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Entendendo as siglas das objetivas e sistemas

Algo que acarreta muitas dúvidas aos fotógrafos, iniciantes ou não, são as diversas siglas e nomenclaturas que definem principalmente as características das objetivas de diversas marcas existentes no mercado.

Entendendo as objetivas

O “nome completo” de uma objetiva costuma ser algo assim: Nikon 18-105mm f/3.5-5.6G AF-S DX ED VR.

Objetiva Nikkor 18-105mm

Objetiva Nikkor 18-105mm

Esse importante detalhe pode vir escrito tanto no corpo da objetiva (exemplo acima) como na borda da mesma. Também poderá estar gravado em ambos os locais.

Vamos então decifrar cada um desses hieróglifos”.

Objetiva Nikkor 18-300mm

Objetiva Nikkor 18-300mm

No exemplo acima, Nikon é a marca da objetiva.

18-300mm são as distâncias focais mínima e máxima que a objetiva pode atingir. Neste caso, a mínima é 18mm e a máxima é 300mm. Dividindo a distância focal máxima pela mínima podemos descobrir a quantidade de zoom óptico que a objetiva nos oferece.

f/3.5-5.6 é a abertura máxima que a objetiva consegue usar em cada distância focal, mínima e máxima. Ao invés de “f/”, por vezes pode estar “1:” no começo, ficando com o formato 1:3.5-5.6. O significado é o mesmo. No exemplo citado, a distância focal mínima é 18mm e a máxima 300mm. Isto significa que deixando a objetiva em 18mm, a abertura máxima que conseguimos usar é f/3.5. Já deixando em 300mm, f/5.6.

Os detalhes citados até aqui estão presentes em todas as objetivas, já os próximos, em cada tipo e marca de objetiva podem existir ou não uma ou outra abreviatura que define um recurso incluso na objetiva.

No caso do exemplo acima, de uma objetiva Nikon, a letra G significa que a mesma não tem anel de controle de aberturas e é própria para o uso com câmeras que permitem o controle da abertura no próprio corpo.

AF-S significa que o foco é conduzido por um motor silencioso contido na própria objetiva. Objetivas AF-S são as mais indicadas para as DSLR de entrada, que normalmente não possuem motor de foco interno.

DX é uma objetiva projetada exclusivamente para as câmeras que possuem o sensor do tamanho DX, com o fator de corte de 1.5x. Menor e mais leve do que objetivas FX. Em geral elas não são utilizáveis nas câmeras com o sensor Full Frame.

ED obetivas com esta sigla possuem um vidro de alta qualidade que corrige a aberração cromática, um tipo de distorção de imagem e cor que ocorre quando os raios de luz de vários comprimentos de ondas passa através do vidro ótico e não convergem ou entram em foco no mesmo ponto.

VR essa objetiva possui redução de vibração, que minimiza o borrado na imagem causado pela tremura da câmera.

Temos, portanto no exemplo informado, uma objetiva Nikon, com zoom de 18 a 300mm, f3.5 e f5.6 são as abertura máximas que a objetiva consegue usar em cada distância focal, mínima e máxima (18mm e 105mm). O seu controle de abertura de diafragma será realizado no corpo da câmera. Possui foco automático incorporado. É apropriada para uma câmera com sensor DX e foi construída com vidro de alta qualidade que corrige aberrações cromáticas.

Agora que você já sabe onde encontrar e como decifrar a sopa de letrinhas que estão no aro externo ou no corpo de sua objetiva, vejamos as abreviaturas utilizadas por algumas marcas. Lembrando que também é sempre interessante realizar uma leitura no manual da nova objetiva adquirida.

Nikon

D/G : As objetivas tipo D e G informam a distância entre a câmera e o assunto ao corpo da autofocus Nikon, o que tornou possível avanços na fotometria matricial 3D e no sensor para flash um preenchimento mais equilibrado.

D (Distance): As objetivas com um “D” ao lado da máxima abertura utilizada pela objetiva (Por exemplo: f/1.4D), tem um anel de controle de abertura na própria objetiva. Estas objetivas informam a distância do assunto focalizado para as câmeras que possuem sistema de medição de matriz colorida 3D e flash multi sensor 3D.

G: As objetivas com um “G” ao lado da máxima abertura utilizada pela objetiva (Por exemplo: f/3.5-5.6G), não tem anel de controle de aberturas e são próprias para o uso com câmeras que permitem o controle da abertura no próprio corpo. As objetivas G também informam a distância do assunto focalizado para a câmera.

AI – Aperture Indexing : Em 1977 a Nikon lançou uma série de objetivas que podiam comunicar a abertura da objetiva para o corpo da câmera através de um contato mecânico. Estas objetivas são facilmente identificadas pela “orelhas” de metal no seu topo (ver imagem). As que apresentam pequenos furos em cada orelha são objetivas AI ou AI-S.

AI-S : Outra variação das objetivas F da Nikon lançada em 1981. Essencialmente são objetivas AI com suporte para algumas automações a mais, como transmissão linear de informação de abertura.

AF (Autofocus): Estas objetivas conseguem fazer o foco automaticamente, mas dependem exclusivamente de uma câmera que possua motor de foco incorporado ao corpo. Objetivas AF não são indicadas para as DSLR de entrada, pois as mesmas não terão foco automático, uma vez que normalmente as DSLR de entrada não possuem motor de foco incorporado ao corpo.

AF-S (Autofocos Silent): O foco é conduzido por um motor silencioso contido na própria objetiva, ao invés do motor barulhento da câmera. Estas  objetivas fazem o foco mais rápido do que as AF e em quase completo silêncio. Objetivas AF-S são as mais indicadas para as DSLR de entrada, que normalmente não possuem motor de foco interno.

AF-I (Autofocus Integrated): Objetivas AF-I são similares as AF-S, porém menos silenciosas. Também são indicadas para uso nas DSLR de entrada. Em 1992 a Nikon seguiu o exemplo da Canon lançando uma nova serie de objetivas com motor integrado ao corpo da mesms. Até então a Nikon só produzia sistemas autofoco no corpo das câmeras. Estas objetivas são equivalentes às USM da Canon.

AF-D : Uma das muitas variações da linha de objetivas F da Nikon. As objetivas Nikon tipo AF podem transmitir informações de distância para o corpo da câmera. Os dados de distância do foco é usado pelo sistema de medição de matrix 3D da Nikon e pelo sistema de medição 3D dos flashes.

AF-DX : São objetivas autofoco Nikkor projetadas para SLR digitais Nikon com fator de corte de 1.5x. Elas são menores e mais leves que as Nikkor padrão devido à não ter que cobrir todo o sensor (não fullframe). Em geral elas não são utilizáveis em corpo Nikon 35mm.

DX: São objetivas projetadas exclusivamente para as câmeras que possuem o sensor do tamanho DX, com o fator de corte de 1.5x. Elas são menores e mais leves do que as objetivas FX, devido a não ter que cobrir todo o sensor. Em geral elas não são utilizáveis nas câmeras com o sensor Full Frame. Sendo menores, se utilizadas em câmeras com sensores maiores, podem causar um efeito indesejável chamado vinheta, que faz as bordas da foto ficarem escuras.

FX: Ao contrário das objetivas DX, as objetivas FX são projetadas para o padrão Full Frame, por conseguir cobrir toda a área do sensor. Objetivas FX podem ser usadas sem problemas em câmeras com o sensor DX, por cobrirem uma área maior do que o tamanho total do sensor.

ED (Extra-Low Dispersion Glass): Objetivas ED possuem um vidro de alta qualidade que corrige a aberração cromática, um tipo de distorção de imagem e cor que ocorre quando os raios de luz de vários comprimentos de ondas passa através do vidro ótico e não convergem ou entram em foco no mesmo ponto. As objetivas com vidro ED proporcionam recorte e contraste superiores, até mesmo na máxima abertura do diafragma. Super ED é um novo tipo de vidro que é usado junto com o ED em algumas lentes para diminuir ainda mais a aberração cromática.

VR ( Vibration Reduction): Uma inovação ótica que minimiza o borrado na imagem causado pela tremura da câmera. Proporciona o mesmo efeito que se fosse feito 3 pontos de velocidade do obturador a mais. A versão VR II pode equivaler até 4 pontos. O VR é mais comum em objetivas zoom e tele objetivas.

DC (Defocus Control): É um tipo de objetiva que permite ao fotógrafo controlar o grau de aberração esférica no fundo ou à frente do assunto apenas girando o anel DC. Isto vai criar uma área circular de desfoque que é ideal para fotografia de retratos. Com o controle DC na posição zero, uma objetiva DC atua como uma objetiva convencional, com o mesmo comprimento e abertura máxima de diafragma.

CRC (Close Range Correction): Aumenta a qualidade da imagem em pequenas distâncias de foco. Os elementos da objetiva são arranjados em um design baseado no “elemento flutuante” em que cada grupo de lentes move-se independentemente para fazer o foco. Isso confere uma performance superior da objetiva em fotos à curta distância.

PC (Perspective Control): Objetiva cujo eixo lateral pode ser alterado em relação ao plano do sensor, permitindo o reposicionamento da câmera para reduzir a convergência das linhas verticais em fotografias de arquitetura.

N (Nano Crystal Coat): Nano Crystal é um tratamento na superfície das lentes, um revestimento que, em comparação com objetivas comuns, produz uma sensível redução da reflexão da luz que incide perpendicularmente ao eixo. Além disso, o Nano Crystal reduz o efeito fantasma e as perdas causadas pelo flare, uma espécie de luz em forma de bola que costuma aparecer principalmente em fotos com luz direta do sol.

RF (Rear Focusing): Sistema em que somente o grupo ótico traseiro da objetiva se movimenta para atingir o foco. Este sistema faz o foco automático mais rápido e suave.

M/A (Manual/Automatic): É um modo de foco disponível em algumas objetivas que permitem mudar de foco automático para manual sem perda de tempo, simplesmente girando o anel de foco.

Micro: Objetivas Micro, também chamadas de Macro, são objetivas que conseguem focar de uma distância muito pequena entre a lente e o assunto, possibilitando obter mais detalhes em fotos de assuntos minúsculos. São as objetivas para macrofotografia da Nikon.

IF : Foco interno, ou seja, o movimento dos elementos estão resumidos à parte interior, sem alteração de tamanho externo da objetiva, o que permite objetivas mais compactas e leves, além de distância de foco mais curtas.

ED : São objetivas que têm o cristal ED de dispersão mínima de luz, o qual reduz muito as aberrações cromáticas, com ganhos em nitidez e reprodução de cores.

Canon

DO (Diffractive Optics): Esta tecnologia para lentes foi desenvolvida pela Canon. Usa um elemento com ranhuras extremamente finas e uma película de difração gravada. Estes elementos usam o princípio de da ótica difrativa para desviar a luz. A vantagem das objetivas DO é que elas podem ser feitas menores e mais leves do que as objetivas normais. A desvantagem é que elas são muito caras. Objetivas DO são identificáveis pelo anel verde claro impresso ao redor do final do corpo da objetiva. Atualmente, somente a nova 400 mm f/4 L IS USM tem essa característica.

A Canon também desenvolveu um novo tipo de camada usando três novas camadas difrativas, resultando em imagens de alta qualidade com altos níveis de resolução e contrastes, chegando inclusive a rivalizar com algumas objetivas da série L.

EF (Electro Focus – Focagem Eletrônica): Este mount trata-se de um sistema totalmente eletrônico de transmissão de informações entre objetiva e o corpo da câmera. Foi introduzido pela Canon em 1987, projetado para os corpos do sistema EOS. O sistema eletrônico trouxe várias implementações novas para o mount, como redução de ruídos, maior precisão e rapidez de foco, controle eletrônico de abertura, entre outros, graças a um microchip implementado na objetiva, que pode informar problemas e algum mal funcionamento, garantindo maior confiabilidade de operação. Todas as objetivas EF são auto foco não se encaixam em nenhum outro corpo de Canon. Elas possuem diâmetro interno de 54mm e externo de 65mm, maiores do que qualquer outro sistema 35mm do mercado. Para diferenciar das demais objetivas Canon, possuem um ponto vermelho próximo ao mount de encaixe ao corpo.

 EF-S (Electro Focus Short Back Focus): Definição para uma variação da baioneta padrão EF usada pelo sistema EOS. A EOS 300D/Rebel Digital/Kiss Digital lançada em 2003 suportava uma variação diferente das objetivas EF comuns. As objetivas EF-S 18-55mm 3.5-5.6 foram produzidas com uma distância focal posterior mais curta. Isto permitiu que a Canon produzisse objetivas grande angulares mais baratas para usuários de suas DSLR, que usavam sensores com tamanho APS-C de imagem movendo os elementos traseiros para mais perto do sensor de imagem. O corpo, cujo mecanismo do espelho foi modificado para se ajustar à distancia focal posterior era compatível com as objetivas EF e EF-S, mas as objetivas EF-S somente eram compatíveis com o corpo EF-S. As objetivas EF comuns possuem um ponto vermelho saliente como índice de encaixe da baioneta. As objetivas EF-S usam quadrados brancos.

EOS (Electro-Optical System): Nome do sistema das câmeras SLR da Canon e seus acessórios lançados em 1987. As objetivas da linha EOS são totalmente controladas eletronicamente. Não possuem nenhum dispositivo mecânico para foco ou ajuste de abertura. Todos os ajustes são feitos por motores construídos na objetiva e não no corpo da câmera. Embora isso acrescente custos na fabricação da objetiva, tem a vantagem de cada motor de lente poder ser otimizado para o tamanho e tipo específico da objetiva ao invés de prender o sistema do corpo da câmera, que precisa se ajustar à qualquer objetiva que seja acoplada.

IS (Image Stabilization): Um complexo sistema computadorizado, construído dentro de uma série de objetivas vendidas pela Canon. Este sistema permite que a objetiva compense pequenos movimentos da câmera. As objetiva IS possuem sensores giroscópicos que detectam movimentos e pequenos motores que alteram fisicamente um elemento ótico ou um grupo de elementos para compensar adequadamente o movimento. As objetivas IS são extremamente úteis em condições de luz insuficiente, elas dão um ou dois pontos extras na abertura. Assim é possível usar velocidades mais baixas do que o normal. Elas não são úteis quando há muito movimento no assunto.

L: Essa é simplesmente a linha mais top de objetivas da Canon. São objetivas especiais, profissionais, com elementos óticos de primeira linha (construídos a partir de cristais UD, S-UD ou fluorita, além de elementos Asféricos, tratamento apocromático e anti-reflexivo). Possuem foco e retrofoco internos (I/R) de última geração, dando maior velocidade ao foco automático; com foco manual a um toque com ação não interrompida, (mesmo no autofocus o fotógrafo pode ajustar manualmente o foco sem precisar acionar a chave de modos de foco).

As objetivas L não possuem uma denominação definida pela Canon. Uns dizem se tratar de “Low Dispersion” (baixa dispersão) por conta da altíssima tecnologia. Alguns fãs ardorosos chegam a dizer que se trata de “Luxury”, devido ao seu alto grau de qualidade, sofisticação e preço extremamente elevado.

UD (Ultra Low-Dispersion Glass): Objetivas fabricadas com vidros UD tem um índice de refração de luz menor do que as de vidro comum. Tais elementos são normalmente usados para corrigir a aberração cromática.

USM (Ultrasonic Motor – Motor Ultrassônico): Nome dado pela Canon para seu sistema de motor de objetiva ultrassônico. Os motores ultrassônicos trabalham com o princípio do movimento induzido por vibração de alta frequência. Assim as objetivas USM focam extremamente rápido e são quase silenciosas para o ouvido humano. Objetivas Ring USM (que possuem o motor em um conjunto de anéis ao redor do corpo) não usam engrenagens o que torna possível o foco manual em tempo integral (FTM – Full-time Manual). Objet