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Projeto “Ser Fotógrafo”: custos.

Caros amigos leitores, esse artigo é o terceiro e último de uma série de três que irei colaborar como o Fotografia-DG. Caso você queira acompanhar a série, para melhor entendimento, convido vocês a lerem o primeiro e o segundo artigo que falam sobre o escopo e planejamento do projeto, respectivamente. Os links de acesso a esses artigos são: www.fotografia-dg.com/projeto-ser-fotografo-escopo/ e www.fotografia-dg.com/projeto-ser-fotografo-planejamento/.

Imagem via www.shutterstock.comImagem via www.shutterstock.com

Vargas (2003, p. 237) define custos como “a quantidade de capital necessária para realizar uma atividade ou um projeto”. É difícil prever com precisão um orçamento para se tornar fotógrafo, mas nesse artigo falaremos de algumas práticas que podem ajudar o futuro profissional a direcionar o seu capital de forma a evitar gastos desnecessários. Para evitar grandes variações na determinação dos custos é importante que o escopo esteja bem definido e as atividades do planejamento bem detalhadas (vejam os dois primeiros artigos). É claro que projetos estão sujeitos a alterações e a consequência delas é a mudança na quantidade de capital envolvida, seja para mais ou para menos.

Imagine que os custos do projeto “Ser Fotógrafo” foram elaborados no primeiro semestre de 2015. Embora o escopo não tenha sido alterado, a variação do dólar comprometeu a aquisição de alguns equipamentos previstos para o final do segundo semestre. Essa é o tipo de situação que foge do nosso controle, afinal não somos mestres em economia para prever a desvalorização da moeda.

O orçamento total é composto por quatro tipos de custos, basicamente: diretos, indiretos, fixos e variáveis. Vamos entender como cada tipo de custo é enquadrado no projeto em questão.

Tipo de custos Descrição Exemplo
Custo direto Esse tipo de custo depende especificamente da execução da atividade e é composto pelos custos de materiais, mão de obra, máquinas e equipamentos.

 

Na atividade “Fazer curso de fotografia” não se deve considerar somente o preço do curso informado pela escola. O custo total dessa atividade é composto pelo preço do curso, somado aos gastos com combustível, estacionamento, lanche e hospedagem, caso seja realizado em um local muito longe de sua residência.
Custo indireto São os gastos gerais do projeto. Não estão ligados a uma atividade específica, mas devem ser considerados, pois fazem parte da manutenção do negócio. Se o projeto é desenvolvido no escritório da minha casa e eu dedico 5 horas por dia nele, entenda que parte do valor gasto com energia, internet, telefone e manutenção do computador são atribuídos ao projeto.

Esse tipo de custo é difícil de ser determinado, pois ele é rateado com as demais necessidades da casa.

Custo fixo Trata-se do desembolso apropriado às atividades que independem da sua duração. É o preço fechado. Imagine que para a atividade “Produzir portfólio” deve-se pagar uma determinada locação cujo valor é de R$ 200 por 4 horas de uso. Mesmo que o ensaio dure somente 2 horas, o valor gasto ainda será de R$ 200, ou seja, ele não se torna 50% mais barato porque o ensaio será feito somente na metade do tempo contratado.
Custo variável É o desembolso incorrido proporcionalmente à quantidade dos recursos alocados ao projeto e aos seus respectivos tempos dedicados. Exemplo: custo de mão de obra direto por hora trabalhada, ou custo/hora de uma locação. Agora imagine que a mesa atividade acima seja realizada em outra locação que cobre R$ 50 por hora de uso. Se o ensaio for realizado em 2 horas, o gasto com a locação será de R$ 100.

Estimativa de custos

As estimativas são expressas, basicamente, em alguma unidade monetária e estão ligadas aos recursos utilizados para cada atividade.

Existem diversas técnicas de estimativas, mas vou citar aqui aquelas que irão ser mais úteis. São elas:

Opinião especializada: nesse método deve-se consultar especialistas para uma determinada atividade. Se é preciso saber o preço de uma lente 50mm/f1.8, uma loja de equipamentos virtual pode te dar um resposta bem rápida. Para saber o preço de um curso de fotografia básico, ligue naquela escola que o seu amigo indicou. O preço de 500 cartões de visita pode ser obtido facilmente fazendo um contato direto com uma gráfica.

Estimativa análoga: é o custo determinado baseado em uma atividade similar realizada anteriormente. Se você costuma ir resolver assuntos pessoais no centro da cidade e você paga R$ 5 por hora de estacionamento, é fácil estimar que uma reunião de duas horas com um possível fornecedor de impressão de fotos e álbuns custará R$ 10, sem contar o combustível. Se você já comprou algum equipamento pela internet e pagou R$ 20 de frete, você saberá que o frete da sua lente vai custar bem próximo disso, se comprada na mesma loja ou em outra da mesma localidade.

A rapidez oferecida pela comunicação atual possibilita consultar preços com mais precisão, portanto, evite “chutes” de valores.

Elaboração do orçamento

Estimar custos e elaborar orçamento são coisas diferentes. Apesar disso, num projeto como o “Ser Fotógrafo” essas duas atividades estão bastante ligadas e podem ser realizadas num único processo, por uma pessoa (no caso, o futuro profissional) e em um tempo relativamente curto.

À medida que o planejamento vai sendo realizado, as estimativas de custos vão sendo feitas e o orçamento vai ganhando forma.

Vamos tomar como exemplo o cronograma exemplificado no artigo anterior para continuar o raciocínio.

Cronograma do Projeto Ser FotógrafoBAIXAR CRONOGRAMA

Veja que foi adicionada ao cronograma uma coluna com os investimentos estimados para cada atividade. Para evitar que a planilha fique com muita informação, seguem algumas observações relevantes:

  1. Os valores são simbólicos, somente para mostrar o como fica o orçamento, portanto, não os levem muito em consideração.
  2. Sempre que algo for adquirido pela internet, considere o custo do frete na composição dos custos.
  3. Como o local definido foi o escritório da minha casa, entenda o termo “rateio da internet” como uma fração da mensalidade do plano contratado, afinal, ela é de uso comum de todos da casa. Por isso ela entrará em gastos gerais.
  4. Na parte que ilustra o tempo de execução de cada atividade com células coloridas, note a presença do cifrão ($). Ele mostra quando o valor da atividade deverá ser gasto.
  5. Note que aproximadamente 60% do valor total do projeto será gasto no primeiro mês. Essa porcentagem pode variar de acordo com cada orçamento, mas a aquisição de câmera, lentes e computadores, além de caros, são essenciais para iniciar as atividades.
  6. Os gastos gerais foram estimados em R$ 600 e serão utilizados na medida do necessário.
  7. Se uma determinada atividade demandar um gasto de combustível e estacionamento significativos, considere-os na atividade. Imagine alguém que se desloca do interior para a capital de São Paulo para fazer um workshop. Ao custo deste, deve se adicionar os gastos com gasolina, estacionamento, alimentação e hospedagem (se necessário).

Como toda a carreira, iniciar na fotografia requer planejamento, saber o que irá fazer e se concentrar em estudos específicos de aprimoramento do trabalho. Portanto, direcionar o capital disponível conforme a necessidade evita gastos desnecessários com equipamentos extremamente caros e que inviabilizem o projeto “Ser Fotógrafo”. Câmeras, lentes, computadores mais sofisticados ajudam (e muito) os profissionais mais experientes. A compreensão da luz, o refinamento do olhar, belas composições e a sensibilidade para captar grandes momentos são as primeiras coisas que fotógrafos precisam dominar e isso tudo pode ser muito bem feito com um equipamento básico.

Eu me desafio muitas vezes em fazer grandes registros com a minha Rebel T5i da Canon e a lente 18-55mm, do kit. Vejo que a cada dia a minha fotografia melhora e estou feliz por isso.

Eu já passei pelas três etapas explicadas nessa série de artigos: escopo, planejamento e custos. Meu objetivo era me tornar fotógrafo em Outubro de 2015. Eu consegui!

Agradeço a todos que acompanharam a série e desejo, de coração, que vocês atinjam seus objetivos.

Grande abraço e até breve.

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Rodolfo Alvarenga

Sou natural de Taubaté, São Paulo, Brasil. Casado, pai de família.
Graduado em Engenharia Mecânica e um apaixonado por fotografia que decidiu se profissionalizar. Fazer o que realmente ama nos traz um novo sentido à vida. Vivo buscando conhecimento na área com o objetivo de não ser só mais um fotógrafo. Gosto de saber que fui importante em um momento na vida de alguém por ter registrado seus melhores momentos com muita dedicação e carinho. Quero fidelizar as pessoas através das minhas imagens e da boa companhia.
Tenho um projeto autoral em que uno o ato de fotografar com um momento de reflexão. Gosto de contemplar as noites de céus estrelados e tentar obter bons cliques da Via-Láctea.

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