Profissão Fotógrafo: a evolução da Identidade! 4.7/5 (20)

Olá galera do DG, olha eu aqui outra vez!

Tudo bem com vocês?

Primeiro, eu quero agradecer ao meu melhor amigo, Deus, por me abençoar de forma tão grandiosa e me permitir escrever novamente para vocês!

Agora, quero agradecer ao Diogo Guerreiro e a todos os leitores do Fotografia-DG pelas mensagens, pela confiança, oportunidade e experiência incríveis que estou tendo.

Estou imensamente feliz com o resultado e repercussão do primeiro artigo e quero reforçar aqui o meu compromisso de sempre trazer a verdade para vocês, acredito que esse tenha sido o diferencial.

No artigo anterior, falamos sobre o meu primeiro trabalho profissional e como foi o desafio.

Hoje quero falar para vocês como foi criar a minha identidade visual, afinal eu precisava ter uma “cara” para me apresentar aos clientes (que eu ainda não tinha).

Vamos comigo em mais uma etapa?

Lembra das fotos de Natal da escola? Então, quando eu fui entregar o material, o Arnaldo (maridão) me perguntou:

– Você não vai colocar uma etiqueta com seu contato para identificar o trabalho? (cri cri…)

E eu novamente estava sem ação, não me atentei a isso. Queria apenas vender mais, que soubessem que eu sou fotógrafa. Mas como saberiam disso sem uma “identidade” ou um contato? Sim, eu criei minha identidade depois que comecei a trabalhar como profissional.

Sempre gostei de trabalhos artesanais e sempre fiz os convites e lembranças do aniversário do meu filho lindo. Então, aproveitei essa habilidade e fiz meu próprio cartão de visitas!

Hoje confesso que ficou bem feinho (ri muito escrevendo isso), mas naquele momento era o melhor e mais bonito cartão de visitas do mundo!

Vou mostrar a foto, mas têm que me prometer que não vão rir…

Fui lá, no word, e fiz essa obra prima (sqn)!  Essa máquina foi meu primeiro logo, se é que podemos chamar isso de logo.

Imagina uma pessoa criando um cartão de visitas no word, tabulando e depois imprimindo e recortando (foram só 50 unidades cuidando para que o tracejado permanecesse…rs) ?!  Eu fiz exatamente isso e estava muito feliz! O endereço do site foi criado para imprimir no cartão, mas não estava no ar até porque não tinha portfólio o suficiente para isso e o e-mail criei para o cartão também porque o meu pessoal era aqueles bem toscos sugeridos pelos provedores: [email protected] coisa…

Lembram que fui contratada para fotografar a festa da filha mais nova da dona da escola? Então, levei esses cartões de visitas impressos na impressora de casa, no papel cartão comprado na papelaria e recortados a mão, um a um.

Agora a parte que vocês não vão acreditar, eu entreguei alguns no dia da festa e fechei novos trabalhos com ele. Como isso deu certo? Acredito que foi porque sempre falei a verdade, entregava o cartão e explicava que tudo estava em construção.

Calma, não usei esse cartão incrível (sqn mesmo) por mais de um mês.

Ainda naquela festa as pessoas perguntavam se conseguiriam ver meus trabalhos no site e eu entendi que precisava desenvolver isso urgentemente.

Foi então que conversei com meu irmão e ele me ajudou na construção do site, aliás, ele faz isso até hoje para mim!

Entramos lá no site dos sites, escolhemos um template e iniciamos a construção do meu site!

Nesse momento veio a pergunta do Danilo, meu brother:

– Você não vai usar essa maquininha ridícula como logo do seu site, né? Ele é sempre gentil com as palavras…

E de novo me vi sem saber o que fazer e não tinha muito tempo (leia aqui dinheiro) para elaborar um logo incrível.

No site dos sites havia alguns logos disponíveis e sem custo para usar na construção das páginas então escolhi esse aí em baixo e ele ficou sendo meu logo!

Um lindo e doce elefante azul! Era o que mais se parecia com crianças, o mais meigo e foi por esse motivo que escolhi.

E era Dani Carreira Photography  para ficar chique!

Inclusive essa é a foto da frente do meu primeiro cartão de visitas feito em uma gráfica.

Isso aconteceu entre Novembro/12 e Janeiro/13.

Com ele, o elefante azul,fiz o primeiro site, o cartão de visitas, as propostas e me senti mais confiante, até que… meados de agosto/13 alguém me perguntou o porquê tinha escolhido um elefante azul para representar o meu trabalho e eu não sabia responder o porquê, simplesmente disse que era o mais bonito disponível nos templates do site.

Aquela indagação e a minha resposta não me deixaram mais em paz! Como alguém que quer ser reconhecida como profissional não tem uma explicação para o logo que escolheu?

Desse dia em diante comecei a estudar sobre os elefantes, pois já havia me afeiçoado a ele e sentia que eles representavam meu trabalho de alguma forma.

Além de estudar sobre os elefantes eu procurei entender o que eu queria representar no meu trabalho, que tipo de trabalho eu queria oferecer aos meus clientes.

Foi estudando sobre os elefantes que entendi que quero reforçar a importância da família em nossas vidas.

Assim como precisamos de bases e referências em nossas profissões precisamos de bases e referências para compor nosso eu, nosso caráter, nossa profissão chamada vida.

E o que os elefantes representam?

É uma espécie mamífera e monogâmica, ou seja, o macho e a fêmea vivem juntos, em bando, mas não trocam de parceiros,assim constituem família, cuidam de seus filhotes até se tornarem adultos e terem sua própria família! Isso é lindo não acham?

Esse é o conceito da minha fotografia!

O elefante azul era um logo disponível para qualquer assinante do site  e, pensando em tudo  isso, entendi que precisava de algo só meu.

Foi quando fiz uma adaptação do logo para algo mais personalizado, e aí está o resultado.

Esse elefantinho fez o meu caminhar mais feliz e seguro. Ajudou-me  a desenvolver o meu trabalho e a pensar no que eu realmente queria representar na fotografia. Entendi que eu gosto do que é simples e natural.

Hoje me considero uma fotógrafa de família e isso inclui ensaios gestantes, ensaios newborns, batismos, ensaios familiares e festas infantis.

Mas não parou por aí. Vocês notaram que em nenhum dos logos eu falei de um profissional para fazer esse trabalho? Isso mesmo, até o meio do ano passado tudo que fiz foram adaptações que contaram com pessoas que me ajudaram, mas não tinha sido feito por alguém que demandaria seu tempo pensando em quem eu era e como deveria ser representada.

Em agosto/16 eu decidi fazer uma nova identidade visual. Respondi um briefing, expliquei o que pensava e queria com a fotografia, escolhi cores que gosto muito, etc.

Queria algo que fosse simples, moderno, versátil, que fosse o elefante e  que não tivesse misticismo envolvido na imagem do bichinho.  E claro, que eu pudesse pagar!

E aí está ele: lindo, de olhos meigos, roxo, simpático e forte!

Hoje representa minha marca e toda a estrutura de site, comunicação visual, cartões de visitas e propostas estão sendo construídos em volta dele, afinal o lindão aí nasceu em novembro/16 .

Notaram que não sou mais Dani Carreira Photography, e sim, Dani Carreira Fotografia?

Mudei, porque apesar de ter considerado chique a grafia em inglês da palavra não ajuda muito no momento das pessoas me localizarem, porque é difícil de escrever e meu objetivo é simplificar.

O que tenho para dizer sobre toda essa história?

Que tudo na vida muda com o decorrer do tempo, tudo sofre mudanças e adaptações. Não precisamos começar nada em nossa vida gastando horrores porque, com certeza, teremos mudanças ao longo do caminho.

Ter algo pensado é bom sim, pode ser simples e tem que ter muito amor envolvido.

É extremamente normal que as mudanças aconteçam depois de um certo tempo porque você só descobrirá a sua essência fotográfica, depois de  vivenciá-la.

O que não se pode perder no meio do caminho é a sua própria identidade. Levamo-nos muitas vezes pelas imposições da concorrência e do mercado e acabamos sendo levados a fazer o que  o mercado exige e não o que realmente fazemos bem.

Fazer bem é fazer o trabalho com amor e dedicação.

A nossa identidade pessoal é mutável, a experiência na vida nos faz mudar comportamentos e atitudes, agora pergunto: por que na identidade visual de nosso trabalho isso não aconteceria?

Se esse será meu logo para sempre? Não posso garantir. Hoje ele me representa, mas não sei o que a vida me reserva daqui para a frente.

O que posso garantir? Que as mudanças são necessárias e nunca cessarão, seja na vida ou na profissão.

Espero ter inspirado vocês a pensarem no que querem representar na fotografia e como vão traduzir isso em suas logo marcas.

Lembrem-se  de que mais que representar o seu trabalho, ela precisa representar a sua essência fotográfica que é construída com seu amor e dedicação à arte de registrar.

No próximo texto vou falar sobre como desenvolvi os produtos que ofereço juntamente com o meu trabalho fotográfico.

Espero por vocês!

Mande suas dúvidas, suas sugestões, no que eu puder ajudar tenha certeza que farei!

Até o próximo mês!

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Dani Carreira

Dani Carreira é uma fotógrafa que se dedica a registrar os momentos em família. Mãe de 01 lindo menino, administradora de empresas com experiência de 10 anos no mercado financeiro/tributário, terapeuta corporal, deixou o mundo corporativo para se dedicar a sua paixão: fotografar!

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