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Ponto de Partida para Regulagem do Flash em Modo Manual

Salve, salve, pessoal!

Observo sempre nos meios fotográficos para iniciantes que ando frequentando, o quanto a utilização de flash externo gera dúvidas de naturezas diversas, dentre as quais, os melhores ajustes para uso manual. Então, pegando carona no excelente artigo do Léo Neves, “O número guia e a ‘fitametria’” e nas aulas insuperáveis do Armando Vernaglia Jr. em seu e-book “Fotometria + Flash”, decidi facilitar a vida de quem usa esta ferramenta poderosíssima, criando tabelinhas prontas para servir de referência como um “ponto de partida”, especialmente se o flash for utilizado fora da câmera, quando o TTL nos deixa na mão! Como decorar as tabelas está fora de cogitação, o ideal é que cada um tenha sua própria tabelinha impressa sempre à mão para consulta, no início de cada sessão fotográfica.

O uso de flash em modo manual parece ser complicadíssimo a princípio, mas só até se conseguir entender o significado de “número guia” e suas implicações na regulação da potência do equipamento. E este artigo pressupõe que o leitor já tenha ouvido falar na existência deste número. Caso não tenha lido, sugiro que dê uma pausa e leia o artigo do Léo Neves, já mencionado.

Assim, munido dos números guias de alguns modelos, elaborei tabelinhas que podem com as aberturas de diafragma indicadas para uma exposição ideal, partindo do ISO 100 e da distância de 1 metro. Lembro aqui que a velocidade do obturador não faz diferença para captura da luz do flash, apenas para a luz ambiente (com algumas ressalvas, que não aprofundarei no momento, mas que podem ser esclarecidas em diversos artigos do “Fotografia-DG”, inclusive no e-book do Armando Vernaglia Jr.).

Por fim, não esqueçamos os conceitos de “ponto de luz”, lembrando que, sempre que baixamos um ponto de luz, a iluminação cai pela metade. Sempre que aumentamos um ponto de luz, a iluminação dobra. Assim, não esqueçamos que a tabelinha é apenas para um pontapé inicial, um ponto de partida. Quem quer trabalhar com ISO 200 em vez do ISO 100 terá que compensar esse acréscimo de luz reduzindo a potência do flash ou fechando mais o diafragma.

Da mesma forma, não esqueçamos a “lei do inverso do quadrado”, que diz que à medida que a distância aumenta, a energia (neste caso, a energia luminosa, pois luz é energia) chega ao destino em uma quantidade proporcional ao inverso do quadrado da distância. Traduzindo em números: se a tabelinha está elaborada para a distância de 1 metro, mas eu quero fazer a foto a 2 metros, o objeto fotografado só receberá 1/4 da luz inicial (4 é 22, ou seja a distância de 2 metros ao quadrado, de forma que seu inverso é 1/4), obrigando-nos a quadriplicar a quantidade de luz. Da mesma forma, de eu estiver a 3 metros (32 é igual 9), o objeto receberá apenas 1/9 de luz, obrigando-nos a aumentar nove vezes a iluminação e assim por diante.

As tabelas abrangem apenas alguns pouquíssimos modelos de flash, mas quem quiser pode criar sua própria tabelinha verificando o número guia de seu flash em cada distância focal. Para a potência máxima, ISO 100, a 1 metro, utilize a abertura de diafragma mais próxima do número guia (se o número guia é 22, use f/22). Em seguida, é só abrir o diafragma em um ponto, cada vez que a potência do flash cair para a metade, valendo-se da sequência de aberturas abaixo, dividida em terços (como normalmente as câmeras modernas trabalham). Na sequência de aberturas, exagerei um pouco levando a sequência até f/128, já que atualmente são poucas as câmeras com abertura menor que f/44:

abertura

TABELA DE POTÊNCIAS – FLASH CANON SPEEDLITE 430EX II, ISO 100, 1 M

TABELA DE POTÊNCIAS – FLASH CANON SPEEDLITE 430EX II, ISO 100, 1 M

TABELA DE POTÊNCIAS – FLASH CANON SPEEDLITE 580EX II, ISO 100, 1 M

TABELA DE POTÊNCIAS – FLASH CANON SPEEDLITE 580EX II, ISO 100, 1 M

TABELA DE POTÊNCIAS – FLASH NIKON SB-700, ISO 100, 1 M

TABELA DE POTÊNCIAS – FLASH NIKON SB-700, ISO 100, 1 M

TABELA DE POTÊNCIAS – FLASH NIKON SB-910, ISO 100, 1 M

TABELA DE POTÊNCIAS – FLASH NIKON SB-910, ISO 100, 1 M

TABELA DE POTÊNCIAS – FLASH FUJIFILM EF-42, ISO 100, 1 M

TABELA DE POTÊNCIAS – FLASH FUJIFILM EF-42, ISO 100, 1 M

TABELA DE POTÊNCIAS – FLASH YONGNUO YN 560, ISO 100, 1 M

TABELA DE POTÊNCIAS – FLASH YONGNUO YN 560, ISO 100, 1 M

E para finalizar, lembro que os números guias das tabelas medem a exposição com incidência de flash direto. Caso o flash seja rebatido ou difuso pode ser que haja alguma perda de luz, que deverá ser compensada, aumentando-se sua potência ou através das configurações de ISO e abertura.

Por hoje é só, pessoal. Boa sorte a todos e espero que façam bom proveito das tabelinhas!

Grande abraço!

Vamos te mostrar os principais SEGREDOS PARA CRIAR ENSAIOS MARAVILHOSOS.
1º CONGRESSO NACIONAL FOTODG
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