Home » Artigos » Artigos de opinião » O lado ácido da fotografia: Prostituição fotográfica

O lado ácido da fotografia: Prostituição fotográfica

- Última Atualização a: 29/04/2016

via blog do PH  Nunez / facebook do Jão Vicente

Um amigo meu, o supracitado Jão Vicente, divulgou em seu perfil questionamentos sobre a prostituição fotográfica, com base em um texto de outro fotógrafo, PH Nunez, e em uma situação, segundo ele, bastante semelhante, que teve da parte dele, inclusive, a mesma atitude. Ponho aqui o texto original do PH e comentários do Jão, e mais breves palavras minhas para complementar.

Se alguém tiver mais comentários, links de textos/vídeos para acrescentar à discussão, fique à vontade — os comentários estão abertos!

[divider]

Olá pessoal.

Como o meu site é de cunho pessoal, me sinto no direito e obrigação de tratar sobre um assunto que a muito tempo vem tirando minha paz. Se refere à banalização da fotografia. Mas eu prefiro usar o termo “prostituição fotográfica”. Pois é exatamente isso que tenho visto.  Há muito tempo que vários profissionais da área da imagem vem discutindo sobre esse tema. Seja por “fotógrafos” que divulgam em sites, como exemplo Peixe Urbano, book com 50 fotos por R$100,00.

Essa semana me deparei com um cidadão (cujo nome me recuso a divulgar) que estava oferecendo no Facebook um book com 15 fotos por nada mais nada menos que R$25,00 (vinte e cinco reais). É isso mesmo! Por esse motivo é que decidi me manifestar.

Eu não resisti e tive que escrever para o suposto “fotógrafo”. Primeiramente questionei qual equipamento ele utilizava para fazer o “trabalho” dele. Ele apenas me respondeu: “Minha camêra” (Sim, exatamente assim). Logo em seguida questionei se ele sabe o que é Obturador e Diafragma. Ele não se pronunciou mais, provavelmente estava no Google pesquisando. Enfim…

Depois eu pensei comigo: “Eu deveria esperar uma resposta coerente de alguém que cobra R$1,06 centavos por foto?”. No mínimo essa pessoa não fez faculdade; não gastou tempo estudando, praticando, aprendendo; não dispôs de dinheiro para investir em equipamento bom, em lentes claras e não sabe nem a teoria que está envolvida num “click” de uma câmera fotográfica. SE ele souber como funciona uma câmera. Sem falar que R$25,00  não paga nem o frete de qualquer equipamento que eu venha comprar.

Eu não estou aqui discutindo valores. Estou aqui para discutir a UTILIZAÇÃO da imagem; o PENSAR fotográfico; afinal de contas todo fotógrafo que se preze PENSA, OBSERVA antes de disparar um clique; pois fotografia é mais que um clique. Certamente essa pessoa não estudou Teoria da Imagem ou mesmo pagou cadeira de Laboratório ou Computação Gráfica; certamente não sabe quem foi Pierre Verger; Ansel Adams; Henri Cartier-Bresson, entre tantos outros.

A fotografia tem a faceta de DESTRUIR uma imagem, como bem tem o poder de fazer alguém se tornar LINDO. E esse é a diferença de um profissional e alguém que se intitula “Fotógrafo”. Vamos refletir a respeito disso. O melhor profissional não é aquele que cobra rios de dinheiro para fotografar; tampouco é aquele que cobra R$25,00 por um BOOK. Antes de contratar um PROFISSIONAL (ou alguém que se diz ser) analise seu portfolio, questione a formação, converse com seu fotógrafo, troque ideias. REFLITA sobre a imagem. Pois não é simplesmente sair apertando o dedo no botão da câmera.

Fazer o momento cego do fotógrafo valer a pena é para poucos. É preciso parar, pensar, analisar e fotografar.  (Quem realmente AMA a fotografia e se importa com o rumo em que ela caminha entenderá essa frase).

Atenciosamente,

P.H. Nunez.

[divider]

Sobre os preços cada vez mais baixos, Jão Vicente comentou:

(…) Infelizmente estamos cheios de colegas “profissionais” que fazem isso, (ou parte) e vendem por R$29,90 seu trabalho.

“Ahh, é que estou começando agora, sou inferior, não tenho nome, não tenho tanto equipamentos assim.”

Resposta: A cerveja daquele bar “chechelento” e fedido custa o mesmo valor em um bar oficial da cerveja.

“Ahh, mas meu concorrente faz isso. “

R: Sim e daí? Você tem base do seu trabalho no preço do cara ao lado?

Então amigo(a), NÃO SE PROSTITUA! Pense em tudo que você ralou para conquistar no seu ramo profissional (Se é que Ralou).

Agora, você tem equipamentos maravilhosos, tem um belo estúdio, tem dinheiro, e se prostitui? MUDE DE PROFISSÃO! Seja um garoto(a) de programa. Afinal, você insiste em seguir esse ramo!

[divider]

Particularmente acho que nem a desculpa de que faz com imenso prazer seu trabalho e o dinheiro não deve ser tão prioritário assim, que tal ouvir uma ex-profissional do ramo dos programas? (sim, falo de prostituição mesmo)

Vejam as palavras dela no Agora É Tarde, do humorista Danilo Gentili, aos 2:03, quando ele perguntou se ela já trabalhou por prazer: “Sempre. Eu nunca faço nada da minha vida sem sentir prazer” (veja a entrevista no final do artigo). E na mesma mesma entrevista ela confirma o que consta em um de seus livros e também no filme feito com sua história: um de seus locais de trabalho chamava-se “Vintão”, porque cada trabalho tinha o preço de R$ 20. Hmm, já sei que trabalho sugerir quando algum fotógrafo barateiro disser que está muito apertado, porque os clientes pagam uma mixaria!

Se quiser fazer de graça, faça por hobby, sem tomar lugar de profissionais. Se pretende trabalhar sem cobrar, leia este texto e pense se está fazendo a escolha conscientemente ou apenas deixando-se levar: 12 desculpas para fotografar de graça — e porque todas elas são falsas.

Um abraço!

Ajude-nos, avalie este artigo:

Aproveite este desconto na nossa lojaAdquira o Photoshop e o Lightroom por apenas R$35,00/mês

Alexandre Maia

Clico, viajo, olho, analiso, converso, e repito — em qualquer ordem!

Também estou no blog da D&M Photo.

76 Comentários

Clique aqui para comentar

  • “Pois não é simplesmente sair apertando o dedo no botão da câmera.” Esta frase nunca me fez tanto sentido, e eu ando falando tanto sobre isso ultimamente, entretanto as pessoas parecem não entender, estou cursando fotografia na faculdade e estas questões me parecem cada vez mais claras, agradeço também ao meu professor que conversou conosco sobre isso, acredito que no ato de fotografar há tanta arte, tanta beleza e as pessoas andam diminuindo isto ao simplesmente clicar em um botão. Adorei o que você escreveu, de verdade!!

  • Prezados, Alexandre Maia, lleitores e comentaristas,
    tenho 60 anos e pratico fotografia desde aos 22 anos. Possuí equepamentos que variavam de qualidade(dos mais obsoletos aos mais tops de linha) e lhes digo: Não sou profissional. Apenas tive uma formação técnica ao cursar na Univercidade Estácio de Sá, 30 horas do cursos de verão.Portanto reafirmo: Não sou profissional. Mas devo concordar com as opinioẽs que convergem no sentido de que o preço é relativo. Indepente dos tipos de trabalhos prestados, o profissional pode usar o critério que quizer para a cobrança. O preço não faz o profissional. O equipamento também não. É o resutado do trabalho qque importa.
    Para pensar:
    Um editor e dono de uma revista de pequeno porte, contratou um fotógrafo em inicio de carreira para registrar um batizado e deu-lhe uma camera da própia empresa. Quando este voltou com as fotos o editor descartou todas.
    O fotógrafo reagiu alegando que o eqipamento que lhe fora dado não era bom e tinha poucos recursos. Então o editor lhe passou uma caneta de ouro e disse: Escreva um poema que eu publico as fotos.
    Não sou poeta, disse ele.
    De fato, não é a caneta de ouro que faz o poema, disse o editor.
    Como eu disse… É para pensar.

  • Um fotógrafo baixar o custo de seus serviços para brigar com a concorrência não é nenhuma prostituição.
    Agora como um caso que conheço de uma menina que ganhou uma câmera fotográfica de sua avó e dois dias depois estava com uma página no facebook se dizendo fotógrafa e ofertando seus serviços como se fosse uma profissional, sem ao menos se dar o trabalho de conhecer seu equipamento. Ai sim é prostituição. E existem muitos assim hoje em dia.

  • Esquecem da Liberdade. Todos tem o Direito de cobrar o que quiser, pouco ou muito. E às vezes nada. Isso em qualquer ramo de trabalho. Se você não concorda com o cara que cobra 29.90. Não cobre o valor dele, mas não reclame dele. Tenho equipamentos todos da NIKON fotografo a vários anos. Gastei sem dúvida mais de 15 mil em equipamentos e lentes. E não cobro 1 real por meu serviço. Então eu não sou fotografo? Então eu sou ruim? Liberdade, eu não cobro, pois não é meu ganha pão é meu passa tempo. E isso não define se o profissional é bom ou ruim. Não é 29.90 ou 2990 que define se é bom ou ruim. SE você acha que existe prostituição, então saia você da fotografia. Assim como eu fiz da TI, cansei da prostituição e as pessoas pagando cada vez menos e mudei de área. Agora denegrir aquele que cobra pouco, ou NADA isso é no mínimo ridículo. TODOS TEM A LIBERDADE E DIREITO de cobrar o que eles quiserem. E não estou discutindo a qualidade das fotos, ou a técnica, ou o conhecimento, na verdade foda-se isso. O consumidor que tem que se preocupar se não quer pagar nada, se quer pagar 29.90 ou 2990 e aposto que ele irá ficar no 29.90 e por isso estão a reclamar.

  • Estou migrando da área de design gráfico para fotografia e me espanto, às vezes, em perceber o quanto as duas profissões se parecem, sobretudo nas mesmas reclamações infantis. Por vezes nos comportamos como meninos mimados querendo pegar a bola e sair do jogo porque as regras não nos agradam. Como outros já disseram, com bem mais propriedade do que eu poderia, o mercado é quem dita as regras desse jogo: só a gente fazendo foto, logo, site por R$50 porque há que pague e o inverso é a outra face da moeda. Nenhum empresa ou pessoa minimamente esclarecida vai colocar a sua imagem nas mãos de um profissional desses, Mas o seu Antônio, que só preciso de "um desenhinho" pro cartão de visitas vai. Qual o grande problema com isso? O próprio mercado se encarrega de ir separando seus nichos. Há quem só queira uma foto pro facebook, pra mostrar pros amigos, pra emoldurar e colocar em cima de um móvel. Tá se lixando pra composição, enquadramento, melhor luz, desde que esteja "bonita", que seja melhor do que aquela que ele faz com o celular ou com sua compacta. Eu não quero o cliente que paga R$50 reais mas acho um acinte que alguém se arvore do direito de dizer que essa pessoa não pode ter sua demanda legítima atendida. Esse tipo de postagem, pra mim, é tão descabida, quanto a Ferrari vir a público chorar suas pitanguinhas porque a GM está prostituindo o mercado automobilístico vendendo carros a 30 mil.

  • Concordo plenamente ! Mesmo para quem já fez algum curso de fotografia, sair cobrando qualquer preço pelo seu trabalho é uma atitude mesquinha, pois os clientes irão ver o seu trabalho como de baixa qualidade. Acredito que é muito importante cobrar um preço justo, que satisfaça tanto ao cliente tanto ao fotógrafo. A fotografia é uma arte, mas não devemos esquecer que ela é também uma profissão.

  • Não consigo entender direito esse tipo de polemica. Se o caro cobra 1 real por foto é porque tem demanda pra isso. Eu não faço mas não me preocupo com quem faz primeiro porque não sou dono do mercado e segundo porque tem cliente para todo mundo.

  • É um tema áspero mesmo… até porque dá pra ver a razão em ambos os lados: dos "barateiros" e dos "careiros". Eu sou uma fotógrafa com pouco tempo de carreira, investi o que eu tinha e o que eu num tinha num curso que me desse uma boa base de fotografia. Mas eu acho que é a partir daqui que as coisas ficam diferentes para cada um ( e consequentemente, isso se reflete nos preços). Na hora de fazer o seu preço o que é levado em conta? Seu esforço em fazer o melhor, sua base de aprendizado, tudo que vc vivenciou (que muda o seu olhar), a sua experiência etc. eu mesma tenho dúvidas até hoje sobre o meu preço. Mas aos poucos os nichos se formam e clientes e profissionais "se encontram". Para chegar a uma "nivelação" do mercado os profissionais poderiam, vez ou outra, dizer explicitamente o quanto cobram, para que possamos criar uma base de valores (digo base, porque outros fatores estão envolvidos, os custos podem variar de pessoa para pessoa).

    Mas, enfim, acho que quem paga por um valor tão simbólico sabe o buraco que tá se metendo. E quem cobra, da mesma maneira sabe o que tá fazendo. Ou não.

    • É um prazer receber comentários assim, calmos e lúcidos, que não chegam atirando e/ou acusando com raiva X ou Y…

      Obrigado, Priscila!

  • Engraçado que cada um defende seu pão. Sou designer e vejo um monte de gente (inclusive fotógrafos) fazendo logos e sites sem contratar profissionais. Existe faculdade pra se tornar designer gráfico, e aí, como fica?
    Hoje basta ter um PC, programas de imagem e já se acha designer assim como uns compram DSLR, lentes e já se acham fotógrafos.
    Vou me incomodar com esses clientes? NÃOOO….

    Quem procura fotógrafo barato e sem experiência quer um preço bom pra registrar o momento de forma que caiba no bolso. Esse cliente não é exigente e não tem senso estético. Quero esse cliente? NÃOOOO…

    Se a fulana desprovida de beleza sonha em ter um book, mas só tem 100 reais, quem vai realizar o sonho dela? Se o fotógrafo bonzão cobra seu valor justo, abre-se uma brecha de mercado. Aí entram os amadores, os curiosos, os iniciantes que se sentem inseguros. Afinal, não é fácil dominar tudo no começo e é melhor cobrar merrequinha do que fazer de graça.

    Como comentaram anteriormente, vejo muito fotógrafo enchendo a boca pra dizer que tem tantos anos de profissão, mas a foto é pior que um amador avançado. Não adianta nada entender tudo de equipamento e técnica se não existe um feeling artístico pra transformar o "registro" em arte.

    Assim como arte, foto é subjetiva. Uns vão achar linda, outros vão ficar dando pitacos dizendo que seria melhor se usasse uma luz assim, um rebatedor assado, blá, blá…

    A verdade é que profissional que se garante não se sente ameaçado por quem cobra barato.

  • Não sou um fotografo de eventos.as fotos que tiro, são meu entretendimento . Mas analisando as respostas obtidas,vou ter que mudar pois vivemos em um país de magnatas aqui não existem pobres todos tem maquinas das mais modernas de ultima geração DSLR . Pergunto a estes grandes fotógrafos se eles iriam tirar fotos para um book lá no interiorzão recebendo como pagamento um punhado de galinhas vivas mais um porco e de quebra um saco de milho,ou iriam subir de buzão o moro do alemão a noite para tirar fotos de um casamento .Com certeza estes profissionais iriam passar este trabalho para outro profissional , que iriam cobrar bem menos pelo trabalho e ainda ficar devendo favor pela indicação. Pessoal é muito fácil criticar e ver defeitos e nessecidades alheios.Seria melhor ser-mos todos políticos pois teríamos salários iguais entre nós.
    Trabalhei na aréa de ferramentaria ,e em todas as profissões existem a prostituição, me respondam já viram alguma vez uma moça rica se prostituir, ela não precisa, pois tem dinheiro é não tem dificuldade financeira, a moça pobre se prostitui para ficar com uma vida melhor.Não sei valeu o comentário.

  • Outro dia eu comprei uma câmera nova. Uma Canon T4i, minha primeira DSLR. Então quando falei que comprei, um colega perguntou: "É uma câmera profissional?", tive que responder que não deveria ser, pois passava a maior parte do tempo parada e só trabalhava quando eu saia com ela para me divertir. Eu sou um amador e sempre serei. tiro fotos para mim, como um alivio de stress até. Eu decidi que nunca irei fazer trabalhos profissionais, pois trabalho profissional de qualquer natureza pressupõe um mínimo de preocupação com aquilo que você faz. Então se um dia eu resolver ser profissional, acabara que o meu prazer ficará dividido com algumas preocupações, o que hoje não existe. Então minhas fotos são só minhas. Além de não suportar tirar fotos de pessoas… Reclamam demais…

    Quando vejo artigos discutindo demais o mercado profissional, fico sempre de alerta. Entendo que é necessário ter profissionais da fotografia, mas as vezes tenho a percepção de que alguns profissionais tem uma dose de pré-conceito com amadores, ainda mais se não fizeram cursos formais. As vezes mostro minhas fotos para alguém e me perguntam: Qual o curso que você fez, e eu digo: Nenhum. Eu tenho a capacidade de estudar por conta própria. Gosto. Talvez um curso fosse legal para trocar ideias, e um dia eu faça, mas até agora não precisei.

    • Não há por que ter preconceito com quem não fez curso formal específico de fotografia, visto que muitos profissionais tarimbados começaram numa época em que não existiam cursos de fotografia aqui no Brasil, e hoje já existem vários bons profissionais que sequer fizeram curso da área, mesmo já tendo disponíveis.

      Se as pessoas não perceberam bem ainda o valor dos autodidatas, é questão de mostrar que é possível fazer bem as coisas sem fazer um curso formal. Pode demorar mais a ter resultados consistentes, mas é possível, sim, hoje em dia.

  • Eu não me importo mais com esses prostitutos da fotografia. Sabe porque? Por que o que eles entregam para os cliente que os contratam valem mesmo 29,90! Então eu não me troco por um sujeito desse.

  • Nosso "negocio" é complicado. Não li todos os comentários, mas nos que eu li encontrei razão, erro, experiência, preconceito, falta de noção… em fim de tudo um pouco. Mas a principal lição foi nunca cair na besteira de criticar os preços dos outros. Nosso mercado tem de tudo, gente que tem fotografia no DNA e gente começando aos 50 anos porque se aposentou. Dos que tem a fotografia no DNA tem gente que ganhou seu estúdio do Vô e gente que ralou alguns anos pra realizar o sonho. Quando você ver um valor cobrado e sair xingando (ou ligando…) é sinal de problema, seu problema… Que direito tenho eu de chamar este senhor de prostituto??? Ele tem o custo dele e eu tenho o meu. E você o seu. O batido e forte termo da prostituição fotográfica é uma isca perfeita, até eu cai desta vez…

    • Lendo os comentários e refletindo estou sentindo que a melhor atitude é esta mesmo… ou algo próximo disso, coisa assim. Não vou apagar este artigo, porque acho que a discussão é bastante válida e deve ser lida pelos que passarem aqui (espero que leiam os comentários, como você fez!)

      Muito obrigado, Carlos!

  • Gostei muito do artigo…..fiz faculdade de ciência da computação na unesp…mas agora to curtindo fotografia ,as faz tempo que estou fazendo cursos para poder fz um bom trabalho….sou bom manipulados de Photoshop e existem vários fotógrafos por ae q cobram 100 a 300 reais por eventos e não sabem mexer nas fotos…ae o cara me passa as fotos para manipular e cobro 50 reais a hora ..100 fotos 3 horas …150 reais…ae ele me fala..cara mas cobrei isso pra fz as fotos,eu respondo…eu gastei 10000 pra fz os cursos da adobe e workshops….o cara não sabe o que e raw ,,,nada,,,,,fico triste. Q muitos são assim….E qto ao preço e Mtos que são tipo 7000 reais….se o cara for bom vale a pena….minha noiva gosta do alan elly e eu tb….o cara cobra caro mas adoramos o trabalho dele e vamós fz com ele….elemconquistpu o publico e vale….caso não goste do de 7000 tem Mtos por 400 incluído o álbum……

  • Bom, eu estudei fotografia por um ano, fora da faculdade via uma instituição de ensino a distância americana, estou começando e acredito cobrar um preço muito abaixo do praticado por outros fotógrafos da minha região que eu sei que são péssimos, mas acontece que 1-Como ganhar mercado? Cobrando menos que o famoso e gradativamente ir subindo o preço. 2-Groupon e Peixe Urbando são uma boa maneira de girar um capital e ainda divulgar seu trabalho para as massas. Concordo que R$25,00 é um absurdo, não é nem para quem paga, mas para quem cobra, porque você gasta isso de gasolina/condução até o local, acredito que tem de haver bom senso naquilo que é bom para VOCÊ, e não para os outros… crie um plano de investimento e recuperação de lucros e ponha em prática.

    Eu entendo a preocupação de um cara que cobra 5k em um casamento, enquanto eu cobrando 500 reais (apenas pelo serviço sem o álbum) posso teoricamente bater o trampo dele, mas essa fobia as vezes me irrita e me parece elitista para que os novatos nunca cheguem a lugar nenhum, porque eu duvido que esse cara que hoje cobra 5k, começou cobrando isso.

  • Poxa, eu amo fotografia, adoro o que faço, sou iniciante, estou fazendo cursos quando o meu bolso coopera, e parcelo meu simples equipamento até hoje (Canon T3i e Flash) nem comprar uma lente eu tive como.

    Mas é lendo textos assim que cada vez mais me desanima. Sou novata, preciso de experiencia. Ok faço de graça, daí vem um de vc's "super profissionais com faculdade e o bolso cagando dinheiro" dizendo que não é certo nem para ganhar experiencia. Então cobro só o suficiente pelo menos para pagar o meu deslocamento até o local e um almoço no bandejão. Ai mais uma vez vem mais um "super profissional com faculdade" dizendo que não pode que isso é quase o mesmo que se prostituir.
    Ok vou cobrar caro então. Ai meu cliente não gosta do resultado, sai falando mal, e vem mais um "super profissional com faculdade" falar mal pois estamos banalizando "seu trabalho", afinal estou entregando coisa de amador para um cliente e cobrando o mesmo preço que ele cobra. E como eles fizeram faculdade se sentem no direito de criticar a todos no ramo.

    Aqui no site existem ótimos artigos, mas sinceramente é com artigos como esse que me fazem abandonar cada vez mais o site, e seguir profissionais de verdade pelas midias sociais afora, os que NUNCA PRECISARAM DE DIPLOMA para ter um trabalho perfeito e não ficam se lamuriando por ai quando simples e pobres mortais como eu estudam em casa sozinhos para ter esse mesmo tipo de trabalho que eles tem.

    • Eu não tenho diploma de fotografia (e nunca disse tê-lo), e acho que ética independe de qualquer educação formal: ou você tem ou não tem, e é preciso ter bom senso para reconhecer que entrar numa corrida desenfreada por preços cada vez mais baixos não é ético. Os clientes querem isso? Pergunte se eles fariam o mesmo com seus trabalhos, simples.

      E todo trabalho tem sua parte chata e/ou "fria", que não é tão gostosa assim. Tenha a certeza de que não existe trabalho sem qualquer estresse ou preocupação. Quanto à sua insinuação de que eu ou alguém aqui fica se lamuriando pelos cantos enquanto você estuda, não vou nem responder.

  • Pra mim é tudo uma questão de ajuste de mercado… se tem quem cobra isso é porque quem paga não está nem aí pra qualidade mesmo, e qual o problema disso? Quem tem competência se estabelece, e quem tem um trabalho de qualidade pode continuar cobrando o seu preço que acha que deve.

  • O que mais me incomodou no artigo foi a comparação preconceituosa com a menina de programa! Que mentalidade mais tacanha!! Quanto ao preço do ensaio ou casamento ou seja lá o que for. Vocês, fotógrafos tão graduados, tão experientes, tão tudo não deveriam temer estes " aproveitadores" de ocasião pois eles têm vida curta no mercado.

  • Infelizmente é uma constante no mercado ver esses prostitutos venderem suas fotos como simples pedaço de papel. Como foi comentado no texto, o fotógrafo não acaba vendendo sua foto por R$ 1,06, mas sim por R$ 0,52, pq metade do valor é pago pra o site.
    Dá pra ficar pior? Dá!
    Fazendo "trabalhos" de graça pra divulgar o nome.
    Prefiro ser desconhecida(sinceramente) a me prostituir desse jeito.
    Sou da época do filme e hj, se vc quer me deixar irada, é pedir o arquivo do que não for usado.
    Eu sou fotógrafa, artista, não vendedora de papel.
    Tenho o direito de fotografar de graça? Tenho.
    Faço? Se quiser eu faço, mas nunca tentando me beneficiar. Posso fazer por prazer de fotografar puro e simples.

  • Esse texto é carregado de preconceito e elitismo. Que pena que tem "fotógrafos" que pensam assim. Com a popularização das máquinas fotográficas, e a tendência é de que se popularizem cada vez mais e mais, esse artigo é completamente canhestro (pra falar o mínimo).

  • Então quer dizer que eu tenho que dar o preço que todo mundo dá? Cara vcs são um bando de problemático. Não vivo de fotografar mas vejo vocês bigando tanto entre si que se não fosse o amor que tenho por essa arte não procuraria mais saber de fotografar. Vcs já não amam mais o que fazem, são como os jogadores de futebol que se vendem por qualquer valor a mais.

  • Eu não perderia meu precioso tempo para isso(ligar para a pessoa), achei humilhante e mostra uma certa prepotência e arrogância de quem escreveu. Grandes fotógrafos nao frequentaram faculdades, até porque o que eu compreendo é que esse tipo de curso chegou junto com a demanda digital. Fotografia é uma arte, e cada artista possui seu próprio talento e o seu próprio público. O que eu vejo hoje é que essa arte pode ser sim estendida a todos, ser menos segmentada e elitizada. Não sou adepta de compras coletivas,no entanto não tenho nada a ver com quem anuncia, como disse acima, cada um tem seu publico, e como sugestão deixo o texto abaixo que é muuuuuito mais coerente e convincente : .

  • Eu não perderia meu precioso tempo para isso(ligar para a pessoa), achei humilhante e mostra uma certa prepotência e arrogância de quem escreveu. Grandes fotógrafos nao frequentaram faculdades, até porque o que eu compreendo é que esse tipo de curso chegou junto com a demanda digital. Fotografia é uma arte, e cada artista possui seu próprio talento e o seu próprio público. O que eu vejo hoje é que essa arte pode ser sim estendida a todos, ser menos segmentada e elitizada. Não sou adepta de compras coletivas,no entanto não tenho nada a ver com quem anuncia, como disse acima, cada um tem seu publico, e como sugestão deixo o texto abaixo que é muuuuuito mais coerente e convincente : .

  • Eu não perderia meu precioso tempo para isso(ligar para a pessoa), achei humilhante e mostra uma certa prepotência e arrogância de quem escreveu. Grandes fotógrafos nao frequentaram faculdades, até porque o que eu compreendo é que esse tipo de curso chegou junto com a demanda digital. Fotografia é uma arte, e cada artista possui seu próprio talento e o seu próprio público. O que eu vejo hoje é que essa arte pode ser sim estendida a todos, ser menos segmentada e elitizada. Não sou adepta de compras coletivas,no entanto não tenho nada a ver com quem anuncia, como disse acima, cada um tem seu publico, e como sugestão deixo o texto abaixo que é muuuuuito mais coerente e convincente : .

  • Minha opinião é que tem muita gente "profissional" fazendo trabalho de merda, que não vale nem os 25 que o outro lá cobra, então o consumidor fica sem parâmetro e vai mesmo pelo mais barato. Isso vai mudar quando nós profissionais tivermos vergonha na cara e começarmos a entregar um trabalho que um amador nunca conseguiria produzir. Fica a dica… Profissionais… Sendo por amor, dinheiro ou por seja lá o q for, entreguem trabalhos de excelência a seus clientes para que esses caras de R$25,00 não sejam mais seus concorrentes.

  • Eu não vejo como prostituição, acho que todo mundo um dia "começou" na fotografia. Realmente os preços estão baixos, mas é porque a demanda de fotógrafos iniciantes esta muito alta.

    Eu sinceramente não vejo isso como uma ameaça ao meu trabalho. Eu pergunto a todos vocês profissionais, alguém deixou de contratar vocês porque escolheram um fotografo de 20 reais? Ou vocês estão "se doendo" por um cara que usa uma câmera qualquer no modo automático sem nenhum outro equipamento?

    Eu fiz cursos, participo de projetos, exposições, fiz pós-graduação e tudo mais e eu não vejo meu trabalho ameaçado, eu nem olho pra esse tipo de concorrência, porque meus concorrentes estão bem acima disto.

    Acredite, eu trabalho em diversos ramos da fotografia, a vantagem de ter fotógrafos assim é usar como exemplo para meus alunos, eu conheço uma pessoa, bem próxima a mim que fez o curso de fotografia e chega a ser ironico a historia, tem uma foto dele junto com outros alunos do curso de introdução a fotografia estava com data e hora, e aparece na timeline do Facebook dele uma semana depois ele se intitulando "fotografo profissional", eu vejo as fotos dele, continuam a mesma porcaria. Você acha que eu me preocupo com esse tipo de concorrência? Eu acredito que em alguns meses ou ate no máximo 1 ano ele desista disto, o bom é que eu compro equipamento desse tipo de pessoa, ja to de olho no SB900 dele que com certeza ele vai começar a vender os equipamentos quando ele desisti, ate porque o meu flash que uso atualmente comprei desta forma. Esta historia tem quase 2 anos e recentemente olhei as fotos no flick dele e continuam a mesma porcaria, com balanço de branco errado… Você acha que um cara desses vai crescer?

    Não se preocupem com esse tipo de "fotografo", não os vejam como ameaça porque sempre terá emprego para os bons fotógrafos, mas para os iniciantes que esta realmente se dedicando, será um grande problema e grande uma concorrência ate ele conseguir crescer e "passar" essas pessoas;

  • Não sou fotografa profissional, mas tenho buscado conhecimento e já tenho lido bastante sobre esse assunto. Dúvidas como quanto cobrar, para quais situações e etc. É só levarmos em consideração o quanto vale seu click. O quanto vale a sua Qualidade profissional, seu investimento gasto em estudo e conhecimento… Se você desvaloriza isso cobrando barato para ter quantidade e não qualidade do seu serviço prestado, com certeza terá mais prejuízo do que lucro, pois os seus clientes cobraram.. Ou como forma de um bom serviço ou como indicação. Antes de contratar um serviço temos que ver o custo-benefício. Será que o fotografo fará as fotos ao meu gosto (estilo)??, será que o preço dele eu posso pagar??? São perguntas que você, como profissional que almeja ser, deve se perguntar e pôr no papel. Temos que levar tudo em consideração. Bjs e Abraços!

  • Galera, vou fazer uma pergunta, e gostaria muito da resposta de todos:

    Mas qual é o preço justo? Para qual tipo de evento? Em qual bairro??????

    O que percebo é que os profissionais não falam sobre seus preços e os iniciantes/amadores ficam sem saber o que cobrar e acabam cobrando muito barato. Falo isso, porque me vejo na mesma situação, não sei se cobro barato ou caro demais para o meu bairro, mas também não tenho coragem de ligar para um colega de profissão e perguntar quanto ele cobra.

    Acho que devíamos nos unir mais e falar publicamento quanto cobramos para evitar esse tipo de publicação, pois não é a 1ª vez que leio sobre isso.

    Eu cobro R$ 400,00 pela cobertura fotográfica em festas infantis e com as fotos entregues em DVD (fotos tiradas em RAW e tratadas, entrego em média 200 à 350 fotos). Trabalho na Ilha do Governador – Rio de Janeiro e tem muitos aqui que cobram menos do que isso, mas não sei quanto cobram para fazer casamentos.

  • Há profissionais indesejáveis, bem como clientes indesejáveis. Acho que fotógrafos varejeiros são bem úteis para afastar esse tipo de cliente.

    Eu sou apenas hobbista, geralmente faço minhas coisas de graça para meus estudos, mas eu nunca fotografo de graça quem vem me pedir para ser fotografado. Eu escolho minhas vítimas sortudas, rs.

    Fala sério, a pessoa que não quer pagar e ainda acha que vai ter algo de qualidade não vai vir importunar quem trabalha sério e cobra o preço "justo".

    Então esses 'profiças' não estão roubando o lugar de ninguém, apenas atuando como filtro, o que não considero de todo o mal.

  • Perdão,,o "temos aqui",,,,estava falando da pagina onde estamos postando,,abs a todos.

    não li tudo,,vcs escrevem demais.r.s…abraços a todos..

  • temos aqui um curso de fotografia por 29 reais e temos outros por 700,,,,800 reais,,,acho que funciona do mesmo jeito,,nao sei quem eh o individuo dos 25 reais,,mas jah vi muita gente fazer isso soh pra se aproximar da pessoa e no final cobra quanto quer,,,jogadas de mercado,,,qto a faculdade,,,,os melhores do mercado não tem faculdade,,portanto.

  • Esta conversa é mais antiga que andar pra frente, faço páginas web desde 1999 e sempre escuto esta estória de profissionais resmungando sobre sobrinhos que fazem sites baratinho, tediosa conversa.

    O mercado se encarrega de filtrar, o cara que cobra 25 pratas num pacote de fotos provavelmente usa uma máquina amadora, não sabe nada sobre fotografia e é claro que seu trabalho vai ser um lixo.

    Por outro lado se uma popuzuda só tiver 25 merreis para fazer seu "buk" que sejam felizes, é óbvio que quem não tem dois mil reais nem para comprar uma geladeira nova não vai pagar isso para um fotógrafo porque foi "conscientizado".

    O cara que tá cobrando isso hoje pode vir a ser bom um dia, portanto relaxem, nunca vi um fotógrafo foda com esta preocupação.

  • Bom gente, desde Hamlet que existe essa questão adaptada ao nosso tema "cobrar ou não cobrar, eis a questão"

    Primeiramente vamos parar para refletir … se existe "profissional" cobrando barato, é porque existem pessoas dispostas a pagar barato. E podem ter certeza, vocês não vão querer um cliente desses pra vocês, pois esse vai ser o cliente que vai lhe dar trabalho.

    Eu também sou autodidata, como também ja fiz cursos (mas nada em faculdade), porém ainda não considero que meu trabalho esteja a nível popstar para cobrar 20.000 de um casamento, mas também não cobro R$ 20,00 pelo tal.

    Aqui em minha cidade existe "fotógrafo" cobrando R$ 50,00 para fazer aniversários, casamentos, etc … poderia passar o link dele para verem as fotos, mas é antiético fazer isso. Só digo que, apesar de ter equipamento semi-profissional, ele não sabe sequer regular o mesmo para trabalhar, e as pessoas o contratam e acham lindo.

    Conclusão, ele cobra pouco e "ganha" na quantidade. Ganha entre aspas, pois ele faz em média 500 fotos por evento, e toda a quantidade que ele faz e ganha, não cobre os custos. Uma hora a câmera dele vai chegar ao fim da vida útil, e os R$ 50,00 que ele cobrou por todo o tempo de uso, não paga nem a gasolina que ele gastou para ir até o evento.

    Problema também que esse tipo de profissional tampouco se dedica a editar as imagens na pós produção, e entrega e divulga o trabalho cru, como saiu da câmera, mal focada, mal enquadrada, cores super saturadas, imagens totalmente high key por não saber regular a potencia do flash. Tudo isso e os clientes dele acham lindas as fotos.

    O problema é que tudo isso, assim como a indústria menospreza a fotografia. Hoje em dia, que as fotos são quase que praticamente todas on line no facebook, um celular "meia boca", faz uma imagem com a mesma qualidade de uma foto feita com uma super câmera, pois com 72dpi não da pra ser ter qualidade. E isso banaliza o nosso trabalho, pois na cabeça do cliente comum que paga R$ 20,00 – R$ 50,00, porque ele vai pagar R$ 1.000,00 para um profissional se existem quem faz "a mesma coisa" mais barato, ou então se o celular novo que ele comprou faz fotos melhores do que esse último.

    Quem faz a clientela é o profissional. O cara que fecha um aniversário por R$ 50,00 com certeza ja foi a outro local cotar e cobraram caro dele. Porém como ele não pode pagar, ele vai atras do barateiro.

    O "careiro" vai ficar sem trabalho? NÃO, pois ainda existem pessoas que prezam pela qualidade.

    Os 2 terão trabalho sempre, pois tem cliente pra todos.

    Isso acaba de certa forma trazendo pessoas que antigamente não faziam fotos de seus eventos sociais a terem o registro dos mesmos, e uma hora ou outra essa pessoa, agora acostumada a ter fotos, vai ver um trabalho bem feito de outro profissional e vai questionar que também quer algo assim, e como o seu fotógrafo preferido não tem conhecimento e técnica para fazer, o cliente acaba migrando para outro nível de profissional.

  • Caros colegas fotógrafos e amantes da fotografia.
    Li o texto do João Vicente e a contribuição que posso deixar é a seguinte: entre outras coisas, também trabalho com design gráfico. Pude viver o processo de informatização da área nos aos 90 o que desempregou muita gente e permitiu também que outras pessoas, com pouco conhecimento de design e comunicação, viessem a produzir materiais de qualidade ridícula, mas que por incrível que pareça, existia demanda para aquilo e ainda existe hoje. Com a facilidade trazida pelos computadores e seus softwares, praticamente qualquer passou a conseguir produzir peças gráficas e audiovisuais. Hoje podemos ver peças criadas para TV, principalmente para o varejo, que arrepiam nossos cabelos pela rusticidade e pelo mau gosto. A fotografia está vivendo isso agora e existe mercado para tudo. Então entendo que o que vai acontecer é semelhante ao que aconteceu com o pessoal de design. Quem precisa de qualidade continuará pagando o preço justo pelo serviço e quem não precisar vai experimentar um mercado adequado à sua cultura.
    Minha dica é a especialização e a busca por mercados onde os consumidores tenham afinidade com o tema da fotografia, arte, marcas, beleza, moda e etc.
    Nota: por volta de 1900 George Eastman, criador da Kodak, lançou as máquinas fotográficas que qualquer um poderia manusear, com o seguinte slogan: “Você aperta o botão, nós fazemos o resto”. Este tipo de reclamação já havia iniciado nesta época.
    O processo é inevitável! Boa sorte para todos!

  • Quanta bobagem.
    O cara viu que alguém no "Facebook" ofereceu um book com 15 fotos por 25 reais.
    Parem para pensar: Quem quer book?
    Na maioria garotas!!!!!!!!!!!!
    Está na cara que o "fotógrafo" em questao quer apenas fotografar umas "gatinhas".

  • Bom dia, esse assunto e mesmo complicado. Fazendo uma comparaçao ,nao vejo diferença entre "profissional e amador" a fotografia para mim é sentimento .Sendo assim ,nao tem preço nao tem tabela e puro mercado.Esse preconceiito com amadores e covardia intelectual.
    Para mim "prostituta cobra barato. E garota de programa cobra caro" Simples assim….o trabalho e o mesmo a finalidade e sobreviver no mercado.
    Então "profissionais" , relaxem e aos "Amadores" Gozem….

  • Como começar ? concordo com o comentário e direi que realmente nesta vida á muita sacanagem,compreendo a revolta de quem se licenciou,de quem gastou e gasta mt dinheiro em equipamentos, especialmente quem é profissional, mas como mudar! penso que é muito difícil,então direi aqueles que fazem bons trabalhos que continuem a fazer e cada vez melhor, porque só assim é que se pode combater os pobres de carácter e maus profissionais se é que assim são

  • Se a preocupação é com o fotógrafo que está "dando" seu trabalho, a matéria é válida. Mas se a preocupação é com o seu mercado, amigo, digo-lhe que quanto mais fotógrafos como este, melhor. Pois o cliente que paga ele nunca seria seu cliente. Agora, se ele cobrar mais caro e puder comprar equipamento igual ao seu e fazer os mesmo cursos que você, aí sim você tem um concorrente. Então, volto a afirmar, se a preocupação é com ele, ok. Mas se for com o seu mercado, pode ficar tranquilo e torça para que apareçam mais.

  • 2- Preço e público alvo resolvidos, nos deparamos com o nosso segundo dilema e acredito o mais difícil de resolver. Como vamos divulgar nosso trabalho e ingressar no mercado?

    Esse assunto é bem polêmico e espero mais uma vez, não ofender ninguém com minhas opiniões. Porque no final das contas é só uma opinião e uma experiência (mesmo que curta) que gostaria de compartilhar, pois cada um sabeo quê e como direcionar a sua carreira e eu não sou a juíza do mundo, longe de mim afirmar o que é certo ou errado. Como diria um grande filósofo: cada um no seu quadrado!

    Pois bem, realizamos que não tínhamos um portfólio pra mostrar e ninguém nesse mundo de meu deus contrata e paga (bem caro por sinal) por serviço que não conhece e nunca viu mais gordo!
    Então resolvemos fazer alguns trabalhos de graça sim! Até pra adquirirmos experiência sobre como agir antes, depois e durante as famosas "apertadas de botão"!

    Aprendemos que fazer boas fotos é a parte mais importante lógico, mas, apenas uma parte do processo. Adquirir uma postura profissional contundente chega bem perto em importância das fotos boas. E isso se adquire com experiência, é algo que se aprende, não nasce com você.

    E é lógico também que não fizemos um anúncio no facebook do tipo:" Aê! Quem qué tirar foto de graça pá ajudar as amiga?"

    Escolhemos pessoas bem específicas e "presenteamos" essas pessoas com um book fotográfico. Sendo essas pessoas muito bem instruídas para que não saíssem gritando aos sete mares coisas do tipo:" minina, fiz de graça com as colega aí!"

    E deu super certo! Tívemos uma super divulgação, até mais do que a gente previu, e isso quer dizer que as meninas ficaram muito satisfeitas com nosso trabalho e fomos muito elogiadas! E as primeiras pessoas interessadas já apareceram, entre amigos e desconhecidos que já estão nos procurando, chegaram até nós pedindo orçamento, perguntando quanto custa, e não pedindo pra fazer book de graça.

    Resumindo

    Fizemos fotos de graça sim, pra começar com um portfólio legal. E quando apareceram clientes "pagos", podemos cobrar o preço que a gente acha que é justo, pela qualidade e exclusividade do nosso trabalho!

    Outra coisa que também acho que foi importante pra nós. Sabe aquela coisa do público alvo? Pois é, as pessoas que eram escolhidas para serem "presenteadas", não foram escolhidas à toa, mas já tendo em mente o nicho de mercado que iríamos atingir. O que nos ajudou muito com relação aos orçamentos que tínhamos em mente.

    Bom, é isso! Espero ter contribuído de forma positiva pra essa discussão!

    Abraços

  • Gente, gostaria de dar minha contribuição para esse assunto tão polêmico e que parece não ter fim no ramo da fotografia profissional: cobrar ou não cobrar, cobrar pouco, cobrar muito, cobrar justo.

    Bom, não tenho faculdade de fotografia, na verdade minha formação é de antropóloga e minha relação com a fotografia começou na faculdade. Paguei algumas cadeiras de antropologia audiovisual e simplesmente me apaixonei pela arte fotográfica! Desde então (mais ou menos uns 5 anos), venho fazendo cursos e mais cursos, workshops, viajando, procurando, estudando… E sim! Gastei tudo o que eu tinha e o que não tinha para pagar todos esses cursos, livros, viagens, equipamentos, etc.

    Há cerca de um mês atrás resolvi me jogar de vez nesse mundo cão da fotografia profissional (isso depois de muito tempo fotografando, estudando e pesquisando, pra ver em que área eu me encaixo melhor). Resolvi me juntar com uma amiga, que também está iniciando na profissão, arrumamos uma maquiadora e resolvemos fazer books. E aí nos deparamos com vários dilemas/dúvidas:

    1-Quanto cobrar?

    2-Como ingressar no mercado?

    1-Pensamos que conversando com outros fotográfos a gente poderia ter uma luz sobre isso, mas acontece que essa luz não apareceu, talvez não sabíamos como perguntar, mas enfim, não apareceu. Então a saída que encontramos foi conversar com amigos e familiares que já contrataram serviços fotográficos e perguntar quanto pagaram por eles e em seguida dá uma olhada no trabalho e ver em que tipo de serviço/qualidade a gente se encaixava, tiramos uma média disso e fizemos uma tabela que acreditamos ser justa e de acordo com os serviços oferecidos. E é óbvio que a gente não cobra 29 reais por esses serviços, não porque a gente acha que é prostituição, mas sim porque consideramos sim a grana investida em cursos e principalmente em equipamentos e acima de tudo o nicho do mercado que queremos atingir.

    E essa é a primeira contribuição que gostaria de dar, como inciante no mercado fotográfico:

    – Pense sempre que quando você começa cobrando um preço, você vai atingir uma clientela específica, então preste atenção e tenha isso bem resolvido em sua mente quando for definir preços, Porque é muito improvavél que você consiga sair desse nicho futuramente. O nosso amigo que tá cobrando 29 reais num book, está atingindo um público bem específico e que talvez não poderia fazer um book de outra forma/leia-se outro preço. Mas esse mesmo amigo, provavelmente, nunca vai trabalhar pra alguém que pode pagar 1.000 por exemplo, porque esse cliente vai ter acesso a outros fotográfos e outros portfólios, ou seja, outro nicho, outro tipo de serviço, que esse nosso amigo não faz parte.
    Isso se chama fetiche da mercadoria. Você vende não apenas fotos, mas um estilo de vida, de trabalho e tudo o que está por trás do preço do seu produto, que não é só equipamento. Você quer vender Gucci ou C&A?
    Tenha isso em mente quando for definir os seus preços.

    Ah! Li alguns comentários sobre preço por clique. Sem querer ofender ninguém, mas, na minha humilde opinião de iniciante, o clique é a parte mais fácil da fotografia. Pressionar o dedo no botão é o que menos importa pra mim, é tipo uma consequência de todo um trabalho que começou bem antes desse clique. Sinceramente, não conto quantas vezes apertei o botão e muito menos cobro por cada "apertada", porque o meu trabalho é o conjunto de tudo, desde a maquiagem e figurino, localização, toda a pesquisa que fiz previamente sobre meu/minha cliente pra que o trabalho seja algo exclusivo e satisfatório, pensar cenário e composição e até poses bem antes de a cliente está ali na minha frente. E ainda todo o trabalho de edição de imagem depois dos cliques. Então eu cobro por todo o meu trabalho, que eu considero exclusivo e bem pensado especialmente para o/a cliente em questão. A quantidade de vezes que aperto o botão, de fato, não importa muito, até porque entrego todas as fotos que ficaram boas, não importando o número de fotos tiradas. Sendo assim, meus/minhas cliente pagam pelo conjunto da obra e não pelos cliques ou quantidade de fotos.

  • Quem escreveu esse(s) texto(s) não tem a menor noção de como funciona um mercado capitalista.
    Não há qualquer tipo de prostituição no que o cidadão faz. Ele só está tentando manter uma empresa aberta. E nessa, quem oferece a melhor qualidade pelo menor preço ganha o cliente. E caso o preço seja ainda superior ao que é oferecido, a pessoa quebra.

    E não, isso não vai tirar o seu trabalho. Quem paga pelo serviço do cidadão nunca pagará pelo teu serviço porque esses clientes priorizam custo a qualidade. No caso, o cidadão só está oferecendo o que o mercado está cobrando, fotos — não necessariamente boas — a um baixo custo. Este cidadão só será seu concorrente se suas fotos forem da mesma qualidade que as fotos dele e seu preço mais alto. E se for esse o caso, o erro é teu por oferecer um produto a um valor maior do que ele realmente vale e não o dele por baixar o preço.

    Vale lembrar que o mercado devora quem não se adequa. E quanto mais tempo você (os autores dos textos) ficarem se lamentando por isso, mais próximo de sair do mercado por inadequações você ficará.

  • Boa noite , olha de Boa quem cobra R$25,00 por 15 Fotos , Quando sera que Ele vai comprar uma 50 mm isto e se Ele sabe o k e isso kkkkk

  • Sou fotógrafo profissional há mais de vinte anos.
    Além da fotografia, dou aulas em cursos de fotografia de 3 instituições e tb para as turmas de pós graduação de uma universidade.
    Tenho duas faculdades, Administração e Direito, mas nenhuma na área fotografia. Aqui, sou autoditada como mencionou o Willian.
    Participei e ainda participo de vários workshops e palestras com os profissionais que admiro e quero saber mais do trabalho.
    Ter a humildade para saber que nunca estamos 100% prontos é que promove o crescimento contínuo.
    Não gosto de falar sobre preço ou julgar o trabalho de alguém.
    Não sei qual o motivo para o fotógrafo que gerou esta discussão, cobrar o que se propôs.
    Só tendo conhecimento sobre o que ele precisará fazer com o dinheiro ganho, para ter ideia se o valor é muito ou pouco. Tem filhos para sustentar? Aviso de despejo da casa onde mora? Alguém doente na familia?
    Para nós que estamos de fora da real situação fica fácil dizer que o que ele está cobrando é pouco, mas vamos fazer algumas comparações com exemplos fáceis de observar no mercado para ter a ideia do que foi levantado:

    – Fotógrafo de casamento como eu, que cobra R$2.000,00 de mão de obra para entregar aprox 1.500 provas, recebe R$ 1,33 por click.
    – Fotógrafos de casamento que são meus concorrentes e que sei que fazem o mesmo por R$900,00 para uma quantidade ainda maior de fotos, média de 2.000, recebem R$0,45 por click
    – Fotógrafo freela que cobra R$ 350,00 num casamento e entrega uma média de 1.000 fotos, está recebendo R$0,35 por click
    – Fotógrafo que faz book e cobra R$ 250,00 por uma sessão com 200 fotos, recebe R$1,25 por click (e não estou considerando que mtas vezes entrega 10 ampliações 15x21cm)

    Enfim, poderia dar inúmeros outros exemplos para fazermos uma relação comparativa e tentar entender o valor de R$1,06 por foto do colega mencionado.

    Amigos, o que gostaria de dizer aqui é que a verdade do mercado é que sempre aparecerá alguém para fazer melhor que vc cobrando menos. O que levará alguém contratá-lo, é o que vc oferece de diferencial.

    Já fechei casamento pq o casal foi com a minha cara. Isso mesmo, o trabalho nem foi decisivo mesmo que eu tenha tentado mostrar que há qualidade no que entrego.

    O certo é provocar consciência através do exemplo.
    Faça a sua parte que outros o seguirão.

    Eu tenho mostrado um pouco disso para meus alunos, afinal, não há lugar melhor para mudar um mercado do que nos cursos para aqueles que estão buscando ingressar nele.

    O que peço é que antes de criticarem, seria interessante dizer para o referido profissional se aceitaria conversar para tentar ajudá-lo. Talvez ele não tenha ideia de como montar uma planilha de custos, e imagine estar ganhando dinheiro cobrando o que cobra.
    As vezes precisa de outra coisa, sei lá, conversar para saber que pode ganhar mais fazendo o mesmo.

    Gostaria de aproveitar o espaço para convidar os fotógrafos de Curitiba, a participarem dos encontros promovidos 2vezes ao mês pelo Museu da Fotografia de Curitiba. Quem sabe levar estes assuntos para serem discutidos com outros profissionais, possa fazer a diferença para aqueles ou para vc mesmo.
    Para saber mais: Acesse o grupo E POR FALAR EM FOTOGRAFIA… no facebook.

    Agradeço pela oportunidade de manifestar e espero ter colaborado.
    abs e ficarei à disposição

    RICARDO AKAM

    • É isso… não sou fotógrafa, sou "aprendiz de amadora" (estou tentando aprender) e fico boba, não só com essas "ocorrências" no mercado fotográfico como em outros "mundos". Hoje soube que existe advogado cobrando R$ 25,00 para "fazer" uma audiência… eu, no meu mundo jurídico, fiquei pasma! Não dá para pagar nem o estacionamento próximo aos foruns, juizados, tjs… porque em SSA não existe sistema de transporte que permita o deslocamento rápido de um local para outro, nem de bike (ainda ausência de ciclovias permissivas)!
      É a prostituição completa da advocacia… enfim, ainda existem seres pensantes e exemplos a serem seguidos. Preciso acreditar nisso…

    • Parabens Ricardo Akam! você falou tudo! só pq uma pessoa cobra barato por seu produto não faz dela uma prostituta. eu amo fotografia mais infelizmente não tive oportunidades e nem dinheiro para estudar e fazer uma faculdade de fotografia ou ater um curso barato de algum ¨prostituto¨, e muito menos dinheiro para compra os equipamentos que são caríssimos, sou apena uma vendedora que ganha 1% nas vendas que faz, no máximo um salario mínimo por mês, mãe de dois filhos. mas não desistir do meu sonho e estou na luta, no tempo que tenho livre depois de fazer tds minha tarefas de mãe, dona de casa, esposa e vendedora em uma ótica, eu corro para o computador e fico ater tarde vendo videos no youtube e em vários sate de fotógrafos que admiro lendo, apendendo td que posso para que um dia eu possa me torna uma fotografa que sonho em ser. comecei com uma camera compacta Sony, depois Câmera Nikon Coolpix P510 , tirando fotos de graça para apender e cobrando baratinho para poder compra a próxima e agora comprei a Câmera Canon Eos 70d Lente 18-55 Stm +32gb + Bolsa +tripé graça, a meu maravilhoso Deus!! sei que nem chego perto dos profissionais que admiro mais vou aprendendo devagarinho um dia chego la kkk… ja me ofereci para trabalhar de graça para fotógrafos q admiro em minha cidade só para aprender as vezes recebo silencio kkk as vezes não, e ater agora nunca um sim kk mais td bem minha mãe me encenou que miguem morre pq recebe um não, mais se pedir, vc pode receber sim e que vc só não consegue se não tentar . e assim estou indo tem um mês que fiz minha fanpage. https://www.facebook.com/aurybrazphotography/ e suas palavra me deixaram feliz de saber que tem pessoas tão importantes nessa area e pensa assim. voce é um ser humano do bem de verdade que se preocupa em ver o lado do outro e não de julga as pessoas como o caro colega ai! obrigada por escrever td essa deságuem. se tds fizessem a sua parte na vida com amor o mundo seria bem melhor. Ps: quem sabe um dia posso fazer um curso com vc.

  • Concordo com muitas coisas descritas no artigo.
    Porém, antes de mais nada quero fazer uma pergunta.
    Um fotógrafo tem que realmente ir a uma faculdade para ser um bom fotógrafo? não pode ser um autodidata? Não pode estudar em casa, passar horas e horas lendo artigos e vendo vídeos para aprender cada dia mais?
    Não acredito que é um diploma que vai dizer se ele esta apto a se denominar um fotógrafo, não é o diploma que vai dizer se ele sabe mesmo fotometrar e editar uma foto na medida certa, e não é um diploma que vai dizer o quanto ele pode cobrar.
    Concordo que temos todos que nos respeitar, dentro desta profissão. Como um fotógrafo amador não pode cobrar uma mixaria para fazer um trabalho, os fotógrafos profissionais tem que respeitar aqueles que NÃO tem diploma e ainda sim tem um grande conhecimento e uma ótima fotografia, porque estudaram e correram atrás para aprender como funciona o mundo da fotografia.

    Acima de tudo RESPEITO…

    Quero deixar dito que não sou fotógrafo profissional, não ganho dinheiro com a fotografia. Fotografo por amor a esta arte, fotografo porque isso me faz bem. Mas se um dia eu trabalhar com isso, pode ter certeza que vou valorizar o meu trabalho cobrando o valor justo.

    Desculpa a intromissão no assunto, mas deixo aqui como um comentário.
    Um grande abraço a todos.