usar 16 Bits e ProPhoto, mas a não ser que converta o TIFF para um Smart Object, perco a hipótese de voltar a editar o ficheiro, tal como faria num RAW." Uma pessoa ecreve e depois lê e vê que meteu água :-)

    Se quiser a minha ajuda na boa. Não se esqueça do formato .dng que é uma opção aos RAWs nativos, ou se preferir proprietários das marcas, já que para abrir RAWs convertidos para .dng basta apenas um programa. ACR do Photoshop ou o Lightroom. A ADOBE garante o apoio a este formato até um dia irem à falência (coisa que não deve de acontecer nos próximos anos)

    As vantagens da conversão para .dng são enormes, os ficheiros ficam mais leves, excepto os NEFs que ganham 10% de peso em MB, as informações de tratamento da imagem são guardadas no próprio ficheiro deixando assim de lado o .xmp, o que é chamado de sidecar, já que para transportar um RAW nativo para outro PC temos de levar o .xmp junto ou os ajustes "tratamento" que fizemos à imagem voltam a zero, caso o fabricante da maquina deixe de suportar os RAWs nativos de X modelo, por exemplo de uma NIkon D1, quem como eu tiver tirado RAWs com ela deixa de os abrir nos programas da Nikon, mas ao serem convertidos para .dng (Digital Negative) posso sempre abrir as imagens feitas à perto de 20 anos atrás. E por ultimo, esta não é minha :-) os fabricantes de maquinas sabem fabricar máquinas, a Adobe e os outros fabricantes de software sabem fazer programas.

    Um Abraço

  • Viva José, não levo a mal como lhe agradeço muito o reparo. O artigo está publicado quase desde o inicio do projecto e só hoje com quase um ano de existencia houve um profissional que me chamou à atenção.

    O artigo foi escrito com base num livro e de alguns sites na internet, eu não tenho experiencia ainda para ser uma coisa absolutanmente minha.

    Gostava de poder editar ou mesmo construir um novo artigo com base no seu comentário de forma a ficar tudo correcto, ou se possivel vc me poder ajudar nessa reconstrução.

    Grande abraço e obrigado, consegui aprender muito com as suas palavras.

  • Boas, estive a ler esta página e no ponto onde diz “O ficheiro original RAW nunca deve ser alterado durante a sua edição e quando o guardar faça-o num novo ficheiro, para que mais tarde quando quiser fazer uma nova modificação tenha o ficheiro RAW original e sem modificações.” Esta sua afirmação está errada.
    1º Não pode alterar definitivamente um RAW, quero eu dizer com isto, que um RAW ou o equivalente convertido para .dng não são alterados do mesmo modo que alteramos um jpeg ou Tiff. Tem sempre a possibilidade seja no Bridge ou Lightroom de fazer, clicando com o botão esquerdo e seleccionado Develop Settings>Clear Settings. No RAW sem estar convertido para .dng pode ainda apagar o ficheiro .xmp e deste modo limpar todos os ajustes que fez na imagem. No .dng isso não existe já que as informações são guardadas dentro do mesmo, aqui temos de utilizar a opção que descrevo em cima. Pode ainda voltar a abrir a imagem no ACR e fazer clear de todas
    2º Depois de aplicar os ajustes que deseja a uma imagem RAW no Photoshop, se pedir save, ou save us, este salva sempre a imagem em formato PSD, o Photoshop “não entende” o formato RAW, dai usar o ACR para o abrir e tratar, no Capture One quando fazemos Process o programa cria um novo ficheiro noutro formato. Por isso o risco de “destruir” o RAW ou .dng é de 0, a não ser que o PC tenha um problema e haja um corrupção dos dados.
    3º Se, como aqui afirma, o RAW não pode-se ser alterado, então o usos de um RAW não fazia sentido, nem para a criação de objectos inteligentes de modo a reeditar vezes sem conta sem a perca de dados ou deterioração do ficheiro em si.
    Onde diz converter e afirma”Para poder tirar o máximo partido do ficheiro RAW, tem de o converter num ficheiro de imagem padrão, como o TIFF ou JPE”
    Então se o converter para TIFF ou pior para JPEG não tiro partido de nada. Um JPEG só me aceita 8 bits, e o único espaço cor para se usar em 8Bits é o sRGB 1966, já que o ADOBE RGB 1998 deve de ser, tal como o ProPhoto, usado a 16 Bits ou poderá ocorrer o que se apelida de banding, ou franjas das cores, caso o usemos 8 Bits. Para TIFF já posso usar 16 Bits e ProPhoto, mas a não ser que converta o RAW para um Smart Object, perco a hipótese de voltar a editar o ficheiro tirando todo o partido do formato RAW.
    Câmaras a capturar a 30 Bits? Não as que os profissionais seja do foto-jornalismo ás actuais câmaras que usamos captam, As nossas captam entre 12 a 14 Bits, e 14 geralmente nos Backs Phase One, depois no ACR é que acontece a conversão para 16 Bits, que como técnico de informática saberá explicar melhor que eu o porquê desse numero. De qualquer modo 12 ou 14 Bits é bem melhor que 8 Bits, onde apenas existem 256 Tons por canal, R+G+B = 256X256X256= 16777216 Cores
    Espero que não leve a mal, este reparo, mas achei algumas coisas que aqui escreve estão incorrectas.
    Um Abraço
    José Gonçalves
    Adobe Certified Expert e formador de Photoshop/Lightroom na LX School

Abrir Chat
1
Close chat
Olá! Obrigado por nos visitar. Por favor, pressione o botão Iniciar para conversar com o nosso suporte :)

Iniciar