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Lightroom – entendendo o conceito de edição não destrutiva 4/5 (1)

Desde 2007 no mercado, o Lightroom (LR) está se firmando como uma das ferramentas preferidas dos fotógrafos. O programa, além de poderosas ferramentas de correção e ajuste de imagens, ajuda em todo o fluxo de trabalho, desde a importação e catalogação de arquivos, backup, edição, seleção, classificação e, de lambuja, gera slide shows, galerias para a internet e impressões customizadas.

A maior dificuldade de quem começa a trabalhar com o Lightroom é entender o motivo de não haver como salvar as alterações na fotografia. Neste artigo, eu explico a razão, mas antes precisamos entender um conceito chamado metadados.

Metadados quer dizer basicamente “dados sobre os dados”. Para um melhor entendimento, vamos definir que o dado principal de uma fotografia é a imagem capturada pela câmera, codificada num arquivo como números que representam o tom, a intensidade e a saturação de cada ponto da foto. Os metadados são outras informações que ajudam a descrever a imagem, ou seja, “dados sobre os dados”. Por exemplo, além da imagem, a câmera grava no mesmo arquivo, em seus metadados, a hora em que a fotografia foi feita, que lente foi usada, qual o número de série do equipamento, que abertura estava sendo usada, se foi usado flash, qual o modo em que a câmera estava regulada, etc.

Além desses metadados criados pela própria câmera, uma infinidade de outros metadados podem ser criados e usados, como título, descrição e autor da fotografia, palavras-chave, local, etc. O Lightroom nos permite ver e alterar de uma maneira muito completa estes metadados, e também nos permite utilizá-los de uma forma muito ampla. Além disso, as edições realizadas pelo LR não são gravadas como dados de imagem, mas sim como seus metadados. Isso é muito importante compreender, já que cada vez que uma alteração é feita, a imagem original continua inalterada, apenas são acrescentadas informações a respeito da alteração na imagem.

O Lightroom possui um banco de dados para armazenar esses metadados, além de outras informações sobre as fotografias, chamado catálogo. Cada vez que uma imagem é alterada no LR, essa alteração é salva imediatamente no catálogo.

Para ilustrar, faço uma comparação com um editor de imagem tradicional: ao converter uma foto para preto e branco, depois que esta foi salva, é impossível recuperar as cores originais. Já o Lightroom não salva as imagens, e sim apenas metadados referentes às suas alterações. Portanto, uma foto convertida para preto e branco no LR pode ser facilmente recuperada ao seu estado original, pois apenas os metadados foram alterados, mas a imagem em si permanece a mesma que foi importada da câmera. Isso dá segurança e liberdade para brincarmos com a fotografia, sem medo de arriscar estragar alguma coisa, já que tudo pode ser desfeito a qualquer momento.

Por esse motivo não há o comando para salvar no Lightroom, já que seu modo de trabalhar dispensa essa etapa. Claro, sempre podemos gerar arquivos com o resultado final das edições, usando o comando exportar, mas mesmo assim as imagens originais são preservadas.

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Luiz Fellipe Carneiro

Luiz Fellipe Carneiro é profissional de Tecnologia da Informação e fotógrafo. Reside no litoral de São Paulo, onde ensina Lightroom e fotografa. Você pode conhecer um pouco mais em seu site ou ainda segui-lo pelo Twitter!

10 Comentários

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  • Bom dia, como faço para ter o lightrom , é facil de usar, tenho o DG e não tenho muita experiencia e me disseram q no dg havia uma ferramenta para correção, porém eu fucei tudo e na minha ignorância n achei, preciso muito de ajuda.

  • Bom dia, como faço para ter o lightrom , é facil de usar, tenho o DG e não tenho muita experiencia e me disseram q no dg havia uma ferramenta para correção, porém eu fucei tudo e na minha ignorância n achei, preciso muito de ajuda.

    obrigada
    Ana

  • Anderson;

    Não é ignorância sua, é um conceito diferente mesmo. Quando você usa o "Salvar Como" no PS ou outro programa, você cria uma cópia da imagem original, duplicando o espaço no HD e tudo mais. No Lightroom isso não acontece, são modificados apenas os metadados, mas não é criada uma cópia com as alterações. E como tudo está em metadados o comando de Desfazer é praticamente infinito, e não se perde mesmo que saia do LR e volte outro dia, fica tudo lá registrado.

    Há ainda outras coisas que esse conceito de edição permite fazer, mas são assuntos para outros artigos.

    E o propósito do Lightroom não é substituir o Photoshop. Eles são "irmãos", trabalham em cooperação inclusive. O Photoshop tem ferramentas muito mais poderosas para manipular as imagens que o LR, porém, o LR é muito mais simples para organizar o fluxo de trabalho e corrigir fotografias.

    Abraços!

  • Anderson, conceituamente falando, o Lightroom está para a fotografia assim como o iTunes está para a música.

    Essa maneira de trabalhar COM BIBLIOTECAS mantém músicas, videos e fotos de maneira organizada.

    Você tem razão quanto a editar uma fotografia no Photoshop com smart objects e salvar em PSD, isso também é uma edição não destrutiva.

    Agora imagine que você foi a uma festa e tirou 500 fotos, todas tiveram um problema em comum… no Photoshop você teria que editar uma a uma, no Lightroom, você faz essa correção em uma única vez e aplica (como um ctrl+c, ctrl+v) em todas as outras 499 fotos.

    Sem contar que os metadados, como Fellipe bem colocou no texto, é uma ferramenta poderosa nesse fluxo de trabalho.

    Edição EM LOTE no Lightroom… essa é a diferença básica entre o Adobe Camera RAW ou Photoshop com Smart Objetcs.

    :)