Minhas fotos no modo manual pioraram! E agora? 4.6/5 (121)

Calma amigo! Você não está sozinho!

Talvez o que direi lhe cause grande surpresa, mas isso acontece com todo o mundo. Aconteceu comigo também!

Comecei a me interessar pela fotografia como forma de expressão artística em 2012. Antes disso, não via sentido algum em uma exposição fotográfica! Pensava: “ora, que graça tem isso? Onde está a arte? O cara só tem que apontar a câmera e apertar um botão.”

Que vergonha eu tenho do meu antigo eu!! No entanto, graças ao Deus da Luz (Foto/grafia… Deus da Luz.… entendeu o trocadilho?), em um determinado dia, comecei a entender de verdade o mundo da fotografia!!

Era o ano de 2013, minha sobrinha levou uma máquina semi-profissional que havia ganhado de presente do pai a uma festa em que estava e me mostrou o que ela era capaz de fazer. Na semana seguinte, comprei uma Sony HX-300 (na época custou uns R$ 800,00) com zoom ótico de 50x e digital de 800x (cobrindo desde 24mm até 1200mm); abertura máxima f/2.8 e mínima de f/8.0. Dava pra tirar qualquer tipo de foto com ela… e tirei fotos bastante aceitáveis, como essas abaixo, todas nos modos automáticos que a câmera possuía… e sem qualquer pós-produção.

Fiquei com aquela máquina durante uns dois anos… E comecei a estudar… e praticar…. e cada dia que passava percebia que aquele equipamento restringia minha criatividade, e concluí que o modo manual seria a minha libertação.

Sabe como é, chega o dia em que o cara reflete e decide: Isso é o que quero ser quando crescer. E, no dia seguinte (um dia qualquer no ano de 2015), juntei minhas economias e comprei minha Canon 6D. Uma câmera profissional! E disse a mim mesmo: – Agora sim! Minhas fotos evoluirão enormemente!

Coitado de mim. Meus primeiros 6 meses em modo manual quase me fizeram desistir da fotografia. Veja algumas das fotos dessa fase:

Sentia-me um incompetente, um incapaz… comparava com as fotos de antes, as do modo automático, e não conseguia entender o porquê de estarem tão inferiores.

Foi aí que me lembrei do que disse o grande mestre Henri Cartier-Bresson:

“As suas primeiras 10 mil fotos serão as suas piores”

E entendi.

Aquelas fotos, do modo automático, apesar de terem sido feitas por mim, não eram minhas de fato. Eram da máquina. Ok, ok, a composição e ângulo foram decisões minhas, mas a luz não. Eu fui apenas um sócio minoritário com funções subalternas….

As minhas fotos pioraram porque, só naquele momento, eu havia de fato iniciado o processo de aprendizagem de interpretar e captar a essência da cena que queria retratar, ou seja, a luz.

E, num belo dia, as fotos começaram a melhorar.

E é um processo árduo mesmo, meu amigo, portanto, não se subestime, não seja tão duro consigo mesmo. Você verá que, a qualquer momento, voltará a se orgulhar de suas fotos. É certo que nem todas serão objeto de orgulho, mas, aquelas que acertar lhe trarão enorme satisfação, pois serão realmente fruto de seu suor, de sua sensibilidade, serão a expressão da sua alma.

Porque fotografar é muito mais do que o simples ato de apontar a câmera e apertar um botão!

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Nato Bigio

Carioca e formado em Direito, Nato Bigio sentia que precisava expressar sua criatividade e sensibilidade artística de alguma forma. Tentou um pouco de tudo, artesanato, pintura, mas, quando descobriu a fotografia, em 2013, viu que esse era seu caminho, e não parou mais ! Atua em fotos de família, cerimônias e new born, mas não se considera um fotógrafo profissional, pois entende que há muito ainda a aprender. Dedica-se bastante ao estudo e tem a fotografia autoral, especialmente de rua, como sua maior paixão.

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