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Uso de lentes manuais na fotografia 4.89/5 (37)

Nikkor 55 1.2 AIS

No mundo de hoje vivemos um caos digital ao que diz respeito a equipamentos fotográficos e a quantidade absurda de fotografias realizadas apenas no intuito de preencher um espaço dito como vazio. A busca constante pelo aperfeiçoamento e disputas de colocações nas mídias sociais.

Caímos no vício de aquisição de equipamentos (SAE), uma obsessão de os ter sempre atualizados, sejam: câmeras, lentes e etc. (em uma outra matéria entraremos em detalhes sobre este “vício”).

Quando pensamos em lentes manuais, recorremos as lembranças das lentes antigas, chamada de lente vintage. Muitas delas estão no mercado a mais de 50 anos, e ainda assim, mesmo com a idade avançada ainda entregam qualidade de imagens surpreendentes em um corpo sólido, feito de metal com uma ótica de cristal puro. Naquela época tudo era feito para durar, quando a fotografia não tinha pressa, e um retrato custava uma tarde inteira de histórias com intervalos para um bom café entre amigos.

Existem diversas marcas no mercado atual. A lente manual, mesmo antiga, é de fato uma alternativa com um custo muito inferior ao que temos hoje, mas que entregam uma boa nitidez e um ótimo contraste e um flare diferenciado. Cada lente tem uma peculiaridade, só com tem um olhar clínico consegue perceber diferenças em seu bokeh.

As lentes mais comuns no mercado têm a baioneta de montagem M42, Leica R, onde temos uma maior facilidade de encontrar adaptadores para utilizarmos nas câmeras digitais.

Na maioria das vezes, ou quase sempre, os fotógrafos dedicados aos retratos artísticos as utilizam para criar uma textura e atmosfera diferente em suas fotos, com o intuito de recorrer a imagem a uma obra prima da pintura dos tempos antigos.

Ao utilizar estas lentes nos ensaios artísticos, conseguimos moldar a maneira como enxergamos tudo.

A paciência de focar manualmente, é como uma lapidação de um olhar, o tornando mais clínico, mais seletivo. A mente trabalha agora em sincronia com o coração e o espírito.

Chamamos de “ Lente com alma” pois trazem na sua ótica “defeitos” que deixam o bokeh circular em forma de espiral que as tornam “únicas”. Uma Atmosfera atemporal e onírica.

Mas é preciso tomar alguns cuidados na hora de escolher a sua lente manual.

Muitas delas, como falei acima, tem mais de 60 anos. Quase todas ou todas já passaram por algum tipo de manutenção, limpezas na ótica devido ao acumulo de sujeiras e/ou fungos, ou até mesmo substituição de algumas peças. Muitas delas por ser de metal, tem o barril desalinhado, óleo no diafragma, ou ausência dele e também as que não estão focando no infinito, (servindo apenas para uso macro) com o anel de foco duro e impreciso.

É preciso pesquisar bastante, tirar todas as dúvidas, pois algumas lentes mesmo com adaptador correto, o elemento traseiro pode se chocar no espelho (no caso de uma Canon 5DMKII) e os prejuízos podem ser maiores.

Abaixo algumas fotos feitas com estas lentes, cada uma com sua descrição.

Agora que leu, avalie o artigo e deixe um comentário mais abaixo:

Misha Voguel

Misha Voguel nome artístico de Michel Assis, atualmente com 34 anos é natural de Salvador BA no momento reside em São Paulo capital, começou a fotografar em 2010 no estilo Street Photography, em 2012 intensificou a fotografar em decorrência do nascimento de seu filho e nesta época era gerente em uma metalúrgica, em 2014 iniciou na fotografia como profissão, um ano depois passou a identificar com retratos de crianças e a dedicar a uso de lentes manuais, como a Petzval 1840, se especializou nela e já fotografou mais de 400 crianças.

13 Comentários

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  • Sempre as dicas que vcs para para nós leitores e iniciante e grande importância, precisamento quada vez mais aprende como ter fotografia de qualidade.Algo que eu não conseguir entende é colocar a câmara no modo manual, quando eu colocar o obturado demora bastante para tirar as fotos, faz com que agente pegar muitos acenas, diferente do modo automáticos que o obturado é mais rápido. Gosta de saber o por que de memorar tanto para dispara no modo manual?

    • o disparo do obturador é o mesmo. a velocidade do obturador influenia para que o disparo seja mais rapido ou devagar devido ao tempo de exposição.

  • Olá, Misha boa noite, eu acompanho você desde que fez um ensaio fotográfico em minha amiga Nana Medeiros aqui em Salvador, cara eu fiquei embasbacado com tamanho talento que você têm, cara sinceramente desde então me apaixonei um pouco pela fotografia, parabéns e sucesso na sua carreira, e eu to começando agora a estudar fotografia espero que seja um profissional de boa qualidade, haha abraços !!!

    • Olá. é um prazer ter você por aqui. muito obrigado pelas palavras. mantenha o foco e acredite sempre em seu trabalho e vá ate o fim no que acredita. sucesso para você

  • Olá, Misha,
    Você está entregando o caminho do ouro. Há mais de quatro anos fiz uma paciente garimpagem no ebay e mercado livre à procura dessas preciosidades e, felizmente, enchi quatro caixas com um leque variado delas, variando de 35mm até 300mm. Para meu trabalho, – http://www.ilhabelaemfoco.com – só uso essas anciãs de corpo robusto e pegada forte. Na verdade, nunca consegui me acostumar com a câmera surtando” na busca do foco correto quando regulada para auto foco e escolhi então fazê-lo à moda antiga, mão firme e olho atento. É claro, fiz isso também para economizar. Minhas lentes custaram preço de pechincha. Se bem que, agora, com o seu oportuno artigo, serão valorizadas e não será mais tão fácil encontrar moscas brancas.

    • É um caminho do ouro, porém nem todos tem esta paciência de trabalhar com lentes manuais. Todo processo vai de contra mão nesta corrida pela perfeição usando lentes com a tecnologia mais avançada. acredito que este artigo irá reforçar ainda mais a escolha que os mais antigos fizeram lá no inicio e também para que as mesmas não se percam por falta de cuidados. O caminho do ouro é extenso e árduo. para chegar lá é preciso muito trabalho duro. e Parabéns pelo seu trabalho. Parabéns !

      • Olá, Misha,
        Você tem toda razão: é realmente um caminho extenso e árduo e por isso muita gente das gerações novas prefere delegar à câmera uma tarefa antes exclusiva do fotógrafo. Parabéns a você pelo seu desprendimento em compartilhar seu rico conhecimento, auxiliando como disse, a “reforçar ainda mais a escolha que os mais antigos fizeram lá no inicio e também para que as mesmas não se percam por falta de cuidados”. Parabéns também pelos seus belíssimos e inspiradores retratos.

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