Dicas sobre Fotografia de Surf – Parte 2 4.5/5 (2)

Neste segundo e último artigo vou comentar sobre o mercado da fotografia de surf e oportunidades para quem quer iniciar nessa área.

Se você ainda não leu o primeiro artigo, leia neste link.

Bom, agora que você já tem o equipamento mínimo para começar, começou a fotografar os amigos surfistas, vender as imagens diretamente com eles, conheceu atletas profissionais, e já tem um portfólio inicial, com algumas fotos promissoras. Claro que estamos falando que tudo isso leva tempo, mas assim que tiver um portfólio bom criado é hora de mostrar suas imagens ao mundo.

Fig.1 – Surfista não identificado, praia de Maresias – São Sebastião
Fig.1 – Surfista não identificado, praia de Maresias – São Sebastião

 

Por onde começar?

Revistas, marcas de surfwear e patrocinadores dos atletas, entre outras é um bom começo, procure o contato e e-mail e envie suas fotos. Seja criativo para se diferenciar dos demais. Existe concorrência e muita nesse mercado, pois nos dias atuais é muito mais fácil as pessoas terem acesso a uma câmera, mas ser um bom fotógrafo mesmo leva muito tempo, dedicação, estudos e aprimoramento do olhar. Procure também participar de Workshops nessa área de fotografia de surf.

O mercado de surf no Brasil vem crescendo, em 2014 tivemos o primeiro campeão mundial de surf, o Gabriel Medina, da praia de Maresias em São Sebastião – SP. É só olhar a prancha do Gabriel para ver quantos adesivos de marcas estão na prancha dele. E mais um detalhe importantíssimo: as marcas não são mais apenas surfwear (exemplos: Rip Curl, QuikSilver, Billabong, Reef, Oakley, entre outras), mas marcas como Gillette, Mitsubishi, Samsung, Guaraná, etc…. Isso abre o mercado a novas possibilidades, inclusive o mercado publicitário na área de fotografia de surf, onde o fotógrafo pode ter um ganho maior.

Fig.2 – Marcas de Surf
Fig.2 – Marcas de Surf

 

No mercado editorial, existem as mídias especializadas de surf, revistas de surf como Fluir e Hardcore possuem bastante presença no mercado brasileiro, mas o valor pago por uma foto por página inteira para freelances por exemplo e a demora para pagar o fotógrafo, nos dias atuais torna-se inviável viver exclusivamente como freelance para revistas.

O importante é diversificar, pois as revistas também podem te ajudar a colocar seu nome entre os principais fotógrafos e servir como uma vitrine para seu trabalho (marketing), que será mostrado para vários leitores.

Fig.3 – Revistas de surf
Fig.3 – Revistas de surf

 

Use as redes sociais (Facebook, Twitter, Tumblr, Instagram, etc….) para promover seu trabalho.

E para finalizar: Não trabalhe de graça e ajude este mercado! Aprenda a calcular seus custos fixos, variáveis e sua margem de lucro. Se estiver montando portfólio ou ver uma oportunidade para fotografar um evento, na qual o organizador diz que não tem grana para te pagar, tente negociar um valor simbólico apenas para pagar seus custos, seja um valor reduzido de diária, ou acomodação ou transporte, mesmo assim se não puder negocie; ao invés de dinheiro, uma troca.

Abraços a todos e até a próxima!

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Ale Rodrigues

Ale Rodrigues é formado em Engenharia Mecânica. Nasceu em São Paulo, Brasil; começou a fotografar com filme em 2006 numa câmera Yashica, um presente de seu pai. Trabalha com fotografia de paisagens, arquitetura, eventos corporativos e still. Possui material publicado em várias revistas do ramo e se especializou em criar imagens autorais utilizando de técnicas de longa exposição em que tenta passar uma mensagem para que as pessoas estejam conectadas no momento presente.

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