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Impressão Fine Art – Parte 3

Nas partes 1 e 2 deste artigo sobre Impressão Fine Art falei sobre as novas tecnologias de impressão jato de tinta, os papéis utilizados nesse tipo de impressão e, os cuidados que os fotógrafos precisam ter no momento da captura e depois no tratamento das imagens.  Agora, finalmente vou falar sobre o processo de impressão em si. Como escolher os papéis mais adequados para cada tipo de impressão e como os profissionais de impressão podem auxiliar os fotógrafos nesta fase.

Imagem tratada, arquivo finalizado, pronto para impressão. Qual tipo de papel usar? São vários os tipos de papéis a disposição hoje em dia, escolher o papel adequado para cada imagem não é tarefa fácil e o melhor é pedir ajuda aos especialistas, os impressores.

Tuca Vieira - Copan

Copan  – Tuca Vieira

O Clício explica que existem papéis adequados para cada tipo de imagem. Imagens P&B onde o preto é mais denso, pedem papéis com uma capacidade de reprodução do preto mais eficiente, para que detalhes nas sombras não sejam perdidos e a parte escura da imagem não se torne uma mancha preta. Para imagens muito coloridas, com alta saturação, é necessário a escolha de papéis que tenham a versatilidade necessária para reprodução de altos contrastes, papéis esses que podem não ser os mais adequados para imagens onde os tons pastéis predominam. E todas essas escolhas podem ser feitas ainda usando papéis foscos, semi-brilho ou brilhantes.

O Alex complementa dando sua receita pessoal: “No meu caso, ao conceber a série ou o tipo de foto, penso em contraste, cores, escala, sensação ao toque, necessidade e tamanho do passe-partout, cor da moldura, tipo de vidro. Se a idéia é um retrato PB de altíssimo detalhamento, vou acabar optando pelo papel que me dê maior sensação de resolução, em uma impressão grande. Provavelmente um papel baritado*, quase azulado de tão branco, mais lustroso. Agora quando trabalho em cor, minhas paletas são de tons bem pastéis, então a capacidade do papel de suportar detalhe em tons mais saturados não faz diferença nenhuma; e em cores acabo por gostar de papéis não tão brancos como o baritado. Papel de algodão normal faz o trabalho muito bem em impressões grandes; em pequenos acabo preferindo papéis menos texturizados, mas que seguram mais o detalhe, e por aí vai. Nesses casos, testes são indispensáveis, e já gastei uma bela grana na vida fazendo impressões que não servem para nada a não ser acumular a experiência necessária para essas decisões. Já em relação ao acabamento, o raciocínio é mais espacial. Quando a idéia é uma impressão realmente grande, normalmente uso um passe-partout pequeno, isso se usar. Quando são impressões pequenas que serão penduradas juntas, uso passe-partout grande, porque aí mesmo se as impressões forem penduradas lado a lado, o passe-partout grande garante o espaço em branco que a imagem precisa para “respirar”.”

*Papel baritado é um papel coberto com uma camada de sulfato de bário, também conhecido como barita.

CAP - Salt House
Salt House – Carlos Alexandre

Tudo isso levando-se em consideração que estamos falando de imagens avulsas. Se as imagens em questão foram para uma exposição com um tema comum, ou uma série de imagens onde todas estão relacionadas, o ideal é a escolha de um papel único que atenda da melhor forma possível todas as imagens do conjunto. Isso para que as imagens quando expostas em conjunto, o que é o mais provável nesse caso, mostrem uma uniformidade na apresentação.

Enfim, impressão Fine Art é uma ciência, bem distante do tempo em que existia apenas um tipo de papel fotográfico a disposição, ou das antigas deskjets. A busca pelo conhecimento sobre o assunto é fundamental para que suas imagens sejam capturadas e tratadas corretamente possibilitando assim uma impressão com alta qualidade. E no momento da escolha do papel e impressão, a ajuda dos profissionais especializados, os impressores, é sempre bem-vinda.

Bom, esse artigo é na verdade um resumo de um assunto bastante extenso e cheio de particularidades. Espero que mesmo assim tenha ajudado a todos a entenderem melhor esse assunto que é Impressão Fine Art. Em breve vou disponibilizar um PDF sobre este assunto com um pouco mais de conteúdo e detalhes. Opiniões e sugestões serão muito bem vindas a fim de aprimorar ainda mais o texto para o PDF. Muito obrigado a todos!

Carlos Alexandre Pereira

Fotógrafo brasileiro especializado em fotografia abstrata, minimalista, paisagem e urbana; com uma paixão por fotografia P&B que reflete no seu portifólio quase monocromático.

2 Comentários

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  • Caro amigo Carlos, gostaria de uma orientação quanto a impressão de fotos panorâmicas para elaboração de quadros. Qual tipo de papel devo usar? E se tem alguma gráfica no Rio de Janeiro onde faça o serviço com qualidade?

    Um forte abraço e até breve.

    • Ola Fernando

      Estava lendo o artigo que é muito interessante. E vi seu comentário. Cara eu sempre faço impressão de fotográfica
      nesta empresa. Eu uso Papel fotográfico glossy (brilhante). Fiz para aniversário de uma prima Fototela, que é impressão digital de fotografia em uma tela de pintura, chamada de canvas, ficou muito legal!

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