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Entrevista a Robison Kunz

Olá pessoal, retomando nossa pauta sobre o Congresso Wedding Brasil 2013, desta vez conversei com o fotógrafo revelação Robison Kunz.

Jovem e com um super astral, conheci-o pessoalmente há alguns dias em São Paulo, aonde tive a oportunidade de confirmar que além da imagem de bom moço, ele realmente é o que aparenta ser: carismático e bom de conversa, conta aqui um pouquinho de sua trajetória e falará também sobre os planos de sua apresentação no palco do WB. Brincadeiras à parte, o cara manda muito bem em sua fotografia de autor, tema principal de sua palestra.

Em Busca da Fotografia Autoral – Identidade Fotográfica – Quarta-feira – Dia 24 de Abril de 2013 •  das 11h30 às 12h30.

Com a palavra Robison Kunz.

Julio Trindade: Robison, conte um pouco sobre sua trajetória, referências e como chegou na fotografia de casamentos?

Robison Kunz: Bom, na verdade nunca sonhei com a profissão que tenho hoje. Quando criança, umas das únicas certezas que tinha quanto ao meu futuro, era que não pretendia ser fotógrafo! Sabem aquela clássica pergunta: O quê você quer ser quando crescer? A minha resposta era como a da maioria: Não sei. Só sabia que não queria ser fotógrafo!

Isso tem uma explicação. Eu sou filho de fotógrafo e fui criado nessa vida corrida, sem finais de semana e naquela época, sem retorno financeiro que justificasse essa loucura toda. Acabei passando a minha infância um pouco distante dos meus pais pela correria que eles viviam no seu dia-a-dia de trabalho.

Mas como a vida gosta de nos testar, pregar peças e às vezes virar tudo de cabeça para baixo. Ocorreu de meus pais também já cansados dessa vida resolveram cortar os laços com a fotografia, venderam a empresa e nos mudamos de São Paulo das MIssões-RS para mais próximo da região metropolitana da capital do Rio Grande do Sul (Picada Café – a 80 Km de POA-RS). Nesse meio tempo, fui estudar em um colégio interno, onde além do ensino médio normal, cursava também magistério! Quando voltei para casa depois de formado, meu pai ja cansado da vida sem finais de semana, resolveu reabrir o estúdio dessa vez em Picada Café. Mesmo sem querer, acabei me envolvendo com os trabalho do estúdio, até ser praticamente forçado a fotografar o meu primeiro casamento, o que me fez estar aqui até hoje. A única diferença é que hoje sou loucamente apaixonado pela minha profissão!

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JT: Qual o seu diferencial, fale porquê os casais querem ou até “devem” lhe contratar?

Robison Kunz: Acredito que o meu diferencial começou quando ainda era criança, não querendo ser fotógrafo, nem fazer o que todos faziam. Foi quando fotografei meu primeiro casamento que experimentei isso e senti que era possivel se apaixonar pela profissão e fotografar o que eu mais gostava, o que me emocionava, o que me fazia rir e não apenas o que os noivos costumavam pedir. Quando decidi que iria parar com a birra de não ser fotógrafo, criei algumas regras que levo comigo até hoje! Uma delas e talvez a mais difícil de cumprir, foi o que me trouxe até aqui: “Nunca voltar para casa com um material igual que eu já tenha feito um dia”. Essa era uma das regras, e é isso que eu faço, NUNCA volto para casa com o mesmo material, não importa se a locação é a mesma, a história é parecida, fotografamos pessoas, e pessoas são diferentes em sua natureza, precisamos buscar essas diferenças em todos que fotografamos!

JT: Estar em uma cidadezinha pequena como Picada Café no interior do Rio Grande do Sul é uma dificuldade ou uma vantagem? Explique como conseguiu destaque nacional através de suas mídias sociais?

Robison Kunz: Assim como tudo na vida, há o lado positivo e o lado negativo. Comecei aqui, no porão da nossa casa com o estúdio criado pelos meus pais, e a mais ou menos 2,5 anos atrás quando resolvemos construir um novo estúdio, tive que tomar uma decisão: consolidaria minha carreira em Picada Café, ou iria para uma cidade maior. Pensei bastante, pesei os pontos positivos e negativos e optei por ficar aqui mesmo. Tomei essa decisão em cima do meu trabalho. Olho pra ele e percebo que tem o meu estilo, minha forma de ver a vida e a minha autoria. Vendemos emoções, sentimentos e a fotografia tem o poder de tocar no ponto fraco das pessoas, e ao sentirem isso irão me contratar. Indiferente de onde eu esteja, basta essa pessoa ver e sentir isso no meu trabalho, e é aí que entra a internet e as redes sociais! Com elas estou em todas as partes e quem realmente for tocado com o meu trabalho, me contratará!

Assim levo a minha vida. Em uma cidade super pequena, mas com uma qualidade de vida sem igual. Indo e voltado do estúdio a pé, almoçando em casa, enfim, vivendo um ritmo totalmente diferente de uma grande metrópole!

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JT: Na edição anterior, você participou do Núcleo de Tecnologia. Achou isto determinante para estar no palco principal nesta versão do Wedding Brasil 2013?

Robison Kunz: Sem dúvida! Nem todos conseguem ensinar o que realmente sabem, ou seja, experiência agrega muito no momento de passar com didática tudo o que nos inspira. Fui me acostumando com a idéia aos poucos, logo surgiram outras oportunidade que agarrei para pegar chão, sentir confiança e ter coragem de aceitar tamanho desafio. Sentir aos poucos o tamanho e a força desse Congresso com certeza me deu confiança e tranqüilidade para aceitar o convite de subir no palco principal!



JT: Qual a importância de um congresso como o Wedding Brasil 2013 para a fotografia de casamento em nosso país?

Robison Kunz: O Wedding Brasil em especial é meu xodó, é simplesmente sensacional, comecei a minha carreira como fotógrafo praticamente junto com a primeira edição do Wedding Brasil. A evolução não só minha, mas de todo o nosso país desde o primeiro evento é evidente. Se hoje nós brasileiros estamos aos poucos conquistando nosso espaço na fotografia mundial, muito devemos a este congresso, pois antes de tudo a Editora Photos acreditou em nós fotógrafos, em nosso potencial, arriscaram e graças a Deus acertaram! Agora mais do que nunca chegou a minha vez de agradecer com todas as minhas forças por tudo que esse congresso me proporcionou. E darei o meu máximo para motivar, inspirar e fazer com que mais pessoas evoluam, assim como aconteceu comigo!

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JT: Nesta edição você falará sobre fotografia autoral. Um assunto bastante pertinente, principalmente nestes dias de imagens pasteurizadas, muitos clichês e pouca originalidade.

Robison Kunz: Exato, esse é um assunto no mínimo intrigante! Podemos dizer que o termo “fotografia autoral” está na moda, cada um com a sua opinião e método, mas uma coisa é certo: fotógrafo que não é autor nos dias de hoje, não irá longe. Não são apenas os fotógrafos que estão cansados dos velhos clichês, de ver as mesmas fotos, as mesmas histórias. Os clientes também estão se sentindo assim, e cada dia aumenta a procura por algo que tenha coração, que tenha um estilo, que tenha uma linguagem própria e que defenda seus princípios… O famoso fotógrafo “Maria vai com as outras” está com os dias contados. Fotógrafo que agrada todos os cliente não irá longe. É preciso focar, e não apenas na câmera, mas focar no que você gosta, na forma que você quer contar a sua história! Tenho certeza que há pessoas suficientes nesse mundo que gostam das mesmas coisas que eu, que admiram, vivem e levam o mesmo estilo de vida que a minha. Tenho certeza que essas pessoas que pensam parecido comigo, ao me conhecerem irão querer me contratar por pensarmos muito parecidos, são esses os clientes que vão “lotar” a minha agenda, e pagar por aquilo que eu amo fazer!

JT: Desejo-lhe sorte na sua palestra e gostaria que deixasse seu recado para os leitores do Fotografia-DG e para os congressistas do WB 2013 que irão lhe ouvir.

Robison Kunz: Obrigado Julio, foi um prazer ter sido convidado para essa entrevista, espero que essa leitura tenha agregado na vida de cada um dos leitores do Fotografia-DG, e quem tiver a oportunidade de ir ao Wedding Brasil 2013 vá com o coração aberto, esqueça o EGO em casa e permita-se ser surpreendido.

Tenho certeza que assim como eu, todos que lá estarão darão o seu melhor, o máximo para que todos nós, juntos, elevemos ainda mais o nível da nossa fotografia! Será um prazer tê-los me ouvindo, e tenho certeza que irão curtir demais a palestra! Grande abraço!

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