O rebatedor – experiências 4.5/5 (6)

A hora de ouro sempre procurada por fotógrafos que fazem ensaio em externa, nem sempre está disponível quando precisamos dela. Às vezes, marcamos ensaios nos horários mais impróprios, por conta da disponibilidade nossa ou do cliente e encaramos um sol escaldante de 3 horas da tarde, que tem uma luz dura e projeta sombras indesejadas.

Como burlar isso?

A menos que não seja sua intenção, provavelmente o fotógrafo irá procurar a luz mais suave para fotografar seus retratados. A luz suave é mais difusa e provoca menos sombras, deixando a pele com aquelas imperfeiçõezinhas menos a mostra. Para conseguir ela, existem diversas maneiras. É possível usar equipamentos de iluminação ou mesmo fotografar em um dia nublado, quando a luz do sol é difundida pelas nuvens e não incide diretamente em cima de nós, o que em compensação deixa as fotos com menos brilho, mas garante a suavidade da imagem.

Além disso, uma outra maneira, é aproveitar essa luz dura que incide, rebatendo um pouco dela na direção desejada, no caso a pessoa retratada. Isso é possível fazer utilizando um rebatedor. Esse rebatedor não precisa ser somente esses que vendem nas lojas de fotografia. Na realidade, o rebatedor nada mais é que algo que reflete a luz, então tudo que reflete essa luz na direção que você quer, pode funcionar como um rebatedor.

No início da minha trajetória tentando entender os caminhos da luz, eu fiz inúmeros testes infelizes e que não resultaram em praticamente nada. Comprei isopor, colei papel alumínio e pesquisei muito. Acontece que meu grande erro nisso tudo, foi no tamanho desses meus rebatedores caseiros. Sim, como falei anteriormente, é possível utilizar qualquer coisa que de alguma maneira direcione a luz onde você quer, no entanto isso precisa ter um certo tamanho para que uma luz razoável seja direcionada, caso contrário não será possível ver a diferença. Pode usar isopor, lençol branco e qualquer outra coisa que se descubra por aí, desde que tenha um tamanho que faça diferença.

Então, nisso, pesquisei e acabei comprando um trio de rebatedores, que vem um dourado, prata e branco. Nas minhas economias, decidi comprar um redondo que era pequeno, mas foi o vendedor da loja que me alertou sobre o tamanho, (ainda bem), e comprei um maior.

Segue abaixo a minha experiência com eles.

Nas duas fotos abaixo utilizei o rebatedor direcionado para a modelo.

Amostra usando Rebatedor

Na primeira, é notável uma luz mais suave, mais difusa. Nessa utilizei o rebatedor branco.

Na segunda, utilizei o rebatedor dourado. É possível notar muito mais brilho na imagem, bem como um aquecimento na temperatura da cor. Mesmo as duas fotos já sendo tratadas.

Para o propósito que eu tinha, que era fotografia de gestante, me agrada muito mais o primeiro. A suavidade da luz combina com a suavidade da maternidade.

Mas o dourado, poderia muito bem combinar com um outro momento, como imagens de moda, femininos ou o que sua criatividade permitir.

Segue mais um exemplo, com os dois diferentes rebatedores.

amostra2

O princípio para mim é sempre o mesmo. Desde que se entenda como a luz funciona e o que ela pode te proporcionar, qualquer objeto pode virar equipamento de iluminação. A luz é luz e não interessa da onde vem, só precisa saber usar.

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Carla Pedraça

Formada em Psicologia e fotógrafa lifestyle de crianças e famílias em São Luís do Maranhão. Começou a fotografar em 2011, mas assumiu a carreira profissionalmente apenas em 2014. De lá pra cá, se especializou em fotografar o mundo infantil e suas famílias. Registra em suas fotografias o momento instântaneo e verdadeiro, de uma maneira mais real e menos produzida.

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