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O raw e a sopa 5/5 (1)

Nos meus tempos de Fotografia amadora, o raw era um mistério e mesmo hoje em dia com minha experiência profissional, continuo lendo artigos que são de difícil compreensão, muito técnicos.

Hoje quero falar com aqueles que são amadores e que ficam na dúvida se o raw pode ser pra eles.

Eu sempre faço uma analogia do raw com a… sopa! Que é o seguinte, o raw (que significa cru) são legumes para uma sopa e o JPEG é a sopa pronta de saquinho, é claro que eu tenho muito mais possibilidades de ter um resultado melhor (e mais saboroso) se eu fizer a minha sopa com legumes selecionados e usando a minha experiência culinária, do que simplesmente ferver uma água, e cozinhar uma sopa pronta de saquinho perdendo sabores e qualidades. A questão aqui é: Eu sei cozinhar? Porque quando falamos em raw, estamos falando de um arquivo que te dá muito mais possibilidades de um bom resultado do que o JPEG, mas para isso você vai ter que aprender um pouco mais do mais do que simplesmente ferver uma água.

Fotografia de Bunches and Bits {Karina}

Mas o que o raw afinal? É como um negativo digital, esperando ser interpretado da maneira como você quiser. Um arquivo que contém todos os dados da imagem captados pelo sensor sem nenhuma perda, e aqui já cabe uma observação de que quanto melhor sua máquina, melhor o raw captado por ela. A profundidade de cor também é muito melhor, um JPEG de 8 bits resulta em 256 cores, ou seja, cada pixel pode guardar um canal com 8 bits de vermelho, 8 de azul e 8 de verde (2 elevados a 8 = 256!) e as imagens raw tem de 12 ou 14 bits (4.096 a 16.384). Isso tudo traz vantagens preciosas para edição da foto, já que você pode trabalhar profundidade de cor, balanço de branco, até exposição sem perder praticamente nenhuma qualidade, o que não dizer que não deva se preocupar em fazer a foto o mais correta possível na hora, mas muitas vezes estamos em condições de luz e equipamentos que não nos permite a melhor foto naquele momento.

Só vantagens? Não, os arquivos são bem maiores e todos precisam ser “revelados” em um programa que tenha algum plug-in para interpretar o raw, por exemplo, o Adobe Camera raw no photoshop, ou o Adobe Photoshop Lightroom, entre outros.

A minha experiência é a seguinte: Eu fotografo em raw, mas mesmo em câmera profissionais onde o resultado das imagens JPEG é ótimo (e dão menos trabalho de “revelação”.), o raw é superior! No workshop que ministro para amadores, recebo muitas vezes arquivos de máquinas bridges e semiprofissionais em raw e sempre depois de revelado no computador a qualidade é superior ao JPEG da mesma máquina.

Minha conclusão é que se você só quer registrar o momento sem muita preocupação com o resultado, vá de sopa de saquinho, mas se seu interesse é tirar o melhor da sua máquina fotográfica, prepare o livro de culinária, ponha o avental e mãos à obra! Desvende o raw, ele pode ser muito útil quando tiver visitas para o jantar.

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  • manoeledvar

    Ou você baixa a música em MP3 ou você vai na loja e compra o CD né.
    Muito simples o texto, de fácil compreensão. Parabéns!

  • Marcella

    nossa, incrivel!!! parabens!!!!!! nao entendia mesmo direito, ajudou muito seu texto! obrigada!

    • fotodicasbrasil

      Obrigada à você pela leitura!

  • claudio gomes

    texto esclarecedor ! de todos que li até agora, foi a "sopa" mais gostosa que tomei. parabéns !

    • fotodicasbrasil

      Obrigada Cláudio!! Bon appetit ;)

      Abraços,
      Simxer

  • Adriano galhardo

    Adorei. Só uma dúvida. Fotografo em Raw sempre e adoro a forma e liberdade de como podemos trabalhar esses arquivos. Sempre faço a conversão para JPQ e arquivo minhas pastas assim e acabo descartando os arquivos Raws. Estou fazendo o correto? Ou deveria deixar tudo em Raw e apenas converter quando for imprimir alga?

    • simxer

      Oi Adriano,
      Depende do seu uso das fotos, eu por exemplo como trabalho normalmente com um volume grande, fico com problemas de espaço de tempos e tempos, então pra mim o que funciona é: Se a foto já foi editada e entregue ao cliente e for de um trabalho que não poderá ser utilizado depois, deleto os raws imediantamente, se eu posso ter que editar mais alguma coisa para aquele cliente, mantenho durante uns 6 meses num HD externo de Backup e de tempos em tempos, libero espaço. Você ainda tem a opção de usar o PNG.
      Abraços.

  • pedro

    Gostei muito vou aproveitar e fazer alguns testes.

  • Bruno Muniz

    Caraca, gostei muito. Bem esclarecedor!

  • Luizão

    Ssnsacional esta matéria! Vou experimentar um raw, e uma sopinha depois…

  • Ricardo Jorge

    Excelente analogia!! Uma dica, algumas máquinas como, por exemplo, Panasonic possuem opção de registrar a imagem ao mesmo tempo em JPG e RAW.

    • Bem lembrado Ricardo! O bom é que já vai praticando o desapego ao JPEG ;-)

  • Simxer, falando nisso, viu a pequena aula que a Victoria's Secret deu com RAWs de sessão produzida para a marca? Um erro que vale a pena olhar e aprender o que se faz nas modelos "perfeitas"! ;D
    http://jezebel.com/victoria.s-secret/

    • Muuuito bom Alexandre!!! Matéria muito proveitosa!
      :))

  • Nunca me ocorreu uma analogia tão gostosa… literalmente! =D

  • Texto simples, claro e objetivo ! Muito bom ! Me deu até vontade de fotografar raw depois de ler.

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