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16 dicas para fotografia noturna de paisagem e natureza

Pessoalmente, acho fotografia noturna incrível!

Quando falamos em fotografia noturna de natureza então, as recompensas são imensas e deliciosas. Ela te permite criar imagens que o próprio olho humano não é capaz de ver. Observar a movimentação das estrelas, fazer a noite clara como dia, congelar relâmpagos. Cenas que, não fosse por uma câmera, o homem jamais conheceria. E, mais do que isso, ela exige que o fotógrafo se relacione com a natureza, possibilitando uma série de experiências físicas e artísticas muito especiais. Pra mim, passar algumas horas na mata fotografando vagalumes, por exemplo, é uma atividade que me mobiliza e transforma por inteiro. Assim, eu espero poder compartilhar com vocês algo da experiência e do aprendizado que eu tive até aqui.

Você tem uma câmera com a opção de controlar manualmente a velocidade do obturador? Disposição, curiosidade e vontade de fotografar a noite? Bora cair no mundo e fotografar! Ficam ai 16 dicas pra te ajudar a começar!

1 – Modo manual sempre!

Fogueira. Canon 5D Mark II, Canon 50mm. f/5.6, 2 seg, ISO 500.

Esqueça todos os modos automáticos da sua câmera. Fotografia noturna vai te exigir usar o modo manual sempre! Também recomendo fotografar em RAW. Assim você retém mais informação na sua foto, o que será especialmente útil na hora de ajustar o balanço de branco e fazer correções durante a edição.

2 – Atenção à velocidade do obturador!

Bastidores do filme “Água Suja”. Canon 5D Mark II, Rokinon 14mm. f5.6, 13 seg, ISO 640.

A principal característica técnica da fotografia noturna é o uso de baixas velocidades de obturador – ou longas exposições. Quanto mais tempo de exposição, mais luz o sensor da câmera vai absorver e mais clara a foto ficará. Como as paisagens noturnas em geral tem pouca luz, isso te obrigada a usar tempos de exposição muito maiores do que a fotografia convencional. Mantenha isso em mente e aos poucos vá descobrindo como o tempo de exposição influencia na foto. Eu daria apenas uma recomendação: evite fotos com mais de 30 segundos de exposição! A partir de 30 segundos a taxa de ruído aumenta consideravelmente, assim como as chances de algo estragar a sua foto, como você esbarrar no tripé ou alguma luz forte acertar a lente.

3 – Abertura de diafragma e ISO.

Praia do Félix. Canon 5D Mark II, Canon 24-105mm (24mm). f/4, 60 seg, ISO 640.

Fotografia de paisagem tem uma recomendação básica: privilegie usar o maior f possível; ou, em outras palavras, feche ao máximo o obturador da sua câmera. Isso aumenta o campo de foco e a nitidez da foto. No entanto, nem sempre isso será possível em fotografia noturna. Comece com valores mais baixos como 2.8 e 4 e vá subindo até 8 ou 11, se possível. Já a ISO, também vale a recomendação padrão: tente manter a ISO em valores baixos.

No entanto, essas recomendações podem – e devem – ser quebradas em muitos casos. Mais do que uma formalidade técnica, a fotografia diz respeito à experimentar novas formas de expressar uma ideia ou percepção sobre algo.

4 – Balanço de branco.

Estrada com estrelas. Canon 5D Mark II, Rokinon 14mm. f/2.8, 30 seg, ISO 1.600.
Estrada com estrelas. Canon 5D Mark II, Rokinon 14mm. f/2.8, 30 seg, ISO 1.600.

A escolha do balanço de branco deverá levar em conta dois fatores: a presença de luzes artificiais na cena e o estágio da lua. Ao nascer a lua emite uma luz mais quente do que quando está a pino no céu, por exemplo. Você vai ter de experimentar e ir checando a tonalidade das suas fotos. Em geral, os valores irão de 3.500 à 5.000 kelvin – do mais frio ao mais quente. Nas fotos acima você pode ver a diferença: a da esquerda está com 3550 kelvin e a da direita 2850 kelvin.

5 – Tripé é fundamental!

Bastidores do filme “Água Suja”. Canon 5D Mark II, Rokinon 14mm. f/2.8. 25 seg, ISO 1.600.
Bastidores do filme “Água Suja”. Canon 5D Mark II, Rokinon 14mm. f/2.8. 25 seg, ISO 1.600.

Tripé é essencial para que a foto não saia borrada. Se você tentar fazer a foto na mão ganhará apenas borrões. Se você não tem tripé ainda pode tentar posicionar a câmera no chão ou em outro objeto, mas isso vai limitar muito as suas possibilidades de enquadramento.

6 – Privilegie lentes angulares.

Auto-retrato com estrelas. Canon 500D, Canon 18mm-55mm (18mm). f/4.5, 30 seg, ISO 3.200. 
Auto-retrato com estrelas. Canon 500D, Canon 18mm-55mm (18mm). f/4.5, 30 seg, ISO 3.200.

Quanto mais angular, maior será o campo de visão da lente. Assim, você pode capturar mais da paisagem! A maior parte dos iniciantes começa na fotografia com uma 18-55mm. Ela já quebra o galho! A foto acima foi feita com uma Canon 500D e uma 18-55mm, por exemplo.

7 – Proteja-se!

Bastidores do filme “Água Suja”. GoPro Hero4. f/2.8, 5 seg, ISO 800.
Bastidores do filme “Água Suja”. GoPro Hero4. f/2.8, 5 seg, ISO 800.

Ande sempre acompanhado, não saia sem lanternas e muita atenção ao chão quando estiver andando na natureza; headlamps, aquelas lanternas que se fixam à cabeça são uma ótima pedida! Também é recomendável avisar alguém do horário e local que você vai fotografar. Prepare-se para o ambiente e leve o que for necessário: roupa de frio, repelente, água, calçado apropriado. Também é útil fazer uma check-list antes e depois das fotos, pra ter certeza que não esqueceu nem perdeu nada.

8 – Prepare-se para usar o foco manual.