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Melhorando a composição e alcançando um estilo pessoal (parte 2 de 3)

No artigo anterior falamos sobre a importância de encontrar uma fonte de inspiração para suas fotos, buscando encontrar a sua motivação. Em seguida mostramos como melhorar a sua composição com um cheklist extenso mas bastante útil.

Neste capítulo vou comentar sobre os aspectos mais técnicos.  Apenas lembrando que estamos falando sobre fotografia autoral (fine-art), onde você artista e fotógrafo irá impor a sua visão e estilo pessoal sobre a sua obra.

Aspectos Técnicos

Diga não ao JPEG

  • Fotografe em RAW, não em JPEG
  • Todas as câmeras DSLR fotografam em RAW. Arquivos JPEG’s são o resultado da conversão do arquivo RAW pela própria câmera.
  • Quando a câmera salva no modo JPEG, ela não salva em RAW (a não ser que você ajuste previamente para JPEG+RAW)
  • É melhor você fazer suas próprias conversões.
  • Fotografar em RAW e processar a sua própria conversão significa que você terá acesso ao arquivo original RAW no futuro.

Escolha um ISO adequado

  • Alto ISO significa alto ruído em suas fotografias
  • Você não pode alterar o ISO após tirar a foto
  • Tripé: Use ISO 50 ou ISO100 para minimizar o ruído
  • Sem tripé : Use um ISO para obter a velocidade e a abertura desejadas
  • Tripé : Ajuste sua câmera para prioridade de velocidade (Tv), para que a abertura fique constante
  • Sua velocidade mais baixa deve ser igual a distância focal utilizada
  • Os ajustes de ISO afetam o arquivo RAW

Nivele e deixe seu tripé firme

  • Certifique-se de que o seu tripé esteja estável e as pernas estendidas por igual
  • Horizonte é nível em fotografia
  • Com velocidades do obturador baixas, espere alguns segundos antes de soltar o obturador afim de deixar as vibrações do tripé pararem, ou use um timer (2 segundos)
  • Imagens tremidas não podem ser corrigidas em pós-processamento

Foque cuidadosamente

  • Considere tanto foco automático quanto foco manual
  • Com lentes com foco automático, ligue o foco manual
  • Foco não pode ser corrigido em pós-processamento

Escolha sua velocidade do obturador sabiamente

  • Baixas velocidades do obturador não são problemas quando estiver usando tripé
  • Assegure-se de utilizar a função de travamento do espelho (mirror lock-up) para evitar vibrações
  • Altas velocidades de obturador são necessárias quando estiver segurando a câmera na mão sem tripé
  • Uma regra geral quando segurando a câmera na mão é utilizar uma velocidade de obturador igual ou maior que a distância focal da sua lente

Escolha a abertura apropriada

  • Ajustes de abertura definem a profundidade de campo
  • Quanto maior o número, maior a profundidade de campo
  • Verifique a abertura e a distância focal para cada foto
  • Foque manualmente para ajustar para a distância hiperfocal da sua lente
  • Muitos aplicativos de Smartphones possuem uma calculadora de profundidade de campo em função da câmera e da lente que está utilizando
  • Use uma abertura pequena (F/11, F/16, F/22) quando estiver utilizando a distância hiperfocal
  • A melhor qualidade é normalmente encontrada no ponto médio de abertura, por exemplo F/8, dependendo da lente
  • Use F/8 se não precisa de tanta profundidade de campo
  • Use aberturas maiores (F/2.8, etc.) se você está fotografando com a câmera na mão, sem tripé em baixa luz e precisa de uma rápida velocidade do obturador
  • Profundidade de campo não pode ser corrigida em pós-processamento, com exceção das câmeras Lytro, ou então através de mesclar várias imagens com pontos de foco diferentes (Stacking Focus)

Para composições que precisem de assuntos tanto próximos quanto afastados use a distância hiperfocal

  • Funciona melhor com lentes grande angulares, como por exemplo de 35 mm até 14 mm ou até mais angular
  • Foque na porção da composição que está a 1/3 da parte de baixo do visor da sua câmera
  • Pode ser você tenha que ajustar sua câmera para foco manual
  • Ajuste a abertura para f/16, f/22 por exemplo, dependendo da sua lente
  • Numa abertura pequena como f/22  1/3 da distância em frente ao seu ponto de foco e 2/3 além estarão nítidos
  • Use o botão de visualização de profundidade de campo se sua câmera tiver um
Corredeira em São Francisco Xavier - ©2013 Ale Rodrigues
Corredeira em São Francisco Xavier – ©2013 Ale Rodrigues

Exponha corretamente

  • Principalmente observe o histograma para cada nova composição ou mudança da luz
  • Em caso de dúvida sobre a correta exposição, utilize a técnica de bracketing (-3EV, 0EV, +3EV) e futuramente poderá criar uma imagem HDR (High-Dynamic-Range).
  • Exposição afeta o arquivo RAW
  • Áreas “clipadas” ,onde houve perda de informação ; não podem ser recuperadas em pós-processamento, exceto mesclando exposições

Observe sempre o seu histograma

  • Seu histograma diz a você como sua foto foi exposta
  • Você não pode alterar a exposição original após a foto ser feita

Saiba bem com o que um bom histograma se parece

  • Ajuste sua câmera para mostrar no visor de LCD o histograma RGB
  • Histogramas de canal único não dizem se uma das três cores está clipada
  • Sombras estão no lado esquerdo, realces no lado direito
  • O ideal é não ter nenhuma área clipada em nenhum dos lados
  • Se tiver que clipar em algum dos lados, é melhor clipar as sombras do que os realces
  • Se você quiser detalhe em todos os lugares de um histograma clipado, utilize a técnica de bracketing, tirando 3 fotos com (-3EV, 0EV e +3EV, por exemplo) ou até 5 fotos e mescle as imagens em HDR
  • Mantenha em mente que o histograma gerado pela câmera são gerados de um pequeno JPEG
  • Você mais provavelmente terá mais informação do que é mostrada no arquivo RAW, no entanto vá pelo lado seguro evitando clipar o histograma mostrado no visor da câmera.

Crie uma imagem HDR (High Dynamic Range)

  • Você gosta de HDR?
  • O intervalo dinâmico da cena requer HDR?
  • Ou você consegue mostrar todos os detalhes que você quer em uma única captura?
  • Observe se o seu histograma está clipado no lado direito, esquerdo ou ambos

Use todas as suas lentes

  • Carregue um jogo de todas as distâncias focais possíveis em sua mochila o tempo todo
  • Suas lentes não vão servir muito se ficam em sua casa sem uso. Use o bom senso e saiba quais levar
  • Há três categorias principais de lentes : Grande angular, normal e teleobjetivas
  • Considere todas as suas lentes como possibilidades  para compor uma imagem em qualquer situação
  • Faça um hábito de ver a mesma cena em grande angular, normal e teleobjetiva
  • Uma boa abordagem é começar com a grande angular e então progressivamente ir para lentes com maiores distâncias focais, que permitem você extrair cenas menores dentro da cena toda
  • Você pode também seguir uma abordagem inversa: Comece isolando elementos com lentes teleobjetivas então progressivamente vá para normal e grande angular
  • Escolha suas lentes baseada na sua composição desejada

Espero que tenham gostado e que tenha ajudado a todos.

No próximo e último artigo vou comentar sobre os aspectos artísticos e como alcançar um estilo pessoal.

Abraços a todos e até a próxima

Ale Rodrigues

Ale Rodrigues é formado em Engenharia Mecânica. Nasceu em São Paulo, Brasil; começou a fotografar com filme em 2006 numa câmera Yashica, um presente de seu pai. Trabalha com fotografia de paisagens, arquitetura, eventos corporativos e still. Possui material publicado em várias revistas do ramo e se especializou em criar imagens autorais utilizando de técnicas de longa exposição em que tenta passar uma mensagem para que as pessoas estejam conectadas no momento presente.

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