fbpx

O Segredo das fotografias noturnas

Paisagens noturnas são para muitos, encantadoras. Registrar uma paisagem durante a noite pode ser um desafio, mas sabendo as técnicas é possível conseguir um resultado muito bonito.

Apresento a seguir, meu pequeno passo a passo para realizar paisagens noturnas com qualidade.

1 – Tripé sempre. É possível sim, se você for mão-firme realizar uma paisagem com pouca luz, segurando a câmera na mão. Mas se a intenção é uma fotografia realmente nítida, o ideal é usar um tripé, que manterá a câmera firme (por isso é importante que ele seja relativamente pesado) durante toda a exposição.

2 – Controle remoto da câmera. Mesmo que a sua câmera esteja firme e forte em cima de um tripé, nada disso adianta se durante o apertar do obturador, você movê-la um pouquinho. A foto poderá ficar um pouco borrada, ainda que quase imperceptível. O resultado pode ser muito melhor se você utilizar um controle remoto para acionar o obturador, assim a câmera ficará com toda certeza imóvel.

Dica: Não tem um controle remoto? Não tem problema, você pode usar o timer! Componha a foto, regule velocidade e abertura e então programe para câmera disparar em 5seg. Assim há tempo para você se distanciar do tripé e impedir que a câmera balance.

3 – Desligue o estabilizador de imagem. Sabe essa função de evitar tremidos da mão do fotógrafo? Ao fotografar no tripé, essa função fica confusa, pois a câmera já estará 100% imóvel. O resultado, com o estabilizador ligado, pode ser justamente o oposto. Fiz o teste há um tempo. Fotografei com o VR (sistema de estabilização de imagem da Nikon) ligado usando tripé. Depois reproduzi a imagem com o mesmo desligado.

Veja a diferença:

4 – Pequenas aberturas e foco infinito. Em fotografia de paisagens de modo geral, essa dica se aplica muito bem. Em fotografias noturnas, a pequena abertura dá um efeito muito bacana. Além da profundidade de campo aumentar, os pontos de luz na foto, devido à aberturinha, ficam muito bonitos. Às vezes ficam assim, parecendo estrelinhas. Nessa foto usei abertura f/22 para conseguir este efeito.

5 – ISO baixo e longa exposição. Vamos pensar bem, se sua câmera está paradinha, não existe nenhum motivo para que essa exposição tenha que ser rápida. Pensando melhor, não há nenhum motivo para aumentarmos o ISO, então!

Sempre que faço fotos no tripé, de motivos imóveis (paisagens são um exemplo, mas poderia ser still também), uso o menor ISO disponível, normalmente o 100. Assim terei o máximo de nitidez em minhas fotos. A longa exposição (que nesse caso será regra, conseqüente do ISO baixo), só dará um efeito ainda mais legal, como as luzes ‘riscadas’ dos carros, por exemplo.

Por ultimo, mas não menos importante…

6 – Nem pensar em usar configurações automáticas. Sou uma grande defensora de sistemas facilitadores, como os modos pré-programados. Mas no caso da fotografia noturna, a sua câmera não é tão inteligente assim, para saber o que você pretende registrar. O mais provável é que ela dispare o flash, aumente o ISO e consiga um resultado que certamente não é o que você espera.

Para os menos experientes, sugiro o seguinte:

  • coloque no tripé e componha a imagem;
  • ajuste o ISO para o mais baixo possível;
  • use prioridade de abertura e diminua o f/stop;
  • deixe o tempo por conta do fotômetro, que diante dessa configuração usada, aumentará bastante o tempo de exposição;

Huaine Nunes

Vinda de uma família de fotógrafos, a fotógrafa Huaíne Nunes já nasceu em meio às câmeras fotográficas. Em 1999 ganhou sua primeira câmera de visor direto, tinha apenas 10 anos de idade. Com 16 anos começou a se interessar pelas técnicas, sempre tendo seu pai como principal instrutor. Com 19 comprou sua primeira reflex digital e agora, aos 21 atua como fotógrafa infantil. Perfeccionista e dedicada, é aficionada por livros de técnicas fotográficas e está sempre procurando aperfeiçoar-se. É formada em Design de Moda e ainda persiste em aprender a fotografar o mundo fashion. Mantêm também um blog com dicas para fotografia de bebês e crianças, que tem trazido um aprendizado constante.