fbpx

Fotografia Infantil: O bê-a-bá – Parte I

Olá amigos do Fotografia-DG. Meu nome é Huaíne Nunes, tenho 21 anos, sou fotógrafa infantil e agora escrevo para este maravilhoso blog de fotografia, que é o Fotografia-DG.

Meu primeiro artigo aqui vocês devem se lembrar, foi sobre Fotografias Noturnas. Na empolgação do momento, esqueci de apresentar-me. E esqueci também de agradecer ao Diogo Guerreiro, idealizador do blog, pela oportunidade.

Para me remidir com vocês, decidi então escrever sobre o que mais gosto: Fotografia Infantil.

Hoje pela manhã vi um artigo do fotógrafo Darren Rowse, no twitter de uma colega minha, que traz algumas dicas e truques para melhorar suas fotos de crianças. Não farei uma tradução, mas usaremos este texto como base.

Vamos seguir os passos dele e dividir em duas partes: configurações e o clique.

Fotografia de Jamie {74}

Configurações:

Algumas configurações na sua câmera podem ser feitas para melhorar o desempenho na fotografia infantil. São elas:

Prioridade de abertura: Gostei da dica do Darren, essa eu também uso muito.  Usar prioridade de abertura (e deixando a velocidade por conta do ‘cérebro’ da câmera) permitirá a você um controle criativo da profundidade de campo, que é um fator importantíssimo nos retratos. Se a sua câmera não tem essa função, você pode usar o modo pré-programado retrato, que deve funcionar.

Grades aberturas: Seguindo o racicínio anterior, sempre que mantiver uma grande abertura (acima de f/5.6) você terá um lindo fundo desfocado, que valorizará bem o seu modelo.

ISO: Dependendo do ambiente (interno ou externo), você o ajustará o menor ISO possível. Quanto mais alto o ISO, mais granulado ficará a imagem. Quando mais baixo, mais nítida sua foto ficará.

Obturador: Fique de olho na velocidade que você vai configurar. Tente manter pelo menos 1/200, diz o fotógrafo Rowse. Eu arriscaria dizer que depende da criança e da situação. Se for um bebê e estiver paradinho, não há porquê tanta velocidade. Se as crianças estiverem correndo lá fora, priorize a velocidade mais alta para congelar o movimento. Se ficar muito escuro, pode aumentar o ISO ou mexer na abertura. Outra dica boa do texto: Se sua câmera não possui esse controle de velocidade, procure usar o pré-programado ‘esportes’.

Focagem: Crianças são rápidas, isso é fato. Em fotografia infantil eu diria sem pensar duas vezes: esqueça o foco manual. Uma dica ótima no artigo do Darren é usar a focagem multiponto, onde você fixa o foco na criança e o ponto de focagem move-se com ela.

RAW: Aqui concordo com toda a citação. “Se você tiver tempo (e habilidade) para fazer algum trabalho de pós-produção de suas imagens mais tarde tentar fotografar em RAW. Isso lhe dará mais licenças para editar suas fotos mais tarde. Se você estiver sob a bomba de tempo e / ou não têm a capacidade de editar o seu trabalho – JPEG fará”.  Não se sinta pressionado a fotografar em RAW, mas podendo fazê-lo é um ótimo exercício e os resultados serão certamente muito melhores.

Flash/Luz: Aqui o fotógrafo Rowse comenta sobre usar ou não o flash. Ele diz que se você tiver uma unidade de flash externo e esteja fotografando em ambiente fechado, você pode usá-lo rebatido no teto ou em uma parede (brancos) para criar uma luz difusa. Vocês podem também usar um rebatedor de papel para criar este efeito. Caso não possua um flash, você pode procurar situações onde seja possível fazer bom uso da luz natural, como luz de janelas. Fotografando lá fora, com a luz do sol direta, você pode usar o flash ou um rebatedor branco grande para preencher a sombra e deixar toda a iluminação homogênea.

Lentes: Aqui é uma questão bastante pessoal. Concordo com o autor do texto sobre levar um pequeno conjunto de lentes para diferentes abordagens. Eu costumo usar duas lentes bem versáteis e uma luminosa, como o conjunto 18-55mm + 55-200mm + 50mm. Ele diz que costuma usar uma 70-300mm para fotografar à distância e ainda conseguir um bom retrato da criança. Gostaria de acrescentar ainda que a perspectiva da tele é muito bonita em retratos e dá uma impressão de diminuição de profundidade de campo que gosto bastante.

Bom amigos, esta é a parte que abrange as configurações da câmera. Na próxima postagem falaremos sobre o clique em si. Fiquem ligados.

[divider]

Leia agora mesmo a Parte II deste artigo: Fotografia Infantil: O bê-a-bá – Parte II

Huaine Nunes

Vinda de uma família de fotógrafos, a fotógrafa Huaíne Nunes já nasceu em meio às câmeras fotográficas. Em 1999 ganhou sua primeira câmera de visor direto, tinha apenas 10 anos de idade. Com 16 anos começou a se interessar pelas técnicas, sempre tendo seu pai como principal instrutor. Com 19 comprou sua primeira reflex digital e agora, aos 21 atua como fotógrafa infantil. Perfeccionista e dedicada, é aficionada por livros de técnicas fotográficas e está sempre procurando aperfeiçoar-se. É formada em Design de Moda e ainda persiste em aprender a fotografar o mundo fashion. Mantêm também um blog com dicas para fotografia de bebês e crianças, que tem trazido um aprendizado constante.

Este website utiliza cookies para melhorar a experiência do usuário. Ao clicar em "Aceitar Cookies" ou continuar com a navegação está a consentir a sua utilização. Para saber mais sobre cookies ou para os desativar consulte a
Política de Privacidade.
Aceitar Cookies
Este website utiliza cookies para melhorar a experiência do usuário. Ao clicar em "Aceitar Cookies" ou continuar com a navegação está a consentir a sua utilização. Para saber mais sobre cookies ou para os desativar consulte a
Política de Privacidade.
Aceitar Cookies